Você viu?



foto:Aldren Galotti
São Paulo, 29 de julho, 6h e 30m
Nossa cidade nos presenteou com um lindo arco-íris nesta manhã.
Pura poesia emerge do meio da neblina, da chuva, dos raios do sol,
A cidade boceja, acorda e segue adiante....
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Simbologia do Arco-Iris
É a ponte de que se servem deuses e heróis, entre o Outro-Mundo e o nosso.
No Japão é a ponte flutuante do Céu, a escada de sete cores, através da qual o Buda torna a descer do céu, é um arco-íris.
No Tibet, o arco-íris não é propriamente a ponte, mas sim, a alma dos soberanos que se eleva para o céu: o que leva indiretamente a noção de Pontifex, lugar de passagem.

Na Grécia, o arco-íris é a deusa Íris, a mensageira rápida dos deuses. Simboliza também, de modo geral, as relações entre o céu e a terra, entre os deuses e os homens: é uma linguagem divina. Íris é a correspondente de Hermes , e como ele, é leve, alada e veloz. Usa coturnos com asas e caduceu. Tem um véu que se desdobra nos ares e tem as cores do arco celeste.
Dicionário de Símbolos: Jean Chevalier e Alain Gheerbrant
José Olympio Editora

Blog Dourado



Blog Dourado é um prêmio que homenageia os melhores blogs e tem sua simbologia nas cores que utiliza a cor azul para representar a paz, profundidade e imensidão e a cor dourada para a sabedoria, a riqueza e a claridade das idéias.O prêmio em si representa a união entre os blogueiros.



As regras são:-


Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo.-

Anunciar através de um link o blog que o premiou.-

Premiar até outros 15 blogs, avisando o blogueiro sobre o prêmio.-

Agradecer a quem deu o o selo Blog Dourado.


Agradeço este selo de Adélia, do blog http://wisheslife.blogspot.com/

que me prestigia com atenção e carinho,


Repasso para:

Blog do Yogue

Intuição.com

Coordenadas Celestes

Saber de Si




EROS


 
























“ Embora conhecido através de inúmeras genealogias, Eros, como o deus do Amor, é a força universal da atração, aquela que impulsiona os seres a se unirem. Segundo o poeta grego Hesíodo, Eros é o mais belo dos deuses, e é aquele que transtorna o juízo dos deuses e dos homens.

Com a evolução do mito, Eros se transformou em Cupido(para os romanos), sempre representado por um garotinho alado, que fere os corações com suas flechas envenenadas de amor e paixão. Travesso e caprichoso, ele jamais cresceu; sua irracionalidade e imprevisibilidade são características próprias do amor. Quem já ficou cego ou louco por amor bem conhece o seu poder!
Seu poder interfere sobre todos os homens e portanto, no próprio curso do mundo. Nele estão simbolizados os desejos da relação e da comunhão amorosa.

O desejo de conexão humana está no princípio evocado por Eros, que como divindade e arquétipo universal, representa o constante pulsar dos homens em busca do seu complemento, e através do qual ele se transforma, tornando-se mais criativo. .Homem e mulher, masculino e feminino buscam-se num eterno anseio de união. A essência da criatividade que está presente nos relacionamentos e no trabalho criativo é sempre o amor”.
Tereza Kawall

“ O encontro de duas personalidades é como o contato de duas substâncias químicas: se houver reação, ambas serão transformadas”.
Carl G Jung

Monja Coen























“ Buda significa a pessoa iluminada, aquela que despertou para a verdade, para o Ser Verdadeiro. É Inter-Ser. Estar presente no momento eterno e instável. Onde tudo se inicia e onde tudo termina incessantemente. Uma rede imensa de inter-relacionamentos, interconexões, onde tudo se integra, tudo faz parte, tudo inter é. O sol, as nuvens, as plantas, os animais, os minerais, aquilo que criamos com nossas mentes individuais e coletivas – tudo interagindo, intersendo. É transcender julgamentos e entrar no universo de ir e vir no “ assim como é”. A isso chamamos Tathagatha ou Nyorai – epítetos de Buda.

Fui ordenada monja em 1983, mesmo ano em que fui para o convento de Nagoya, no Japão, onde fiquei oito anos em sistema de internato e semi-internato. Fiz mestrado e voltei ao Brasil em 1995.
Minha experiência do sagrado me une a todas as formas de vida. Minha missão é abrir portais para que todos possam atingir a Suprema Sabedoria e Infinita Compaixão.

Sempre mantenho este pensamento: como construir uma Cultura de Paz e de não-violência ativa? Como me tornar um verdadeiro agente transformador da sociedade e do mundo mantendo a coerência de meus pensamentos, ações e palavras, em minha-nossa própria existência? Como abrir mentes e corações para o respeito à diversidade , encontrando a reconciliação e soluções pacíficas para os conflitos?"
Do livro:Psicologia e Espiritualidade
Editora Paulus, 2005, SP.

Você é.....

Chapada Diamantina, Lagoa Azul, foto de Claudio Olímpio


Por Martha Medeiros

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Ipanema, Maresias, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente de sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o caminho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê.
Você é o que ninguém vê.

