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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

No Freezer, Fogão ou Coração

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Foto de André Correa( direita) Por Tereza Kawall Quando alguém diz: “ Põe (ou guarda) no freezer” Logo me vem à mente A simples idéia daquilo que será adiado ou digerido algum tempo depois. O mesmo vale para pessoas Das quais, temporariamente, Precisamos “ dar um tempo”. Ou seja, isso vale tanto para os alimentos Ou para vida pessoal, subjetiva. E o quê dizer de sentimentos, crenças e aflições Com as quais não queremos lidar? Lá no nosso “ freezer” psíquico Vivem um sem número de sensações, memórias, conflitos adiados E nem sempre reconhecidos como tal. Lembranças que, embora congeladas, Ainda possuem vida, cor e sabor. Esses tempos de final de ano Fazem-no deparar, de um jeito ou de outro, Com algum tipo de reflexão. Precisamos (re)desenhar os próximos passos, a direção a seguir. Terminar algo inacabado, avaliar entraves, Inovar, ousar, Redefinir estratégias para o VIVER. A encrenca é que, para seguir em frente Muito provavelmente, ainda precisaremos Daqueles ingredientes ou alim

OUVIR ESTRELAS!

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Que 2011 nos informe a melhor melodia; que possamos ouvi-la e desfrutá-la com olhos e corações receptivos , compassivos e otimistas! ORA (DIREIS) OUVIR ESTRELAS! OLAVO BILAC XIII "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto ... E conversamos toda a noite, enquanto A via láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas." Fonte: www.jornaldepoesia.jor.br

Espiritualidade e Religião: Diferenças

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Por Guido Nunes Lopes A religião não é apenas uma, são centenas. A espiritualidade é apenas uma. A religião é para os que dormem. A espiritualidade é para os que estão despertos. A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados. A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior. A religião tem um conjunto de regras dogmáticas. A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo. A religião ameaça e amedronta. A espiritualidade lhe dá Paz Interior. A religião fala de pecado e de culpa. A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro". A religião reprime tudo, te faz falso. A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro! A religião não é Deus. A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus. A religião inventa. A espiritualidade descobre. A religião não indaga nem questiona. A espiritualidade questiona tudo. A religião é humana, é uma organização com regras. A espirituali

O GUARDADOR DE REBANHOS

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Pintura de Gerard von Honthorst Guardador de rebanhos VIII- Num Meio Dia de Fim de Primavera Alberto Caieiro Sobre o Menino Jesus ..." Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro. Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava. Ele é o humano que sorri e que brinca. E por isso é que eu sei com toda a certeza Que ele é Menino Jesus verdadeiro. E a criança tão humana que é divina É esta minha quotidiana vida de poeta, E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre, E que o meu mínimo olhar Me enche de sensação, E o mais pequeno som, seja do que for, Parece falar comigo. A Criança Nova que habita onde vivo Dá-me uma mão a mim E a outra a tudo que existe E assim vamos os três pelo caminho que houver, Saltando e cantando e rindo E gozando o nosso segredo comum Que é o de saber por toda a parte Que não há mistério no mundo E que tudo vale a pena. A Criança Eterna acompanha-me sempre. A direção do meu olhar é o seu dedo apontando. Meu ouvido atento alegremente a tod

O DESCANSO DA BUSCA

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Foto de Clark Little "Mesmo que o mutante esteja convencido de que o transpessoal se encontra em seu mundo interior, um obstáculo inesperado se apresenta em seu caminho. É a fantasia da separatividade, própria do paraíso perdido do qual acabamos de falar.Pelo fato dele se sentir separado do mundo exterior, projeta essa separação no mundo interior. Da mesma forma que o sonhador vê um sonho como exterior a si mesmo – embora o sonho esteja dentro dele e o próprio sonhador seja também um sonho -, e imagina a experiência ou o estado transpessoal como algo exterior. Inicia então um processo de experiências fora de si mesmo. Precisará compreender que o que ele procura está mais perto do que imagina, já que se trata dele mesmo, de seu próprio espírito. Ele se encontra na situação de um jovem gato querendo agarrar a própria cauda – o objeto do transpessoal é a descoberta do espírito pelo próprio espírito. Diz Ken Wilber sobre isso: ... “ O Espírito não pode ser pego, ou alcançado ou bus

