ALMANAQUE DO PENSAMENTO 2019


Pessoal, o Almanaque do Pensamento já saiu, está à venda online ( link) e nas livrarias.
Não deixem de ver o artigo sobre as crianças, suas brincadeiras favoritas e os quatro elementos da Astrologia.
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MAPA ASTROLÓGICO: O QUE É


O QUE É O MAPA NATAL , O ASCENDENTE, O SOL E A LUA

A palavra horóscopo vem do grego “horoscopay” que significa “observação do céu num dado momento”. O mapa natal é como a fotografia da posição dos planetas ao redor da Terra, o que torna a Astrologia um sistema geocêntrico; tudo é observado do nosso ponto de vista.

O mapa de nascimento é portanto, um guia, uma pista ou um caminho a ser seguido. Nossa  “impressão celestial”, única e intransferível. O horóscopo, ou a carta de nascimento, mostra assim um padrão energético que existe no plano físico, mental ou emocional, podendo revelar uma maneira mais natural ou adequada de quem você é ou do que a vida é para você. É muito importante dizer que o meio ambiente em que esse “eu” vai se desenvolver também é fundamental nas características da sua formação.

Assim como a semente de uma árvore guarda em si todas as características latentes dela, também nós já nascemos com algumas qualidades e características individuais. Nossos talentos e habilidades vão aparecendo ao longo da vida, mas existe algo que podemos chamar de temperamento ou índole que é a nossa marca registrada.

É importante compreendermos que na Astrologia, os signos não  são influencias vindas das constelações, mas sim campos vibratórios e magnéticos que se irradiam de uma fonte de vida, que para nós é o sol, o centro de nosso sistema solar. Todo individuo e toda manifestação de vida é por si mesma um centro vital, e tanto um átomo quanto um organismo vivo tem a mesma estrutura e a mesma essência. É o que chamamos de micro e macrocosmos.

De maneira simples podemos dizer que a Astrologia é o estudo comparado entre o céu e a terra, e que ela provavelmente nasceu da grande necessidade de ordem e compreensão que existe na humanidade em geral.

A Astrologia é uma linguagem que usa uma série de símbolos para criar uma identificação entre o homem e o cosmos. Desde sempre, os seres  humanos buscam conhecer e entender o universo à sua volta e  sua própria natureza.

Na antiguidade, o Zodíaco era considerado pelos astrólogos e filósofos como sendo a “alma da Natureza”, aquela que dá forma e ordem à vida.

Os doze signos, princípios formadores de vida, representam as várias qualidades de ser ou doze atitudes perante a vida. As doze casas são vários setores importantes da experiência humana como um todo. Por sua vez, planetas representam diferentes atitudes ou comportamentos perante a vida, são diferentes impulsos  e motivações de todos seres humanos.

Simplificando, essa é a tríade básica para o entendimento e interpretação da carta natal que chamamos o quê, como e onde: os planetas mostram o que está acontecendo, os signos mostram como e as casas mostram onde essas energias estão se manifestando.

Na Astrologia psicológica, o enfoque central é  de que todos nascemos com certas predisposições inatas, que determinam a compreensão que teremos das coisas e das experiências. Seu simbolismo indica as formas arquetípicas a priori que cada indivíduo traz consigo; cada um já tem uma forma específica de apreender o mundo à sua volta. Temos a tendência de perceber os acontecimentos e as pessoas que nos cercam através dos óculos da nossa própria natureza.

O signo Ascendente é dado pela hora do nascimento; ele “ascende” no horizonte leste da Terra naquele momento, marcando o grau e o minuto de um dos doze signos que ali está. É a entrada em cena, quando tudo se inicia, a primeira respiração da criança, o que se imprime nela a partir da combinação planetária. Na  fotografia do céu tirado naquele instante vamos observar a qualidade do tempo e da energia que ali está presente e que é compatível com o ser que está nascendo. É a primeira  vez que a criança vê o mundo e vice versa.

