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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

ERA DO EGOCENTRISMO

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Por Martha Medeiros Outro dia acordei com uma espécie de ressaca existencial e o alívio não viria com um simples gole de Coca-Cola: o que estava me pesando não era excesso de álcool, nem de cigarros, nem de noitadas, e sim excesso de mim. Overdose da própria presença. Desde que nascemos somos condenados a um convívio inescapável com a gente mesmo. Quando penso na quantidade de tempo que estou presa a esta relação, fico pasma de como consegui suportar tamanho grude. Eu e eu, dia e noite, no único relacionamento que é verdadeiramente para sempre. Soy mi pareja perfecta. Somos um par. Só que, no meu caso, sou um par em conflito. Um eu que deseja fugir e outro que deseja ficar. Um eu que sofre e outro eu que disfarça. Um eu que pensa de uma forma e outro que discorda. Um eu que gosta de estar sozinho e outro eu que precisa amar. Nada de pareja perfecta, e sim caótica. Uma relação tranqüila consigo mesmo talvez passe pela conscientização de que não devemos dar tanto ouvido às nos

SIMBOLISMO E MAGIA DAS FLORES

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A MÃE E AS FLORES “Para Mirra Alfassa (1878–1973), a amorosa Mãe, mestra espiritual francesa, as flores falavam. Nos jardins, e em arranjos dentro da casa, comunicam qualidades que beneficiam a vida. Anote algumas de suas sugestões e citações. Elas foram extraídas do livro "Flowers and their Messages". Cores – As flores falam se soubermos ouvi-las. Mirra Alfassa acreditava que as cores expressavam os diferentes níveis de consciência das plantas. Assim, as flores brancas são as que realizam em si a perfeição. O branco significa “vida purificada”. Já o laranja dourado é a cor que se sintoniza com a intuição. As flores amarelas falam do anseio, da realização espiritual. O azul indica a influência da graça divina. O rosa (especialmente a levemente lilás) é a irradiação do amor incondicional. O vermelho e as cores escuras relacionam-se ao corpo ou à matéria. Proteção – A entrega ao Divino é a melhor proteção. Proteção é o trabalho maior da trepadeira buganvília, ou p

INCONSCIENTE HISTÓRICO

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Foto de Greg Semendinger, 11 de setembro, NY Por Arnaldo Jabor " Hoje em dia as coisas têm vida própria, e seus criadores não controlam mais os produtos. Somos levados por uma tumultuada marcha de fatos sem causa aparente, de acontecimentos sem origem, de objetos sem sujeitos. Cada vez temos mais ciência e menos entendimento. Temos um acesso à informação infinita, mas nada se fecha em conclusões coerentes, nada acaba, nada se define. O socialismo não deu certo, o capitalismo global não trouxe paz, tudo o que depende da vontade dos homens e de seus sonhos de controle não chega a um final feliz. Pensadores sofrem porque vêem que é impossível mudar o curso da vida que se transforma sozinha, pouco se lixando para nós, assim como a lama das encostas, as cinzas dos vulcões e as marés assassinas. " ESPERANDO GODOT " é mais profético do que cem anos de esperança política. Viramos objetos de um "sujeito" imenso, sem nome, sem olho, misterioso, secreto, que tal