A ÁRVORE DA VIDA


Michael Meade

 "O simbolismo original da Árvore da Vida envolve um sentido mítico de um eixo do mundo, o “axis mundi” em torno do qual a criação foi criada, o centro unificado onde todas as dualidades e oposições se unem. Como ponto central, a árvore permanece eternamente tranquila; no entanto,  vivendo e respirando, Árvore da Vida  apresenta uma imagem central de constante mudança. Ela cresce das mesmas raízes invisíveis, está enraizada na imaginação da vida no sustento da Alma do Mundo.

 Ela também está enraizada na mente antiga e na alma antiga da humanidade, onde deve ser regada por sonhos e anseios e nutrida por canções e danças que faz as coisas  serem plenas, mesmo que apenas por um momento.
Cada retorno ao centro da árvore  se torna um retorno às origens da vida e, portanto, uma renovação do mundo. A relação entre árvores e pessoas é antiga. Assim, as coisas poderiam recomeçar, se aquela relação antiga e misteriosa fosse renovada e revitalizada.

A Árvore da Vida aparece em quase todas as heranças culturais; toma forma como a luminosa árvore de Natal que brilha nas longas noites do período mais escuro do ano, e é a cruz nua sobre a qual o Salvador cristão se inclina. É também a árvore sagrada que os indígenas americanos enfrentam durante o ritual de Sundance. É o centro oco do Navaho Reed of Life e da White Tree of Peace das tribos do norte.

 Ela aparece como a Árvore da Ascensão e Descida, onde os xamãs buscam as alturas do espírito e as profundezas da alma. É a Árvore do Sacrifício e a Árvore da Morte, aparecendo às vezes como a “árvore pendente”. Na forma de uma árvore bhodi ela protege o Buda e se torna a Árvore da Iluminação. É a árvore há muito esquecida enraizada no centro do paraíso, onde está a Árvore da Unidade.

A Árvore da Vida sempre esteve lá; de pé no meio do pacote arquetípico de símbolos eternos que continuam surgindo na consciência humana. Em certo sentido, é menos real do que qualquer árvore em um jardim ou floresta próxima. Em outro sentido,  tanto  mais profundo  quanto mais alto, a árvore simbólica é mais real que real.
 Nesse sentido mítico, é a árvore original, a mãe de todas as árvores, a essência, a fonte e o sentido de estar enraizado na vida e  no centro da existência.  Símbolos centralizadores são necessários para levar a mente e o coração às portas da verdade.

Certamente  a  verdade aparece de diversas maneiras  para pessoas diferentes, mas um símbolo genuíno fala de forma significativa para todo buscador.
 Um símbolo genuíno ajuda a revelar o que os buscadores de outra maneira escondem de si mesmos. "

* Tradução livre.

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