O signo Ascendente representa o indivíduo em ação na vida, seu corpo físico, sua forma básica de expressão na vida, aquilo que aparece, o jeito da pessoa, o modo como ela funciona e responde às exigências da vida.

O Sol na Astrologia representa a força masculina do universo, a criatividade, a vitalidade, a vontade, o desejo do reconhecimento, que está  no impulso para uma pessoa desenvolver a sua individualidade. Na mitologia grega, a potência e a força solar desse planeta era muito bem representado pelo deus Apolo, que atravessava todos os dias toda a esfera celeste em sua  exuberante carruagem  com belos cavalos.

 O Sol astrológico é o doador da identidade, é símbolo de poder, luz e consciência, representa tudo aquilo que vamos nos tornando durante a vida, o nosso vir a ser, um fator progressivo do nosso mapa natal, o destino da realização do “eu” de uma pessoa.

A Lua astrológica traz indicações da vida emocional, o desejo de segurança básica, a mãe,  a família, a força feminina da natureza, o instinto maternal. Está relacionada à memória emocional, a necessidade de trocas afetivas com o ambiente, os relacionamentos e os hábitos de um indivíduo. Representa a vida inconsciente, os processos corporais, sendo a matéria prima daquilo que constitui o eu mais primitivo ou inconsciente, mas nem por isso menos importante.

Se quiser saber mais, aqui vai meu contato:

e.mail: tekav@uol.com.br
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Já saiu o Almanaque do Pensamento de 2019!
Para quem gosta de Astrologia bons artigos e dicas para seu dia a dia.
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Boa leitura!!

PENSAMENTOS DE JUNG


20 FRASES DE JUNG PARA VOCÊ REFLETIR:

1. “Até que você torne o inconsciente em consciente, aquele irá direcionar a sua vida e você irá chamá-lo de destino.”
2. “Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão de nós mesmos.”
3. “A reunião de duas personalidades é como o contato de duas substâncias químicas: se houver alguma reação, ambas são transformadas.”
4. “Você não se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas sim ao tornar a escuridão consciente. Porém, esse procedimento é desagradável, portando, não popular.”
5. “Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método para lidar com as trevas das outras pessoas.”
6. “Se você é uma pessoa talentosa, isso não significa que você ganhou algo. Significa que você tem algo a oferecer.”
7. “Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço saber o que ela não é.”
8. “Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para o seu próprio coração. Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.”
9. “As pessoas vão fazer qualquer coisa, não importa o quão absurdo, para evitar olharem para suas próprias almas.”
10. “Solidão não é não ter pessoas ao seu redor, e sim ser incapaz de expressar coisas que parecem importantes, ou de perceber certos pontos de vista que os outros acham inadmissíveis.”
11. “A depressão é como uma mulher vestida de preto. Se ela aparecer, não a afaste. Convide-a para entrar, ofereça-lhe um assento, trate-a como uma convidada e ouça o que ela tem a dizer.”

                                                            12. “Um homem que não tenha passado pelo inferno de suas paixões, nunca irá superá-las.”
13. “Sua percepção se tornará clara somente quando você puder olhar para dentro de sua alma.”
14. “O pêndulo da mente oscila entre sentido e absurdo, não entre certo e errado.”
15. “O que você resiste, persiste.”
16. “Um sonho é uma pequena porta escondida no santuário mais profundo e mais íntimo da alma, que se abre para a noite cósmica e primordial, que é a alma, muito antes de existir o ego consciente.”
17. “Nós podemos pensar que conseguimos controlar totalmente a nós mesmos. No entanto, um amigo pode facilmente revelar algo sobre nós e do qual não temos absolutamente nenhuma ideia.”
18. “Tudo o que diz respeito às outras pessoas que não nos satisfaz, nos ajuda a entender melhor a nós mesmos.”
19. “Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que eu escolhi ser.”
20. “Não se apegue a quem estiver partindo porque assim você não irá conhecer quem estiver chegando.”

