INICIAÇÃO E RESILIÊNCIA

 A AUTO-INICIAÇÃO - TEXTO DE HUBERTO ROHDEN


ESCRITO NOS ANOS 70.

"Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação. Todos querem ser iniciados.
Mas entendem por iniciação uma alo-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru.
Esta alo-iniciação é uma utopia, uma ilusão, uma fraude espiritual.
Só existe auto-iniciação.
O homem só pode ser iniciado por si mesmo.
O que o mestre, o guru, pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém se pode auto-iniciar; pode colocar setas ao longo do caminho setas ao longo da encruzilhada, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre Si mesmo.
Isto pode e deve o mestre fazer - suposto que ele mesmo seja um auto-iniciado.
Jesus, o maior dos Mestres que a humanidade ocidental conhece, ao
menos aqui, durante três anos consecutivos, mostrou a seus discípulos
o caminho da iniciação, o que ele chama o "Reino dos Céus", mas não
iniciou nenhum dos seus discípulos.
Eles mesmos se auto-iniciaram na gloriosa manhã do domingo de Pentecostes, às 9 horas da manhã - como diz Lucas nos Atos dos Apóstolos.
Mas esta grandiosa auto-iniciação aconteceu só depois de 9 dias de profundo silêncio e meditação; 120 pessoas se auto-iniciaram, sem nenhum mestre externo só dirigidas pelo mestre interno de cada um, pela consciência de seu próprio EU divino, da sua alma do seu Cristo Interno.
E esta auto-iniciação do primeiro Pentecostes, em Jerusalém, pode e deve ser realizada por toda pessoa.
Mas acima de tudo, o que quer dizer Iniciação?
Iniciação é o início na experiência da verdade sobre si mesmo.
O homem profano vive na ilusão sobre si mesmo. Não sabe o que ele é realmente.
O homem profano se identifica com o seu corpo, com a sua mente com as suas emoções.
E nesta Ilusão vive o homem profano a vida inteira, 30, 50, 80 anos. Não se iniciou na verdade sobre si mesmo, não possui autoconhecimento, e por isso não pode entrar na auto- realização.
O que deve um homem profano fazer para se auto-iniciar?
Para sair do mundo da ilusão sobre SI mesmo e entrar no mundo da verdade?
Deve fazer o que fez o primeiro grupo de auto-iniciados, no ano 33, em
Jerusalém, isto é, deve aprender a meditar, ou cosmo-meditar.
O iniciado dá tudo e não espera nada do mundo.
Ele já encerrou as contas com o mundo.
Pode dar tudo sem perder nada.
O auto-iniciado é um místico não um místico de isolamento solitário,
mas um místico dinâmico e solidário, que vive no meio do mundo sem ser do mundo.
Onde há plenitude, aí há um transbordamento.
O homem plenificado pelo autoconhecimento e pela auto-realização
transborda a sua plenitude, consciente ou inconscientemente, saiba ou não saiba, queira ou não queira.
Esta lei cósmica funciona infalivelmente.
Faz bem pelo fato de ser bom, de viver em harmonia com a alma do Universo.
Por isto, para fazer bem aos outros e à humanidade, não é necessário nem é suficiente fazer muitas coisas, mas é necessário e suficiente ser bom, ser realizado e plenificado do seu EU central, conscientizar e vivenciar de acordo com o seu EU central, com o seu Cristo Interno.
A plenitude da consciência mística da paternidade única de Deus transborda irresistivelmente na vivência ética da fraternidade universal dos homens.
Para ter laranjas - laranjas verdadeiras - não é necessário fabricá-Ias. É necessário e suficiente ter uma laranjeira real e mantê-la forte e vigorosa. Nem é necessário ensinar a laranjeira como fazer laranjas, ela mesma sabe, com infalível certeza, como fazer flores e frutos.
Assim, toda a preocupação de querer fazer bem aos outros sem ser bom é uma ilusão tão funesta como o esforço de querer fabricar uma laranja verdadeira sem ter uma laranjeira.
Mais importante que todos o fazer é o ser.
Onde não há plenitude interna não pode haver transbordamento externo.
Para fazer o bem aos outros deve o homem ser realmente bom em si
mesmo. Que quer dizer ser bom?
Ser bom não é ser bonachão, nem bonzinho, nem bombonzinho.
Para ser realmente bom deve o homem estar em perfeita harmonia com as leis eternas da verdade, da justiça, da honestidade, do amor, da fraternidade, e viver de acordo com esta sua consciência.
Todo o fazer bem sem ser bom é ilusório, assim como qualquer transbordamento é impossível sem haver plenitude.
O nosso fazer bem vale tanto quanto nosso ser bom.
O ser bom é autoconhecimento e auto-realização.
Somente o conhecimento da verdade sobre si mesmo é libertador; toda e qualquer ilusão sobre si mesmo é escravizante.
Os mais ruidosos sucessos sem a realização interna são deslumbrantes
vacuidades; são como bolhas de sabão - belas por fora, mas cheias de vacuidade por dentro.
1 % de ser bom realiza mais do que 100 % de fazer bem. Auto-iniciação é essencialmente uma questão de ser e não de fazer.
Esta plenitude do ser não se realiza pela simples solidão, mas pelo revezamento de introversão e extroversão.
O homem deve, periodicamente, fazer o seu ingresso dentro de si mesmo, na solidão da meditação e depois fazer o egresso para o mundo externo, a fim de testar a força e autenticidade do seu ingresso.
Todo auto-iniciado consiste nesse ingredir e nesse egredir, nessa implosão mística e nessa explosão ética.
Os discípulos de Jesus fizeram três anos de aprendizado e nove dias de meditação depois se auto-iniciaram.
Descobriram a verdade libertadora sobre si mesmos. A verdade que os libertou da velha ilusão de se identificarem com o seu corpo, com a sua mente, com as suas emoções, saíram das trevas da ilusão escravizante, e ingressaram na luz da verdade libertadora:
"Eu sou espírito, eu sou alma, eu e o Pai somos um, o Pai está em mim e eu estou no Pai... o Reino dos Céus está dentro de mim. "
E quem descobre a verdade sobre si mesmo, liberta-se de todas as inverdades e ilusões.
Liberta-se do egoísmo, da ganância, da luxúria, da vontade de explorar, de defraudar os outros. Liberta-se de toda injustiça, de toda desonestidade, de todos os ódios e malevolências - de todo o mundo caótico do velho ego.
O iniciado morre para o seu ego ilusório e nasce para o seu EU verdadeiro.
O iniciado dá o início, o primeiro passo, para dentro do "Reino dos Céus".
Começa a vida eterna em plena vida terrestre.
Não espera um céu para depois da morte, vive no céu da verdade, aqui e agora - e para sempre.
Isto é auto-iniciação. Isto é autoconhecimento.
Isto é auto-realização.
Não há evolução sem resistência.
Tudo o que é fácil não é garantido; toda evolução ascensional é difícil, exige luta, sofrimento, resistência.
Estagnar é fácil. Descer é facílimo.
Subir é difícil. Toda evolução é uma subida, e sem subida não há iniciação."
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   TEREZA KAWALL

