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Mostrando postagens de Março, 2008

Follow your bliss

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Joseph Campbell (1904-1987) Extraordinário professor de mitologia comparada, escritor e orador, autor de diversos livros dedicou sua vida à pesquisa da odisséia humana nos mitos de inúmeros povos, de diferentes épocas, e com sua forte intuição, encontrou semelhanças significativas e pontos em comum entre eles. Campbell considerava a mitologia “o canto do universo; a música da imaginação inspirada nas energias do corpo”. Follow your bliss Esta é uma expressão marcante no trabalho de Campbell. A palavra bliss é freqüentemente traduzida como felicidade. No conceito campbelliano, porém, representa a busca pelo caminho pessoal, ainda que possamos passar por dores, alegrias, sofrimentos ou êxtase. Bliss é algo que não podemos deixar de fazer, é um chamado. Dizia ele: “O caminho para descobrir alguma coisa a respeito de sua própria felicidade é concentrar a atenção nesses momentos em que você se sente mais feliz, em que você está realmente feliz....Isso exige um pouco de auto-análise. O

Síntese da Felicidade

Carlos Drummond de Andrade Desejo a você Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no portão Domingo sem chuva Segunda sem mau humor Sábado com seu amor Filme do Carlitos Chope com amigos Crônica de Rubem Braga Viver sem inimigos Filme antigo na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de você Música de Tom com letra de Chico Frango caipira em pensão do interior Ouvir uma palavra amável Ter uma surpresa agradável Ver a banda passar Noite de lua cheia Rever uma velha amizade Ter fé em Deus Não ter que ouvir a palavra não Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança Ouvir canto de passarinho Sarar de resfriado Escrever um poema de amor Que nunca será rasgado Formar um par ideal Tomar banho de cachoeira Pegar um bronzeado legal Aprender um nova canção Esperar alguém na estação Queijo com goiabada Pôr-do-sol na roça Uma festa Um violão Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Calçar um

Os quatro fantasmas

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Por Martha Medeiros "Totalmente leiga em psicanálise, é o que sou. Mas interessada como se dela dependesse minha sobrevivência. Noutro dia, envolvida por um texto instigante, me deparei com as quatro principais questões que assombram nossas vidas e que determinam nossa sanidade mental: 1. Sabemos que vamos morrer. 2. Somos livres para viver como desejamos. 3. Nossa solidão é intrínseca. 4. A vida não tem sentido. Realmente não são questões fáceis. A consciência de que vamos morrer talvez seja a mais desestabilizadora, mas costumamos pensar nisso apenas quando há uma ameaça concreta: o diagnóstico de uma doença ou o avanço da idade. Somos livres para escolher o que fazer de nossas vidas, e isso é amedrontador, pois coloca a responsabilidade em nossas mãos. A solidão assusta, mas sabemos que há como conviver com ela: basta que a gente dê conteúdo a nossa existência, que tenhamos uma vontade incessante de aprender, de saber, de se autoconhecer. Quanto à gratuidade da vida, alguns