Aí vem 2010!





E vamos entrando em 2010...

Desejo à todos

Boas companhias,

Solidariedade

Alegrias, discernimento

E MUITA FÉ!

Lá está ela!

foto: TKawall














foto: Ricardo Cardim





Por Tereza Kawall

As árvores são um doce refúgio
Para os meus pensamentos
Que às vezes se parecem com as andorinhas
Ficam todos espalhados, voando de lá pra cá,
Ziguezagueando no ar...

Quando contemplo uma árvore
Meu pensamento pode ali se aninhar, descansar,
Minhas inquietações vão se apaziguando
Porque vejo nelas um sentido, um propósito
De proteger e abrigar a vida
Pacificar as cidades e amenizar o seu calor.
E como são vaidosas, ao exibirem suas flores!

Sabem embelezar a vida com seu verde bailado,
E assim nos acalmar,
Como dedicadas Grandes Mães que são.

A árvore também se oferece
Para o besouro, para minhoca, para a abelha e o pássaro
Para o sorveteiro, o descanso, e para o beijo roubado.

O tempo passa, mudam as ruas, mudam as cores,
Mudam as casas, mudam as nuvens e os passantes,
Bem diferente das árvores, pois se deixarem,
Lá estão elas,
Altivas, sempre belas.


















Caminho do Meio

Por Tereza Kawall


Sua Santidade, o XIV Dalai Lama, em sua extrema simplicidade e plena de sabedoria, diz que muito se surpreende com a forma que nós, ocidentais, temos de nos posicionar perante as situações da vida: é tudo ou nada, é oito ou oitenta.

De fato, uma das premissas budistas é alcançarmos gradativamente o Caminho do Meio”.


“Caminho do Meio (Madhyama Pratipad, em sânscrito) é uma tradicional expressão budista que procura, de um modo sucinto, apontar o rumo àqueles que se propõem a dar seus primeiros passos em direção à sabedoria ou, pelo menos, ao alívio de seus conflitos.

As margens de um caminho não são opostas por si mesmas, tornam-se opostas em função do ponto de vista do caminhante. O lado direito e o esquerdo são os do caminhante, não os do caminho. Vale dizer, os da alma do caminhante, que facilmente projeta neles suas tensões em conflito. E é bom que o faça, pois a metáfora do caminho traz consigo diagnósticos e esperanças de transformação.” ( Rogério Malaquias)
O que assistimos em Copenhagen ( COP 15) nos últimos dia me fez lembrar a balbúrdia e o caos de uma moderna Torre de Babel, onde todos querem falar, todos têm suas razões, mas as suas necessidades e suas motivações são muitíssimo diferentes, ou seja, não falam a mesma língua.A complexidade e o tamanho dos problemas seria e foi o grande entrave para os acordos acontecerem.
Os radicalismos e protestos são necessários para despertar dos governantes e mandantes do mundo cuja sonolência é sempre embalada por interesses econômicos, uma vez que a língua do “ dinheiro” todos conhecem muito bem!
Os temas ambientais e suas inúmeras formas de preservação e equilíbrio aí estão, bem de frente ao nosso nariz. Vieram para ficar e serão a tônica de grandes decisões no cenário político e econômico par as próximas décadas.

Embora um grande e efetivo acordo não tenha acontecido, o evento em si teve uma função muito importante em promover a escuta, a preciosa troca de informações. Pudemos ver que as ONGs como um poder paralelo têm grande força, e uma resposabilidade heróica e histórica, e que muito devemos à elas pelas conquistas do passado e do futuro.
Ainda que outros encontros já tenham acontecido e que a frustração tenha sido geral, lembro das palavras de um filósofo latino americano, ao afirmar que as ONGs são pequenas, mas parecem milhares de mosquitos em cima de um rinoceronte, não passam desapercebidas!

Melhor haver uma “ carta de intenções” do que a negação de um problema; enterrar a cabeça na terra, como prefere o avestruz, tem sido a orientação mundial, o que fez o problema tornar-se mais emergencial e dramático.

Na COP 15, pudemos assistir um grande “ ensaio” : havia diretores, um espaço, um cenário, um
roteiro com um script a ser seguido, as falas dos muitos atores, cada um fazendo o seu papel, de acordo com a sua consciência e visão de mundo.


Mais uma vez : luz, câmera, ação!

Quem sabe, num futuro próximo, possamos assistir um espetáculo mais bem coordenado, pautado pelo bom senso e decisões inteligentes.

