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Mostrando postagens de Abril, 2010

Entrevistando Dalai Lama em 1972

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Foto: Lamberto Scipioni Entre os anos de 1970 e 1973, fui várias vezes a Daramsala, na província de Himachal Pradesh, norte da Índia, encontrar os tibetanos que lá vivem em exílio. Tive alguns encontros pessoais com o Dalai Lama. Relato seu conteúdo em meu livro “Os pés alados de Mercúrio”. Há pouco, com alegria, achei o envelope onde guardara algumas fotos dessas visitas. Foram tiradas por meu velho amigo e companheiro de viagem, o fotógrafo Lamberto Scipioni. A qualidade delas deteriorou bastante após quase 40 anos, mas para mim seu valor como documento permanece inestimável. Claro, não tenho mais aquela carinha magra e jovem das fotos. Que fazer, o tempo é implacável. Não perdoou nem ao próprio Dalai Lama, por que iria perdoar a mim?… Por Luis Pellegrini Só pedi um encontro pessoal com Tenzin Gyatso, nome verdadeiro do Dalai Lama, um mês após minha chegada a Daramsala, no verão de 72. Preferi me dar um tempo para me familiarizar com o lugar e a comunidade de ti

Árvore da Vida e Dia da Terra

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Nirvana de Buda, sob a Árvore da Vida Vimos que a atual onda de mudanças passando pelas ciências naturais deixa para trás os últimos remanescentes da visão mecanicista da vida, da mente e do universo. O espaço e o tempo se unem como dinâmica de fundo do universo observável. A materialidade, sendo substituída pela energia. Campos contínuos de um cosmos banhado de energia. E o destino final deste mundo não é mais um salto na escuridão de um vazio eternamente imutável nada, mas pode bem ser uma renovação cíclica em uma metauniverso autocriador, auto-organizado e auto-energizante. A mudança no conceito de mundo da ciência, de uma pedra sem vida para um cosmos interligado e vivo, é plena de sentido e de significado para nossas vidas. O conceito de um mundo sutilmente interligado, um oceano cósmico no qual estamos intimamente ligados uns aos outros e à natureza, assimilado por nosso intelecto e abraçado por nosso coração, poderá talvez inspirar novos modos de pensar e de agir que

Será isso Liberdade?

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Texto de Isabel Allende * "O que acontecerá com este grande espaço vazio que sou agora? O que me irá preencher quando não sobrar o menor vestígio de ambição, projeto algum, nada de mim? A força de sucção me reduzirá a um buraco negro e desaparecerei. Morrer... Abandonar o corpo é uma idéia fascinante. Não quero continuar viva e morrer por dentro, se preciso continuar neste mundo, devo planejar os anos que me restam. Talvez a velhice seja outro começo, talvez seja possível voltar ao tempo mágico da infância, àquele tempo anterior ao pensamento linear e aos preconceitos, quando eu percebia o universo através dos sentidos exaltados de um demente e estava livre para crer no inacreditável e explorar mundos que depois, na idade da razão, desapareceram. Já não tenho muita coisa a perder, nada para defender: será isso liberdade? Passa pela minha cabeça que nós, avós, temos o papel de bruxas protetoras, que devemos zelar pelas mulheres mais moças, pelas crianças, pela comunidade

Astrologia Psicológica

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Fotos de Babak Tafreshi Aqui vemos a constelação de Órion, ou a Três Marias, vista de dois hemisférios: Hemisfério Sul à esquerda, Austrália . Hemisfério Norte, à direita, Irã. Por Tereza Kawall A astrologia psicológica abarca valiosos conceitos da Psicologia Analítica, uma vez que o arcabouço intelectual de ambas têm muitos pontos em comum. Outras premissas teóricas abrangem os postulados de vida potencial dada a priori, o aspecto dinâmico do inconsciente e o propósito criativo e finalista da existência, em que o desenvolvimento individual, vale dizer, a própria vida, tem um significado. Cito Jung numa carta ao astrólogo francês André Barbault, em 1954: "Existem muitos exemplos de notáveis analogias entre constelações astrológicas e eventos psicológicos ou entre o horóscopo e a disposição geral do caráter. É até mesmo possível prever até certo ponto, o efeito físico de um trânsito astrológico. Podemos esperar, com considerável cert

Astrologia Arquetípica

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Zeus e Hera “A Astrologia tem como base a idéia da harmonia universal. Seu princípio fundamental está expresso na frase” assim como está em cima, está abaixo", é pressuposto de que o microcosmo da psique humana reflete o macrocosmo e de que os acontecimentos terrestres espelham os acontecimentos celestes. Na Grécia Helênica, os astrólogos refinaram os cálculos astronômicos e determinaram divindades mitológicas específicas para os diferentes planetas, refletindo as associações mitológicas já estabelecidas pelos babilônios. Eles então usaram esse sistema para prever os acontecimentos coletivos, assim como aqueles das vidas dos indivíduos. A perspectiva astrológica reflete rigorosamente o significado original da palavra grega Kosmos, que descreve o mundo como um sistema inteligivelmente ordenado, configurado e coerentemente interconectado com a humanidade como uma parte integral do todo. Nesta visão, a vida humana não é o resultado de forças fortuitas regidas pelo acaso capri