Árvore da Vida e Dia da Terra




Nirvana de Buda, sob a Árvore da Vida

Vimos que a atual onda de mudanças passando pelas ciências naturais deixa para trás os últimos remanescentes da visão mecanicista da vida, da mente e do universo. O espaço e o tempo se unem como dinâmica de fundo do universo observável. A materialidade, sendo substituída pela energia. Campos contínuos de um cosmos banhado de energia. E o destino final deste mundo não é mais um salto na escuridão de um vazio eternamente imutável nada, mas pode bem ser uma renovação cíclica em uma metauniverso autocriador, auto-organizado e auto-energizante.

A mudança no conceito de mundo da ciência, de uma pedra sem vida para um cosmos interligado e vivo, é plena de sentido e de significado para nossas vidas.

O conceito de um mundo sutilmente interligado, um oceano cósmico no qual estamos intimamente ligados uns aos outros e à natureza, assimilado por nosso intelecto e abraçado por nosso coração, poderá talvez inspirar novos modos de pensar e de agir que transformem o espectro de uma derrocada global no triunfo de uma renovação global – uma renovação para uma era mais humana e sustentável.

Existem mais coisas nesta nova visão do que a fonte de inovações tecnológicas. Ela corresponde a uma intuição profunda que tem acompanhado a humanidade por mais de cinco mil anos.

A intuição de uma fonte cósmica que é basicamente energia; de uma ascensão ( ou descida) desta fonte envolvendo muitos estágios e fases; da cristalização do mundo manifestado das coisas diversas e individuais no decurso desta emanação para cima ou para baixo – e de nosso retorno final à fonte para renovar a revitalizar o processo cósmico em um novo ciclo de desdobramento e revelação.

Esta intuição recorrente carrega muitos símbolos arquetípicos. A Grande Mãe, onde o planeta Terra é a fonte criativa; a Árvore Cósmica e a Árvore de Vida onde a interconexão orgânica das raízes e folhas significa a conexão entre a fonte e suas emanações.

Do livro: Conexão Cósmica
Ervin Laszlo
Editora Vozes




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