OS MUTANTES

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O "mutante" Alex Grey, artista plástico O " mutante" Pierre Weil, educador, escritor e psicólogo transpessoal “Provavelmente o nome “ mutante” foi escolhido por o terem relacionado com o fenômeno a que, em genética, se denomina mutação de genes. O Ponto de Mutação, de Fritjof capara, inscreve-se nessa perspectiva. Sua publicação em inglês data daquela época ( anos 60 e 70), assim como “ A conspiração aquariana”, de Marilyn Ferguson. Estes e muitos outros autores são a principal fonte de inspiração e constituem modelos para a grande mutação pessoal. São teólogos, físicos, antropólogos, psicólogos, romancistas, entre outros, todos eles mutantes, também. Encontramos, ao longo dos anos o, ou melhor , os denominadores comuns a esses autores, o que pode nos dar uma pista para traçar o perfil do nosso mutante. A essa visão comum chamamos holística e transdisciplinar. Todos os mutantes, caracterizam-se por uma nova visão do Divino. A versão primitiva

Sombra e Luz

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Inscrição na porta de entrada na casa de Jung, em Küsnacht, perto de Zurich. " VOCATUS ATQUE NON VOCATUS, DEUS ADERIT "(*) “ Assim, em última análise, a vida de Jung era a de uma pessoa profundamente religiosa, imbuída de um propósito verdadeiramente religioso, por mais que seu trabalho se voltasse para a ciência. Gastou seus últimos anos de vida quase que inteiramente na e exploração de relação entre o homem, de per si, e o padrão de Deus no espírito humano. Convencera-se de que nossos seres gastos e nossas rotas sociedades não poderiam renovar-se sem a definição de seus conceitos de Deus, e assim, de toda a sua relação com eles. Na jornada empreendida em seu próprio ser inconsciente, Jung descobrira outro “ padrão de arquétipo” da maior significação, que chamou de “sombra” – um padrão que dispunha de todas as energias que o homem desprezara, rejeitara ou ignorara conscientemente nele mesmo. Percebe-se imediatamente a propriedade com a qual o termo foi escolhido, porqu

A MORTE COMO PASSAGEM

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Foto: Paulo Kawall " Os aspectos mais atrozes do sofrimento - miséria, a fome, os massacres- costumam ser menos visíveis nos países democráticos, onde o progresso material permitiu remediar alguns males que continuam a afligir os países pobres e politicamente instáveis. Mas os habitantes deste " melhor dos mundos" parecem ter perdido a capacidade de aceitar os sofrimentos inevitáveis que são a doença e a morte. É comum no Ocidente, considerar o sofrimento como uma anomalia, uma injustiça ou derrota.No Oriente ele é menos dramatizado e visto com muita coragem e tolerancia. Na sociedade tibetana, não é raro ver pessoas fazendo brincadeiras junto à cabeceira de um morto, o que pareceria chocante no Ocidente. Isto não é sinal de falta de afeição, mas de compreensão de inelutabilidade de provações como essas, e também da certeza de quye existe um remédio interior para o tormento e a angústia de se encontrar sózinho. Aos olhos de um ocidental, muito mais individualis

Amar a sombra

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"Existe um Mago dentro de todos nós. Esse Mago tudo vê e tudo sabe. O Mago está além dos opostos da luz e das trevas, do bem e do mal, do prazer e da dor. Para viver mais plenamente, é preciso morrer para o passado. As moléculas se dissolvem e se extinguem, mas a consciência sobrevive à morte da matéria na qual ela viaja. A consciência do Mago é um campo que existe em toda a parte. As correntes de conhecimento contidas no campo são eternas e circulam eternamente. Todos possuímos um eu-sombra que é a parte da nossa realidade total. A sombra não está presente para magoá-lo e sim para mostrar-lhe onde você está incompleto. Quando a sombra é abraçada, ela pode ser curada. Quando ela é curada, ela se transforma em amor. Quando você puder viver com todas as suas qualidades opostas, você estará vivendo seu eu total como o Mago. O Mago é o mestre da alquimia. A alquimia é a transformação. É através da alquimia que você começa a busca da perfeição. Você é o mundo. Quando v