The Dance





















Consciousness express itself through creation. This world we live in is the dance of the creator. Dancers come and go in the twinkling of an eye but the dance lives on. On many an ocasion when I am dancing, I have felt touched by something sacred.In those moments, I felt my spirit soar and become one with everythin that exists.

I become the stars and the moon.

I become the lover and the beloved.

I become the victor and the vanquished.

I become the master and the slave.

I become the singer and the song.

I become the knower and the known.

I keep on dancing then it is the eternal dance of creation.

The creator and creation merge into one wholeness of joy.

I keep on dancing ... and dancing...and dancing, until there is only...the dance.


By Michael Jackson
Encarte do disco Dangerous, 1991 .

Michael, forever


Num tempo de brincar e fantasiar
Lá estava ele, envolvido em trabalho, rígida disciplina de ensaios, shows,
Sob a batuta implacável de um pai violento.
Ali, sua estrela já brilhava, assim como sua linda voz e um largo sorriso.

Nos ciclos naturais da vida, tristemente invertidos
Num tempo de maturidade, lá estava ele,
Morando dentro de um enorme parque de diversões,
Sorrindo e brincando com outras crianças,
Seu deleite adiado, e tão duramente questionado.

Possivelmente, Michael estava dando voz à sua alma sonhadora e delicada,
Reivindicando a cura de um tempo não vivido, feridas que não se calam.
Um destino complexo, paradoxal
Que em vários momentos, semelhante a uma roda gigante,
Ora descia, ora subia, surpreendendo a todos.
Brilho e decadência,
Sombra e luz,
Black or White.

Sua música, seu dançar único, alegria e imagens embalaram nossos sonhos, corpos e amores, melodias e letras se fundem a imagens geniais, belas e universais.
A magia de sua presença continuará para sempre.

Afirmava ser Peter Pan, a criança eterna, o “ puer aeternus”,(*)
A recusa da realidade e da finitude, do tempo que não passa
E que guardará , sorte nossa, a magia de sua presença.

Assim, que os céus acolham seu brilho em alguma constelação
Bordando mais uma estrela em seu fundo infinito
Pois mitos habitam em nosso imaginário,
Espelhos e projeções das nossas profundas contradições humanas,
Bem representadas por uma sinfonia agridoce,
Sua rápida e inspiradora jornada por aqui.

Tereza Kawall

Obs*:
Puer aeternus: arquétipo da eterna criança, tende a unificar: o Herói, a Criança Divina, as figuras de Eros, o Filho da Grande Mãe, Mercúrio-Hermes, o Trickster. Nele vemos um leque mercurial dessas “ personalidades”: narcisista, inspirado, efeminado, fálico, inquisitivio, inventivo, pensativo, passivo, fogoso e caprichoso.
Citação de James Hillman, analista junguiano, em : “Senex e Puer”.

Fé ou crença?



"Em grego, a fé se traduz por pistis que significa “ refleti; pensei; analisei; sei, portanto, que é verdade e posso acreditar nisso”. A fé é, então, um ato de inteligência, uma inteligência exercitada. É a própria abertura de minha inteligência ao incompreensível. Com minha inteligência é como se eu acendesse uma lâmpada, enquanto com a fé é como se eu aproveitasse da claridade do sol. Eu me abro para a luz mais ampla do que a luz de minha simples razão. Eis o motivo pelo qual foi adotada a expressão Luz da Fé.

Fé e crença não são sinônimos.
A crença é um resíduo, consiste em conceitos, palavras, representações. Enquanto a fé é um movimento do coração e da inteligência em sua união ao real, e essa realidade não é simplesmente da ordem do visível, do tangível, do acessível. Um movimento do coração e da inteligência que se liga às profundezas da realidade que não poderá ser apreendida.

Por outro lado, a crença faz parte de inteligência comum, das representações.
Perder a fé seria perder a inteligência. No próprio momento em que perdemos nossas crenças começa a fé. No momento em que perdemos as nossas expectativas, começa a esperança. E no momento que deixamos de amar de maneira possessiva, livres de expectativas e desejos; no momento em que estamos para além de tudo isso, começamos a amar no sentido do ágape. Começamos a amar de forma divina....

Não cessamos de tentar tapar o buraco, preencher o nosso nada, nossa carência!
Quando afinal, esse buraco é simplesmente o espaço do outro.
Deus vem ao nosso encontro em nossas carências...

Depois de ter me machucado, Deus nos abençoa; depois de ter escavado profundamente nossa carência, Deus me faz transbordar de felicidade. Às vezes, Ele nos ama... depois de nos ter devastado. Nesse deserto, o Espírito Santo é um a brisa ligeira ou um vento violento. Ora, é este vento violento que limpa nosso espaço, nosso quarto... após sua passagem, estamos vazios, vacantes; assim nessa vacância, o Ser que é, poderá revelar-se a nós.
No próprio âmago de nossa carência, a plenitude pode oferecer-se para ser vivenciada”.
Jean-Yves Leloup
Do livro: Amar... apesar de tudo
Editora Verus, SP.