JUNG E A ESCRITA CIRCULAR

 


  JUNG E A ESCRITA CIRCULAR

Jung era um escritor prolífico a quem as idéias vinham com facilidade. As palavras fluíam de sua pena, e ele só ficava perdido quando se encontrava bloqueado e incapaz de completar a parte dois do Wandlungen.

Quando começou a escrever, topou com a técnica que melhor se ajustava a seu temperamento e usou-a dali para frente, apesar da confusão que ela às vezes inspirava em seus leitores e as muitas críticas que atraiu dos estudiosos. Depois de velho. Já com oitenta a tantos anos, achou que precisava explicá-la, tentando fazer isso repetidamente, em todas as versões sobreviventes de entrevistas e nos rascunho que acabaram sendo aperfeiçoados e editados para se tornarem Memórias, Sonhos e Reflexões. Em cada um desses Protocolos ( como foram chamados os rascunhos iniciais). Ele começa com uma justificativa a seus leitores semelhante a esta:

“ Sinto repetir as coisas. Sempre fiz isso em meus livros. Eu enfrentava determinadas coisas várias vezes e sempre a partir de um novo “ ângulo” porque meu pensamento é circular. Circulo sempre em torno da mesma questão. Esse é o método que me agrada. De certa forma, é um novo tipo de peripatético (*) ( falta uma palavra) Simplesmente trabalho melhor desse jeito”.

Essa circularidade constitui a dificuldade de ler, não apenas qualquer trabalho em particular. Mas também a obra de Jung em sua totalidade. Muitas vezes revia um texto original para modificá-lo ou acrescentar alguma coisa, ou aprofundava o ponto inicial, ao mesmo tempo quie introduzia outros pontos relacionados para sustentar a discussão original. Esses pontos podem ter exigido discussões separadas dentro da mesma obra. Se levantasse questões muito extensas para aquele espaço, elas deveriam ser detalhadas em trabalho futuro. Havia épocas, por exemplo, como na ultima década de sua vida, os anos 1950, em que ainda estava refinando as idéias desenvolvidas em 1912. Continuavam presentes traços de trabalhos anteriores, porque ele ampliava e desenvolvia idéias, mas também às vezes as contradizia.

“ Isso era o que eu pensava naquela época” responderia ele quando se perguntava a respeito de discrepâncias, “mas isso é como eu penso agora”.

Deirdre Bair em  “JUNG – uma biografia” , Volume I.

Editora Globo.

Peripatético: É a palavra grega para itinerante ou ambulante.

 

LOUISE HAY: CURE A SUA VIDA

                                                                                     

Por Louise Hay

Somos todos 100 por cento responsáveis por nossas experiências. Cada pensamento que temos está criando nosso futuro. O ponto do poder está sempre no momento presente. Todos sofrem de culpa e ódio voltados contra si próprios. A frase-chave de todos é: "Não sou bastante bom". É apenas um pensamento e um pensamento pode ser modificado. Ressentimento, crítica e culpa são os padrões mais prejudiciais.

 A liberação do ressentimento pode remover até o câncer. Quando realmente amamos a nós mesmos, tudo na vida funciona. Devemos nos libertar do passado e perdoar a todos. Devemos estar dispostos a começar a aprender a nos amar. A auto-aprovação e a auto-aceitação no agora são a chave para mudanças positivas. Cada uma das chamadas "doenças" em nosso corpo são criadas por nós.

Na infinidade da vida onde estou, tudo é Perfeito, pleno e completo, e, no entanto a vida está sempre mudando. Não existe começo nem fim, somente um constante reciclar  de substância e experiências. A vida nunca está emperrada, estática ou rançosa, pois cada momento é sempre novo e fresco.

Eu sou uno com o poder que me criou e esse poder me deu o poder de criar minhas próprias circunstâncias. Regozijo-me no conhecimento de que eu tenho o poder de minha própria mente para usar de qualquer forma que eu escolher.

Cada momento da vida é um novo ponto de começo à medida que nos afastamos do velho. Este momento é um novo ponto de começo para mim bem aqui e agora mesmo. Tudo está bem no meu mundo.

Do livro : Você pode curar a sua vida.