Resiliência, força interior




















Por Tereza Kawall

Que estamos vivendo tempos bicudos ninguém mais duvida. Neste ano de 2010 há um zum zum zum a respeito de certo alinhamento planetário bastante tenso, e que já está indicando esse período de turbulências no mundo, instabilidades econômicas crescentes, temores de uma guerra, ações mais violentas e radicais que se banalizam no cotidiano. O que fazer?

É preciso ser resiliente, criar uma “musculatura interior”, uma forma de atravessar as dificuldades com mais determinação e flexibilidade. Somos todos co-autores da nossa realidade e isso exige mais atenção e AÇÃO.
Sempre que possível:

PROJETE: coisas boas e positivas para o seu dia logo que acordar.Acredite no poder das imagens que você criou.

RESPIRE: profundamente, sempre, lembrando que este foi o seu primeiro ato ao chegar aqui e que será também o último na hora da sua partida.

ALONGUE: seu corpo e seu espírito, eles são uma coisa só. O “ alongamento” espiritual permite olhares diferentes para as mesmas coisas.

CUIDE: de alguém, de um animal, converse com as plantas, e cheire as flores, olhe suas cores, são maravilhas instantâneas e gratuitas!

CULTIVE: a gentileza com pessoas próximas, pequenos milagres surgem com um simples sorriso.

NAMORE: a vida, pessoas, lugares novos e coisas bonitas.

RECICLE: lixo, amigos chatos, roupas velhas, pensamentos paralisantes.

PEÇA: ajuda quando precisar: a telepatia é uma coisa bacana, mas poucos sabem praticá-la.

APROVEITE: todas as oportunidades de dar uma boa risada!

COMPRE: mais saúde e menos coisas desnecessárias.

ANDE: mais a pé, não importa o lugar, observe coisas que não pode ver dentro do carro em movimento.

DECRETE: o fim dos modelos e ideais de beleza e riqueza.

DESLIGUE A TV: telefone para alguém querido, será bem mais interessante.

IMPROVISE: quando aquilo que foi combinado não deu certo.

REIVINDIQUE: seus direitos, se livre do: “Ah, não adianta mesmo”

RECLAME : menos, olhe mais à sua volta.

VÁ SE LIVRANDO: do: “tenho que”, compulsivo que neurotiza a vida, nos deixa culpados.

MEDITE: ao menos 15 minutos por dia. Tempo é preferência!

ANOTE : seus sonhos – o que eles te dizem?

PRATIQUE: o altruísmo, não custa nada e rende muito para a alma.

ADMITA: que é carente, sim, qual o problema? Todos somos.

DESLIGUE: o celular quando estiver fazendo uma refeição; coma só a comida.

PERDOE: os invejosos, perdoe a você mesmo/a.
“O perdão é perfume das violetas que estão sob o sapato que as esmagou”.

CONFIE: no Universo que é generoso, e em pessoas de têm um bom coração.Pois....

LA NAVE VA.



Veja mais na matéria sobre resiliência: “A arte de dar a volta por cima”, revista Planeta.


Dúvidas no caminho


“Nossa mente, no entanto, está marcada e confundida pela dúvida. Às vezes penso que a dúvida é um obstáculo para a natureza humana ainda maior que o desejo e o apego. Nossa sociedade promove a esperteza no lugar da sabedoria, celebrando os aspectos mais superficiais , mais desarmônicos e menos úteis da nossa inteligência.

Nós nos tornamos tão falsamente " sofisticados” e neuróticos que tomamos a própria dúvida pela verdade, e a dúvida que não é nada mais do que uma tentativa desesperada do ego para se defender da sabedoria é endeusada , como meta e fruto do verdadeiro conhecimento.

Essa forma de dúvida barata é o imperador maltrapilho do samsara, servido por um rebanho de “ peritos” que nos ensinam não a dúvida generosa e de alma aberta que o Buda nos assegurou ser necessária para verificar o valor dos ensinamentos, mas uma forma destrutiva de dúvida que nada nos deixa para acreditar, nada em que colocar a nossa esperança, nada por que viver".

“Nossa educação contemporânea, assim, doutrina-nos para a glorificação da dúvida e criou o que se poderia chamar de uma religião ou teologia da dúvida, em que para ser vistos como inteligentes precisamos duvidar de tudo, indicar sempre o que é errado e raramente perguntar o que está certo ou é bom, denegrindo cinicamente todos os valores espirituais e filosofias que recebemos como herança, bem como tudo que é feito com simplicidade, de boa vontade ou com inocência no coração”.

“ Não se apresse demais em resolver todos os seus problemas e esclarecer todas as suas dúvidas, como dizem os mestres: “ Apressa-te devagar”. Sempre recomendo aos meus discípulos que não alimentem expectativas exageradas, porque o crescimento espiritual tem o seu tempo. Leva muitos anos para aprender perfeitamente o japonês ou para se tornar um médico: será que de fato podemos esperar ter todas as respostas, sem falar em alcançar a iluminação, em poucas semanas? A jornada espiritual é uma jornada de aprendizado e purificação contínuos. Quando você descobre isso, torna-se humilde”.