Fotos: Jung e busto de Sócrates e  outra mais recente (cor)  dele  em sua biblioteca  estudando. ( PB)

O PODER DO MITO


                                                                        


Bill Moyers  entrevista Joseph Campbell

Campbell:Os mitos estimulam a tomada de consciência de sua perfeição possível. A plenitude se sua força, a introdução de luz solar no mundo. Destruir monstros é destruir coisas sombrias. Os mitos o apanham, lá no fundo de você mesmo. Quando menino, você os encara de um modo, como acontecia comigo ao ler histórias dos índios. Mas tarde, os mitos lhe dizem mais e mais e muito mais. Quem quer que tenha trabalhado seriamente com idéias religiosas ou míticas lhe dirá que, quando crianças, nós as aprendemos num certo nível, mas depois muitos outros níveis se revelam. Os mitos são infinitos em sua revelação.

Moyers: Como fazer para destruir o dragão em mim?Como é a jornada que cada um de nós tem que empreender, que você chama “ a alta aventura da alma”?

Campbell: Minha formula geral para os estudantes, é: “ Persiga sua bem-aventurança”. Descubra onde ela está e não tenha medo de segui-la.
Moyers: É o meu trabalho ou a minha vida?

Campbell:  Se o trabalho que você faz é o que você escolheu porque encontra prazer nele, então é o trabalho. Mas se você pensa: Oh, não, eu não deveria estar fazendo isso!”, então é o dragão espreitando, dentro de você. “ Não, não, eu não podia ser escritor” ou “ Não, não, eu não podia de modo algum estar fazendo o que fulano faz.”

Moyers: Nesse sentido, ao contrário de heróis como Prometeu ou Jesus, não nos empenhamos em nossa jornada para salvar ao mundo, mas para salvar a nós mesmos.

Campbell: Mas, ao fazer isso, você salva o mundo. Uma pessoa vitalista sempre traz uma influencia vitalizadora, não tenha dúvidas a respeito disso. O mundo sem espírito é uma terra devastada. AS pessoas tema ilusão de salvar o mundo trocando as coisas ao redor, mudando as regras, quem está no comando, e assim por diante. Nada disso! Qualquer mundo é um mundo válido se estiver vivo. A coisa é trazer vida a ele, e a única maneira de fazer isso é descobrir, em você mesmo, onde está a vida e manter-se vivo.

Moyers: Quando me empenho nessa jornada, indo lá embaixo para matar aqueles dragões, tenho de ir sozinho?

Campbell: Se você tem alguém para ajudá-lo isso também pode ser muito bom. Mas, em ultima instancia, a proeza derradeira tem de ser praticada por você, só. Psicologicamente, o dragão é o atrelamento de si ao seu próprio ego Estamos aprisionados em nossa própria caverna de dragão......
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Campbell: Nossos dragões, no Ocidente, representam a cobiça, mas o dragão chinês é diferente. Ela representa a vitalidade dos pântanos, e emerge batendo na barriga e rugindo, ameaçador. É uma espécie adorável de dragão, a que libera a generosidade das águas – uma grande, gloriosa dádiva. Mas o dragão das nossas histórias procura juntar, acumular coisas, todas as coisas para si mesmo. Ele guarda essas coisas na caverna secreta: pilhas de ouro, e quem sabe, uma virgem raptada. Ele não o que fazer nem com o ouro nem com a virgem, e por isso se limita a guardá-los.  Existem pessoas assim, são os parasitas. Não há vida neles, nem doação. Eles apenas se grudam a você, se penduram em volta, e tentam sugar, de você, a vida de que necessitam”.

Do livro: O poder do Mito, de Joseph Campbell, editora Palas Athena, São Paulo
A entrevista foi feita em 1985 e 1986.

O QUE É UM MITO?



