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Mostrando postagens de Junho, 2009

Ondas

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foto: Clark Little Passeio em sonhos Pelas brancas cabeleiras das ondas Que se estilhaçam como ínfimos cristais aquáticos Obedecendo aos ventos e às correntes Avançando ligeiro, de encontro à areia. E retornando a si mesmas, Deslizam, num súbito encaracolar Como uma reverência profunda, infinita Prontas para uma nova impulsão Um novo ciclo Mares, rios, oceanos Quantos mistérios e nuances Quanta majestade Em teu silencioso murmurar. Tereza Kawall,1989

Inteligência Espiritual

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Leonardo Boff Uma frente avançada das ciências, hoje, é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes, também para a religião e a espiritualidade. Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual , o famoso QI (Quociente de Inteligência), ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos. A segunda é a inteligência emocional , popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard Daniel Goleman, com seu conhecido livro "Inteligência Emocional" (QE = Quociente Emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura debase do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão

Equilíbrio e destino

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“A tradicional imagem da Roda da Fortuna comprova a preocupação da humanidade com o destino, pela forma como vemos o mundo: subimos para cair e caímos para subir. Uma versão moderna dessa idéia é o acaso: estamos à mercê da aleatoriedade, e a má fortuna pode bater à nossa porta a qualquer momento. Não recebemos o que merecemos, e sim o que nos acontece por acidente. Se nos sentimos vulneráveis ao acaso, como podemos ser positivos o suficiente para relaxar? Se acreditamos no acaso ou no destino, o que interessa é em que grau somos fatalistas. Existem prós e contras na resignação: aceitar coisas que acontecem e que não podem ser evitadas é uma boa coisa, mas aceitar um destino que poderia ser mudando se tivéssemos nos colocado numa marcha diferente é um triste desperdício de nosso potencial pleno. Uma abordagem pragmática, sem nenhuma implicação doutrinária ou religiosa, é atingir um equilíbrio ponderado, baseado numa avaliação realista do que podemos e não podemos

Amor por mim!

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Ilustrações: Joan Perrin Falquet "Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo. Vivo em harmonia e equilibro com todos que conheço. Bem no centro de meu ser existe uma fonte infinita de amor. Agora deixo este amor vir à tona. Ele enche meu coração, meu corpo, minha mente, minha consciência, todo meu ser e irradia-se de mim em todas as direções, voltando-se a mim multiplicado. Quanto mais uso e dou, mais tenho para dar.O suprimento e é infinito. Sinto-me bem com o amor, e essa sensação é uma expressão de minha alegria interior. Eu me amo. Portanto, cuido carinhosamente de meu corpo. Amorosamente eu o alimento com comidas e bebidas nutritivas. Amorosamente exercito e arrumo meu corpo, e ele, com carinho me responde com saúde e energia vibrantes. Eu me amo. Portanto, dou-me um lar confortável, que atende minhas necessidades e onde sinto prazer em morar. Encho seus cômodos com a vibração do amor, e assim, todos os que nele entram, eu inclusive,

Boas surpresas!

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“ As conseqüências do avanço científico e neurotecnológico são de fato imprevisíveis. O poder que o progresso técnico confere é como um avião a jato - pode ser usado para aumentar a liberdade e o bem estar ou para a realização de atentados terroristas e o bombardeio de civis indefesos. O avanço dos meios é patente, mas e os fins? Nenhum sistema sócio-economico, salto tecnológico, descoberta científica, dogma religioso ou pacote ideológico resolverá os nossos problemas por nós. A questão fundamental que temos pela frente é de ordem ética. A velha pergunta socrática - como viver - nunca foi mais urgente. O saldo do século XX, estamos de acordo, não foi nada animador. Mas a esquisitice do ser humano é tamanha que dela se pode esperar qualquer coisa, inclusive – porque não?- boas surpresas. Quem sabe a banalização da felicidade não leve os homens se darem conta de que, nesta vida, nada é tudo , nem mesmo a felicidade? Foi graças ao sofrimento e à dor que o animal humano ad

Humildade e Felicidade

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Fotos: James Nachtwey Sua Santidade, o Dalai Lama, em sua residência em Dharamsala, India. “A humildade é um valor esquecido no mundo contemporâneo. A nossa obsessão com a imagem que temos que projetar de nós mesmos é tão forte, que paramos de questionar a validade das aparências e passamos a buscar incessantemente uma aparência melhor. Diz o adágio tibetano: “ A água das boas qualidades não se acumula no topo do rochedo do orgulho”. Os jornais dedicam cada vez mais espaço às colunas sociais, sobre as “pessoas que são notícia”, publicando as suas avaliações sobre quem está na moda e quem na está. Diante disso, que lugar resta para a humildade, um valor tão raro que poderia ser relegado ao museu das virtudes obsoletas? O conceito de humildade é muitas vezes associado ao desprezo por si mesmo, `a falta de confiança nas próprias capacidades, um sentimento de inferioridade, sentimento de menos-valia ou de não ser digno. Isso é subestimar

AMAR

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Amar: Libertar o julgamento Amar não é algo que fazes Não é como te comportas. Não há nada que faças que constitua amar alguém, Nenhuma ação que seja em si, de amor. Amar é um modo de ser. É simplesmente ser. Ser com o outro, seja ele como for. Não manter julgamentos, nem planos. Sem necessidade de fazê-lo experimentar teu amor. Sem desejo de demonstrar amor. Sem intrusão na alma do outro. Nada, senão a total aceitação do ser do outro, Nascida da tua aceitação de teu próprio ser. Peter Russel Do livro: O buraco branco no tempo Editora Aquariana