Há uma frase conhecida que diz:
“Não jogue fora o bebê e a água do banho juntos”
Um bebê, antes de andar, só sabe mesmo engatinhar.
Aguardemos!

Link: http://www.rubedo.psc.br/artigos/camimeio.html

COP 15 !!


Londres


Copenhagen


I









India


Canadá




















































Descansando!

















E AGORA QUE JÁ COMEMOS MUITO BOLO
E ESCALAMOS A MONTANHA,
VAMOS DESCANSAR,
TCHAU, MIAU!




!

Descanso1

Escalar a Montanha



" Há montanhas exteriores e montanhas interiores. A própria presença delas nos acena, nos chama a subir. Às vezes você busca e busca a montanha sem achá-la até que chega a hora em que você se sente suficientemente motivado e preparado para encontrar um caminho para chegar a ela, primeiro à sua base, e depois ao cume. A escalda de uma montanha é uma poderosa metáfora para a indagação da vida, a jornada espiritual, a trilha para o crescimento, transformação e compreensão.

As dificuldades espinhosas que encontramos ao longo do caminho compreendem os próprios desafios de que precisamos para nos desenvolver e, desse modo, expandir nossas fronteiras. No final, a própria vida é a montanha, o professor, provendo-nos com oportunidades perfeitas para fazer o trabalho interior crescer com força e sabedoria.E temos muito o que aprender e crescer, uma vez que escolhemos fazer a caminhada.

Os riscos são grandes, os sacrifícios aterrorizantes, o resultado sempre incerto. Enfim, a própria escalada é a aventura, não simplesmente estar de pé no topo.

Primeiro aprendemos como é a base. Somente depois encontramos as inclinações e finalmente o topo. Mas você não pode permanecer no topo da montanha.
A caminhada montanha acima não é completa sem a descida, o voltar e ver tudo à distancia. Tendo estado no cume, contudo, você ganhou uma nova perspectiva, e pode mudar seu modo de ver para sempre".

Do livro: A mente alerta
Autor: Jon Kabat-Zinn
Editora Objetiva

Bolo Resiliência

Receita de Bolo Resiliência


Para começar, misture os seguintes itens na mesma proporção:

Exercícios, 20 minutos de meditação diária
Atividades prazerosas, boa música
Bons amigos
Tolerância, paciência
Vá mexendo devagar

Depois adicione aos poucos:

Auto-estima, confiança
Respeito aos próprios limites
Perseverança
Oportunidade para crescer,
Inteligência emocional
Novas atitudes, e por fim,
Fé à vontade.

Para finalizar a massa, duas pitadas
Uma de calma, outra de bom humor.
Experimente na palma da mão,
Se não estiver no ponto, aumente o bom humor.

Cozinhe no fogo brando da compaixão, o tempo que for necessário.

Como esse bolo é imaginário e subjetivo
Você pode usar na cobertura o que quiser
Sugiro um sorvete geladinho ou calda de chocolate quente, tanto faz.

Sirva para os amigos
Sirva para você,
Celebre a vida!

Tereza Kawall.

Gaia Viva! (2)


The Explanation, por Antonio Peticov.
1987

“Nosso intelecto criou um novo mundo que domina a natureza, e ainda a povoou de máquinas monstruosas. Estas máquinas são tão incontestavelmente úteis que nem podemos imaginar a possibilidade de nos descartarmos delas ou de escapar à subserviência a que nos obrigam.
O homem não resiste às solicitações aventurosas de sua mente científica e inventiva, nem cessa de congratular-se consigo mesmo pelas suas esplendidas conquistas. Ao mesmo tempo, sua genialidade revela uma misteriosa tendência para inventar coisas cada vez mais perigosas, que representam instrumentos cada vez mais eficazes de suicídio coletivo” .
Carl G Jung

“A vida do ser humano é um caminho em direção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro.
Homem algum chegou a ser completamente ele mesmo; mas todos aspiram a
sê-lo, obscuramente alguns, outros mais claramente, cada qual como pode.
Todos levam consigo, até o fim, viscosidades e cascas de ovo de um mundo primitivo. Há os que não chegam jamais a ser homens, e continuam sendo rãs, esquilos e formigas. Outros que são homens da cintura para baixo.
Mas cada um deles é um impulso em direção ao ser”.
Hermann Hesse