Extraído do Livro:
O livro Tibetando do Viver e do Morrer
Autor: Sogyal Rinpoche
Editora Talento e Palas Athena

" Bardo é uma palavra tibetana que quer dizer simplesmente “ transição” ou um intervalo entre o encerramento de uma situação e o inicio de outra. Bar significa “ entre duas coisas” e do é “ suspenso”, ou “lançado”. A palavra bardo se tornou famosa pela popularidade do Livro Tibetano dos Mortos, cujo verdadeiro nome é: Bardo Tödrol Chenmo, que significa “ Grande Libertação por meio da Audição do Bardo”.
É um livro de conhecimento incomparável, é uma espécie de guia de viagem para os estados que se seguem à morte, que se destina a ser lido por um mestre ou amigo espiritual para uma pessoa que está morrendo, e depois da sua morte.

Diz-se no Tibete que há
Cinco Métodos para conseguir a Iluminação sem Meditar:
Vendo um grande mestre ou um objeto sagrado;
Usando sobre o corpo desenhos especialmente abençoados de mandalas com mantras sagrados;
Provando néctares sagrados consagrados pelos mestres em práticas especiais e intensivas;
Lembrando a transferência de consciência, o Phowa, no momento da morte;
E ouvindo certos ensinamentos profundos como os contidos na Grande Libertação por meio da Audição do Bardo.
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“ Como a vida nada mais é do que uma oscilação permanente entre nascimento, morte e transição, as experiências do bardo estão nos acontecendo o tempo todo e são parte fundamental da nossa constituição psicológica. No entanto, quando a nossa mente passa de uma assim chamada situação “ sólida” para a seguinte, esquecemo-nos dos seus bardos e seus intervalos.

Habitualmente ignoramos as transições que estão sempre ocorrendo. Na realidade, como os ensinamentos podem nos ajudar a compreender, cada momento de nossa experiência é um bardo, tal como cada pensamento e cada emoção que emanam e tornam a morrer no âmago da mente.

Os ensinamentos nos alertam para o fato de que é especialmente nos momentos de forte mudança e transição que a verdadeira natureza primordial de nossa mente, semelhante ao céu, terá uma oportunidade de se manifestar.

... Quanto mais profunda for nossa sensibilidade e mais aguda nossa prontidão para as assombrosas oportunidades de uma visão interior radical, oferecidas pelos intervalos e transições como estes durante a vida, mais estaremos preparados interiormente quando eles ocorrerem, de modo imensamente mais poderoso e desgovernado, no momento da morte”.
Extraído do livro:
O livro tibetano do viver e do morrer
Autor: Sogyal Rinpoche
Editora Talento e Palas Athena ,SP, outubro 2008

Álgebra da Vida



"A astrologia “ clássica” da Europa é um renascimento espiritualmente sem vida do intelectualismo greco-latino, como praticamente todo o classicismo europeu. Todo o progresso da humanidade então está concentrado sobre a pura análise intelectual e a experimentação física ” científica”.

A vitalidade que estava na astrologia , agora está centrada na astronomia. A razão do homem brinca de reconhecer-se n mundo exterior, que ele faz conforme a sua própria imagem, tal como a sensitividade psíquica do homem primitivo se projetava num mundo conforme a sua própria imagem e povoado de “espíritos” e deidades com humores humanos.

Recentemente, a eletricidade e a radioatividade quebraram o encanto e levaram o homem aos assustadores conceitos da física do século XX, à teoria da relatividade de Einstein, ao quantum e ao principio de indeterminância de Heisenberg.
Isto significa o nascimento de um novo mundo de pensamento, muito aberto ao Desconhecido e Desconhecível, que nos últimos séculos haviam esperado matar com a espada mágica da Razão. É neste novo mundo que agora está exigindo uma prestação de contas com a Astrologia.
A Astrologia precisa renascer e voltar a desempenhar, em nosso mundo moderno, tornado caótico por um individualismo violento e falso e pela repentina abertura das barreiras psicológicas, a tarefa de integração prática que sempre foi sua.
Sempre que os movimentos correlatos do Sol, Lua , planetas e estrelas são usados para trazer ordem à confusão de nosso mundo cotidiano – existe a Astrologia.
O tipo e a classe de fenômenos da natureza que a Astrologia correlaciona, interpreta e aos quais dá significado em termos de um princípio de Ordem Cósmica mudam era após era.
A principio era fisiológicos e elementais. Agora devem ser essencialmente psicológicos e mentais.
Mas o trabalho fundamental da Astrologia continua o mesmo. É revelar a “ harmonia das esferas”, em qualquer nível que a consciência humana esteja centrada.
É carregar os símbolo de Ordem onde quer que o homem encontre o caos. Em terminologia moderna, é a álgebra da vida".
Extraído do livro: Astrologia da Personalidade, escrito em 1936.
Editora Pensamento
Veja mais:
http://www.khaldea.com/
Fotos de Dane Rudhyar em 1925 e 1972, do site acima.