MITO DE PROMETEU (2)

Tereza Kawall

O fogo sagrado

O fogo é o símbolo do espírito humano e das suas criações posteriores. Esse elemento foi fundamental para a evolução das civilizações. Permitiu ao homem cozinhar seus alimentos, forjar matérias-primas em artefatos da cultura, fazer armas, se proteger do frio – a fogueira sempre esteve ligada aos processos de socialização. Por analogia, temos a imagem do fogo como a luz, símbolo do progresso e da evolução da consciência. Sem o fogo, o homem estaria condenado a viver nas grutas ou cavernas e, portanto, na escuridão.

Prometeu representa o impulso pela vida civilizada, o anseio humano de avançar através da tecnologia; rebelde com causa, esse herói semidivino é o princípio humanizador evolutivo, a inteligência humana, que, ao desvendar os segredos da natureza, supostamente terá controle sobre ela. Prometeu abriu o caminho para que os homens pudessem alcançar o progresso e tudo o que chamamos de civilização; o fogo roubado dos deuses nunca foi devolvido, significando simbolicamente que o conhecimento uma vez adquirido nunca mais se perde.

Esse mito é geralmente associado ao signo de Aquario, que representa a liberdade, o conhecimento compartilhado, a humanidade e a fraternidade entre os homens. Representa o homem individuado, que rompe os grilhões dos condicionamentos familiares, sociais ou culturais em nome de sua natureza única e intransferível. Aquario representa o que ainda está por vir, o amanhã, as utopias a as revoluções contra o poder constituído, que de tempos em tempos se pede por renovação.

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