Um mito é um modo de dar sentido a um mundo sem sentido. Mitos são padrões narrativos que dão significado à nossa existência... Mitos são como as vigas de uma casa: invisíveis a uma visão exterior, são a estrutura que mantém a casa de pé para que as pessoas possam morar nela.
Por meio de seus mitos uma sociedade dá a seus membros alívio para a culpa neurótica e para a ansiedade excessiva. 
Na antiga Grécia, por exemplo, quando os mitos eram vitais e fortes, nos indivíduos na sociedade eram capazes de enfrentar os problemas de existência sem ansiedade opressiva ou sentimentos de culpa. Por isso, encontramos os filósofos daquela época discutindo beleza, verdade, bondade e coragem como valores na vida humana. Os mitos liberaram Platão, Ésquilo e Sófocles para criar suas grandes  obras literárias e filosóficas, que nos foram legadas como preciosidades.
Os mitos são nossa auto-interpretação de nosso Self interior em relação ao mundo externo. Suas histórias por meio das quais nossa sociedade se unifica. Os mitos são essenciais para o processo de sobrevivência da alma, num mundo muitas vezes difícil e sem sentido. Tais aspectos da eternidade, como beleza, amor, grandes idéias aprecem súbita ou gradualmente na linguagem dos mitos”. 
Rolo May.

“ É por meio dos mitos que os homens são suspensos acima de suas capacidades no cotidiano, alcançam visões poderosas do futuro e realizam tais visões.
Peter Berger, em” Pirâmides do Sacrifício”.

Segundo Thomas Mann, o mito é a verdade eterna em contraste com a verdade empírica. Contudo o mito transcende o tempo. Não importa se Adão e Eva existiram, mas o mito a seu respeito, contido na Bíblia, ainda apresenta a imagem do nascimento e do desenvolvimento da consciência, válido para todas as pessoas de todas as idades e religiões.  
“ O mito não é arte, embora esteja presente em todas elas. O mito oferece mais, pois seus métodos e funções são diferentes. O mito é uma forma de expressão que revela um processo de pensamento e de sentimento - a consciência do homem e sua reposta ao universo, a seus companheiros e ao seu outro eu. É uma projeção de forma concreta e dramática dos medos e desejos, totalmente inacessíveis e inexprimíveis de outra forma”.
Lillian Feder em “O mito antigo na poesia moderna”; Princeton University Press, 1971.

"Eis aí nossa era atual... curvada sobre o extermínio do mito. O homem hoje, despojado de seus mitos, permanece esfomeado em meio a todo seu passado e precisa cavar freneticamente por raízes, estejam estas na mais remota antiguidade”.
Friedrich Nietzsche, em “O nascimento da Tragédia do Espírito da Música”.

“Todo individuo busca – e precisa encontrar se quiser manter-se são – uma ordem, uma coerência ao fluxo de suas sensações, emoções ou idéias que habitam o seu consciente, sejam estas vindas de dentro ou de fora. Assim sendo, os mestres encarregados de  ensinar a virtude e a coragem aos jovens – que os gregos chamavam de Areté – compreenderam que o mito seria o fundamento dos valores e da ética”.
 Rollo May.

Extraído do livro “A procura do mito”,  de Rollo May,  Editora Manole, 1996, São Paulo.
Imagens: Esculturas de Nêmesis, que representa a Justiça e Hércules, herói grego coberto com a pele do leão de Neméia.

O PODER DE MUDAR

O poder de mudar

Em maior ou menor grau, recebemos poder por intermédio de várias influências – familiar, educacional, cultural. Com o passar do tempo, essas influencias também moldam nossos pensamentos e crenças. Poder é energia com um propósito, portanto qualquer coisa que venha se tornado habitual perde o propósito e, conseqüentemente, o poder. O poder de mudar é essencial se queremos por fim ao estresse, o que é crucial se queremos relaxar.
Em seu livro Feel the fear and do it anyway, a doutora Susan Jeffers resume o resultado do hábito: “Se você sempre faz o que sempre fez, você sempre obterá o que sempre obteve”. Em outras palavras, a menos que rompamos com os hábitos e nos apliquemos em mudar, sempre nos sentiremos tensos, pois nunca conseguiremos romper com os padrões do pensamento negativo.

