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Mostrando postagens de Março, 2019

O FAROL

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  O FAROL Tereza Kawall A imagem de um farol sempre nos remete aos símbolos que habitam nossa alma. Um farol é uma espécie de inspiração para o viver, Para as inexoráveis turbulências que nos alcançam ao longo da vida, Quando o mar das emoções se agita, as ondas sobem e descem em vagalhões Por vezes nos deixam sem fôlego e ou direção. Quem nunca ficou a deriva de si mesmo, ou não se afogou nessas tempestades   psíquicas? Mas o farol lá permanece, Firme e aparentemente indiferente às intempéries externas e internas. Altivo e resiliente,   bem sabe que tudo é passageiro ou circunstancial, Pois uma hora os ventos irão se dissipar, as correntes marítimas serão apaziguadas, O oceano retomará suas ondulações mais suaves E sobre seu imenso verde-azul, o dia amanhecerá. Estar em conexão com esse farol interno é ter uma genuína certeza, De que por mais escuras que sejam as noites, O sol sempre estará a caminho, iluminando nossa psique, Relativizando a

O QUE É UM SONHO?

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O que é um sonho? "O sonho é uma porta estreita, dissimulada naquilo que a alma tem de mais obscuro e íntimo; essa porta se abre para a noite cósmica original, que continha a alma muito antes da consciência do eu e que a perpetuará muito além daquilo que a consciência individual poderá atingir. Pois toda a consciência do eu é esparsa; distingue fatos isolados, procedendo por separação, extração e diferenciação; só o que pode entrar em relação com o eu é percebido.  A consciência do eu, mesmo quando afloram as nebulosas mais distantes, é feita de enclaves bem delimitados. Toda consciência especifica. Mediante o sonho, inversamente, penetramos no ser humano mais profundo, mais geral, mais verdadeiro, mais durável, mergulhado ainda na penumbra da noite original, quando ainda estava no Todo e o Todo nele, no seio da natureza indiferenciada e despersonalizada. O sonho provém dessas profundezas, onde o universo ainda está unificado, quer assuma as aparências mais pueris, as

PARACELSO NA VISÃO DE JUNG

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Texto sobre Paracelso do livro : O espírito na arte e na ciência. “ O médico não deve ser apenas um alquimista, mas também astrólogo, pois um asegunda fonte de conhecimento é o firmamento ou o céu. Em Labyrinthus Medicorum , diz Paracelso: que as estrelas no céu “ devem ser agrupadas” e o médico deveria “ tirar daí a sentença do firmamento”. Sem esta arte de interpretação das constelações astrais, o médico seria um pseudomedicus . Pois o firmamento não é um mero céu estrelado cósmico, mas um corpo que, por sua vez, é uma parte ou o conteúdo do corpo humano e visível. “ Onde está o corpo, diz ele, aí também se reúnem as águias....   e onde se encontra a medicina, si se reúnem os médicos. O corpus do firmamento é o correspondente corpóreo do céu astrológico. “E uma vez que a constelação astrológica possibilita o diagnóstico, indica também a terapia”. Isto nos leva, sem querer, a pensar na famosa expressão de KANT: “ o céu estrelado sobre mim” e a “lei moral em mim”, cujo “im

INÍCIO DO ANO ASTROLÓGICO 20 DE MARÇO 2019

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O novo ano astrológico terá início no dia 20 de março, às 19 hs! O Almanaque é uma publicação anual da Editora Pensamento. O primeiro foi publicado em 1913, e assim ele completa agora 107 anos! E é um sucesso desde então entre um público bastante diversificado e curioso sobre o milenar conhecimento astrológico. Nele, os leitores podem saber as melhores fases para o plantio e cultivo da terra, tendo como base a passagem da Lua nos doze signos zodiacais e suas diferentes fases. Além do calendário agrí cola, você encontrará as datas e horários corretos para o início das quatro estações do ano, as fases lunares, os eclipses anuais da Lua e do Sol, e as dicas do Horóscopo Chinês. Alem disso, os eleitores podem saber a orientação astrológica para o seu dia a dia, assim como as previsões mensais para todos os signos durante o ano inteiro. O Almanaque traz também as previsões sobre as tendências relacionadas aos eventos sociais, políticos e econômicos do Brasil. E outras novida

VON FRANZ, COLABORADORA DE JUNG

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Marie-Louise von Franz a grande colaboradora de JUNG Ele não poderia ter terminado de escrever tantos textos em relativamente tão pouco tempo sem Marie-Louise von Franz, que se tornou sua mais dedicada colaboradora nos últimos anos da guerra. Pesquisadora extremamente diligente, ela seguia trilhas vagas por todas as bibliotecas e livrarias de livros antigos na Europa, desenterrando textos alquímicos raros que permaneceram séculos sem uso. Para colocá-los num contexto histórico, investigou a história e a biografia dos autores, esse dedicado trabalho de detetive que levou a novos autores e textos que, de outro modo poderiam ter escapado a Jung. Ela estudou para tornar-se especialista na decifração de latim medieval esotérico escrito à mão, e depois traduzia os textos obscuros para o alemão contemporâneo, fazendo com que Jung economizasse anos de trabalho. Como observadora de primeira mão do trabalho dele, Marie-Louise estava em posição única para descrever o que aconteceu aos