“ Cada cultura assemelha-se a um jogo. Há o jogo da girafa, o jogo do hipopótamo, o jogo do canguru, sem falar nos diversos jogos humanos. Alguns desses jogos não servem. Suas regras estão em contradição flagrante, umas com as outras.
Quando um jogo humano está a caminho do que denomino trajetória de colisão, ele ameaça a destruir o planeta. Esse jogo não presta.
Por isso necessitamos de sentimentos novos, de novas regras, novos conceitos para definir o que significa estar vivo, o que significa a ser homem.
Em outras palavras, devemos deixar de nos considerar na Terra como estrangeiros num mundo estranho.
Essa é a minha idéia fundamental”.
Allan Watts

Gaia Viva!

Gaia, de Alex Grey


“ A história intelectual da humanidade tem triunfos incríveis. Conseguimos aprender os segredos da energia nuclear, enviar espaçonaves à lua e todos os planetas do sistema solar, transmitir sons e imagens coloridas para todo o globo e todo o espaço cósmico, romper o código do DNA e começar a fazer experiências de clonagem e engenharia genética. Ao mesmo tempo, essas tecnologias superiores estão sendo usadas a serviço de emoções primitivas e impulsos instintivos que não são muito diferentes daqueles que dirigiam o comportamento das pessoas na Idade da Pedra”.


“ Parecemos estar envolvidos em uma corrida dramática contra o tempo, sem precedentes em toda a história da humanidade. O que está em jogo não é nada menos do que o futuro da vida no planeta. Se continuarmos com as antigas estratégias que têm claras conseqüências extremamente auto-destrutivas, é improvável que a espécie humana sobreviva. Contudo, se um número suficiente de pessoas passar por um processo de profunda transformação interna, talvez seja possível alcançar um nível de evolução da consciência no qual possamos merecer o nome suntuoso que demos à nossa espécie: homo sapiens”.


Stanislav Grof
Do livro: Psicologia doFuturo

Saiba mais:

www.alexgrey.com



Stanislav Grof


“ Negociações diplomáticas, medidas administrativas e legais, sanções econômicas e sociais, intervenções militares e outros esforços semelhantes têm obtido muito pouco sucesso. Na realidade, eles freqüentemente têm produzido mais problemas do que soluções. Torna-se cada vez mais claro porque estavam fadados ao fracasso. As estratégias usadas para aliviar essa crise estão desde o inicio enraizadas na mesma ideologia que a criou. Em ultima análise, a atual crise global é basicamente de natureza psicoespiritual: ela reflete o nível de evolução da consciência da espécie humana. É portanto, difícil imaginar que ela possa ser resolvida sem uma radical transformação interna da humanidade, em larga escala, e sua elevação a um nível mais alto de maturidade emocional e consciência espiritual.

Considerando o papel proeminente da violência e da ganância na história da raça humana, a possibilidade de transformar a humanidade moderna em uma espécie de indivíduos capazes de coexistência pacifica com outros homens e mulheres sem distinção de raça, cor, credo religioso ou convicção política, sem falar nas outras espécies, certamente não parece muito plausível. Estamos perante a necessidade de instilar a humanidade com profundos valores éticos, sensibilidade às necessidades alheias, aceitação voluntária da simplicidade e uma consciência aguda dos imperativos ecológicos.À primeira vista, tal tarefa parece demasiado fantástica, até mesmo um filme de ficção científica.

“Após mais de quarenta anos de estudos intensivos de estados holotrópicos de consciência, cheguei à conclusão de que os conceitos teóricos e as abordagens práticas desenvolvidas pela psicologia transpessoal, uma disciplina que está tentando integrar a espiritualidade no novo paradigma emergente na ciência ocidental, podem ajudar a aliviar a crise que estamos enfrentando.
Essas observações sugerem que uma transformação psicoespiritual da humanidade não só é possível, mas já está ocorrendo. A pergunta é apenas se ela pode ser rápida e extensiva o suficiente para reverter a atual tendência auto-destrutiva da humanidade moderna”.


Stanislav Grof
Do livro: Psicologia do Futuro
Editora Heresis
Stanislav Grof nasceu em 1931, Praga. É psiquiatra, fundador da ITA, International Transpersonal Association, professor de Psicologia na Integral Studies, no departamento de Filosofia, Cosmologia e Cosciência; e na Pacifica Graduate Institute, Santa Barbara, California.

Saiba mais:
http://www.stanislavgrof.com/