Todos temos várias reservas de energia dentro de nós, mas quando se perde o propósito e a auto-expressão é bloqueada não conseguimos extrair de nós esses fenomenais recursos. O perigo é começarmos a viver na superfície de nossa vida, não mais agindo, mas só reagindo. A menos que encontremos e utilizemos o poder da transformação, ficaremos à mercê de correntes aleatórias.
Não podemos nos apoiar em ninguém para promover a mudança por nós. A autoconfiança e o poder pessoal vêm, por definição, de dentro. 
Quando nos propomos a mudar, somos os heróis da nossa jornada espiritual. E, como os grandes heróis da mitologia, devemos matar os demônios da ilusão (baixa auto-estima), preguiça, apego ao hábito) com a espada do conhecimento e a armadura da coragem. Dramatizar nesses termos o que decidimos fazer pode nos ser útil. Elabore um programa de mudanças, por exemplo, de uma idéia. Convença-se de que a nova idéia pode se tornar real. Depois, dirija as energias no sentido de levar adiante seu projeto. É assim que os dragões são derrubados.

Do livro “ Aprenda a relaxar”
Mike George, Editora Gente.

PALESTRA NA SOUL


Na Astrologia, o arquétipo de Saturno, entre outras coisas, diz respeito a sombra humana.
Liz Greene, em seu livro de mesmo nome, diz:

“ Saturno simboliza um processo psíquico, assim como uma qualidade ou tipo de experiência. Ele não é simplesmente um símbolo de dor, de restrição e de disciplina, mas também um símbolo do processo psíquico, comum a todos os seres humanos, por meio do qual um individuo poderá utilizar as experiências de dor, de restrição e de disciplina como um meio de ampliar sua consciência e desempenho”.

...”Saturno está relacionado com o valor educativo da dor e com a diferença entre valores exteriores – aqueles que trabalhamos para descobrir dentro de nós mesmos. O papel de Saturno enquanto Fera é um aspecto indispensável do seu significado, pois, conforme nos relata o conto, a Fera só pode se libertar do encantamento e se transformar em Príncipe quando for amada por aquilo que ela é”.
A sombra também guarda talentos, recursos e habilidades que estão adormecidas no porão da psique e aqui é que reside a sua beleza e riqueza. Os tesouros enterrados nos mitos lá estão à nossa espera para que possam se revelar, livres da repressão e das culpas. Da mesma forma, em analogia, as ostras fabricam as pérolas em função de um mecanismo de defesa do atrito que havia dentro delas. Essa jóia orgânica faz parte de um processo lento da natureza, é bela e delicada  tal e qual a sombra"


 Foram abordados conceitos da Psicologia Analítica, o mapa astrológico de JUNG, o conceito de Sombra relacionado aos símbolos de Saturno Plutão.







Pessoal, aqui vai o link da " live" que eu a MArcia Ferreira Silva fizemos para divulgar a palestra que está no banner da ultima postagem. Espero que aproveitem!!

https://www.facebook.com/marcia.ferreirasilva.399/videos/2256288637720869/?notif_id=1536949211200820&notif_t=feedback_reaction_generic

PALESTRA CEAP / JUNG E ASTROLOGIA PSICOLÓGICA













PALESTRA NO ESPAÇO SOUL EM  CAMPINAS/SP

DATA: 20/09/18 - 5a f - 20 hs às 21:30 hs

Gratuita, mas é necessário se inscrever em: https://www.eventbrite.com.br/e/interfaces-entre-jung-e-ast…
Jung compreendeu a Astrologia como uma representação simbólica dos arquétipos do inconsciente coletivo e encontrou neste estudo uma riqueza de significados espirituais e psicológicos, inclusive utilizando-a como uma ferramenta de diagnóstico em sua prática analítica.
O que podemos aprender sobre esta correlação entre Jung e Astrologia?