 No céu planetário temos hoje o especial alinhamento de Júpiter e Saturno no céu. Muito já se falou sobre esse encontro cósmico de primeira grandeza, que pode ser visto de muitas maneiras, pois o simbolismo astrológico é vasto como o próprio céu.

O que chamamos de estrela de Belém se refere à estrela que foi guia para que os Reis Magos encontrassem o menino Jesus. Segundo as tradições, há aproximadamente 2.000 anos atrás, havia no céu uma conjunção de Saturno e Júpiter, e essa junção proporcionou um brilho maior, sendo chamada como a estrela de Belém.
Poderíamos pensar que nesse nesse novo ciclo podem haver nascimentos de pessoas especiais, e que trarão contribuições significativas para a humanidade no futuro.

Aquário é a arquétipo de futuro, da visão do amanhã, do conhecimento compartilhado, da tecnologia, das inovações da ciência. A democratização do conhecimento é hoje a evidência de que já começamos a tal Era de Aquário, ou seja os primeiros passos de um ciclo que vai durar mais de 2000 anos!
Aquario é o signo os outsiders, visionários que vivem fora da casinha, que tudo questionam e não seguem os parâmetros convencionais da sociedade. O pioneirismo, o radicalismo e a busca pela autonomia das próprias idéias faz parte desse mundo aquariano.
Júpiter é um princípio de expansão e crescimento; Saturno, por sua vez é o símbolo das restrições, limites e responsabilidade. Como Cronos, é o deus do tempo que avisa: que tudo tem um começo, meio e fim.
Os novos conhecimentos que estão por chegar não deverão prescindir da ética e da responsabilidade.
Os valores humanos terão quer ser preservados, paralelamente aos avanços da ciência de da tecnologia.

Seremos seres robóticos ou seremos seres livres?
O tal do progresso pode seguir em frente sem a degradação ambiental?
Nossa hubrys civilizatória é ecológica, existencial e espiritual, e exigirá de todos muito mas consciência em relação ao próximo e à natureza, Gaia, nossa Mãe Terra.
Saturno nos ensina a sabedoria de bem usar o conhecimento, que é um atributo jupiteriano.
Saberemos estabelecer a medida certa entre avançar e saber os nossos limites?
A ganância de poder e dinheiro de poucos seguirá se sobrepondo às injustiças da desigualdade social crescente dos nossos dias?

Esse novo ciclo traz muitas esperanças por um lado e muitas perguntas que merecem respostas em forma de ação e coragem.
O início de um ciclo pressupõe o fim de outro; estamos nesse limiar, onde a escuridão se mostra de diferentes formas, e os véus se levantam diuturnamente.
Muitas revelações seguirão para que esse " despertar" aquariano" possa surgir. A luz do amanhecer também surge lentamente.

Tenhamos fé e esperança, que são, sem dúvida, nossas melhores amigas desta árdua caminhada.
E trabalhemos com convicção para que um mundo melhor surja de verdade.
Assim na Terra como Céu!
Tereza Kawall



 O Almanaque do Pensamento é uma publicação anual da Editora Pensamento e já está em sua 109º edição.

O primeiro foi publicado em 1912, e é um sucesso desde então. Ele atende a um público bastante diversificado, curioso do conhecimento astrológico.
Nele, os leitores podem saber as melhores fases para a agricultura relacionadas às fases da Lua; os calendários agrícolas são usados desde tempos remotos.
Encontrarão também as datas e horários corretos para a entrada das quatro estações do ano, as fases da Lua, os eclipses anuais do Sol e da Lua, horóscopo chinês.
Além disso, poderão saber as orientações astrológicas, que são previsões anuais para cada um  dos doze signos. 
O Almanaque traz também as previsões relacionadas aos eventos sociais, políticos e econômicos do Brasil.
Nesse ano teremos a regência astrológica do planeta Vênus, associado ao amor, beleza e artes em geral. 
Você sabia que Vênus tem doze diferentes maneiras de se expressar, pois pode estar em dos doze signos zodiacais?
Sem dúvida, o Almanaque é um bom companheiro para o seu dia a dia!
Acesse: www.grupopensamento.com.br

Bom proveito!
O Nascimento de Vênus, de Boticelli ( detalhe).