PALESTRANTES

Márcia Ferreira Silva, ISAR C.A.P.
Astróloga e Psicóloga com aprofundamento em Psicanálise e Psicologia Junguiana. Ministra cursos de astrologia online, presenciais e realiza atendimentos no C.E.A.P. em Campinas.Palestrante em congressos nacionais e internacionais. Obteve o título ISAR C.A.P., reconhecido mundialmente.
www.astrologiaceap.com.br
marciaf@astrologiaceap.com.br

Tereza Kawall
Astróloga e Psicóloga com orientação junguiana e pós-graduação em psicossomática. Foi colaboradora da Revista Planeta, com artigos nas áreas de comportamento, mitologia e astrologia. Co-autora do livro: “Astrologia e os doze portais mágicos”, editora Talento.
Colaboradora do Almanaque do Pensamento desde 2014. Assina as páginas: JUNG online no Facebook e o blog: www.blissnow.com.br                          Email: tekav@uol.com.br

AS SETE OFERENDAS


Sete são as oferendas que podem ser praticadas, até mesmo pelos mais pobres:
A primeira delas é a oferenda física, é o sacrifício próprio na execução do bom trabalho;
A segunda é a oferenda espiritual, por meio da qual se oferece um coração compassivo a todos;
A terceira é a oferenda dos olhos, que consiste em dirigir a todos um cálido olhar, transmitindo-lhes tranquilidade;
A quarta é a oferenda do semblante, que consiste em manter uma fisionomia suave, iluminada por um sorriso;
A quinta é a oferenda da fala, pela qual se deve dirigir aos outros palavas sempre construtivas;
A sexta é a oferenda do assento, pela qual se pode oferecer seu lugar ao outro;
E a sétima é a oferenda do abrigo, que consiste em oferecer sua casa ao viajante e seu coração a acolher os peregrinos".

(O Caminho Prático da Realização, in "A Doutrina de Buda", pela Fundação Bukkyo Dendo Kyokai, 1996).

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MENINOS NAS CAVERNAS


Por Tereza Kawall
Diariamente ouvimos notícias dramáticas que envolvem crianças, estejam elas em suas salas de aula aqui no Brasil, em travessias marítimas arriscadíssimas em processos migratórios humilhantes, ou em meio de cidades devastadas por guerras insanas no Oriente Médio. As imagens devastam também a nossa fé na humanidade. Ao que parece a estupidez humana vem andando no sentido inverso da extraordinária evolução tecnológica que assistimos nos últimos dois séculos. Quem pode entender esse homem das cavernas em pleno século 21?


Mas quero voltar às crianças, e em especial aquelas encontradas nas cavernas da Tailândia, que estavam desaparecidas há muitos dias, sem luz, água ou alimentos. Estavam vivas e para nossa surpresa, algumas estavam sorridentes. O seu longo e complexo resgate foi acompanhado com muita comoção pelo mundo todo. Como não torcer por aqueles 12 meninos e seu treinador? Todos puderam ver um espetáculo de solidariedade humana, que somada à engenhosa tecnologia foi multiplicada pela coragem e empenho dos voluntários que chegaram de diferentes países, e num esforço hercúleo deram tudo de si para recuperar aquelas vidas.

 Cenas emocionantes nos foram apresentadas em capítulos televisivos. Chuvas, pedras, lama, águas turvas, os cabos que guiavam os mergulhadores que carregavam oxigênio e alimentos. Orações fervorosas, máquinas trabalhando sem parar, a espera por notícias angustiante. Todos esperavam por um milagre; e ele aconteceu!
Muito se comentou do aspecto espiritual que envolveu esse “milagre”, pois o treinador responsável pelos meninos ( ex-monge budista) ensinou a eles técnicas de meditação para que pudessem superar o pânico, o stress, a fome, o desconforto, o medo, a ruptura brutal com vida cotidiana e familiar, enfim, uma situação limite para qualquer ser humano.
Já antes de seu final feliz me perguntava: mas afinal o que mais estava em jogo naquele evento dramático? Porque ele mexeu tanto com emoções de milhares de pessoas nos quatro cantos do planeta?
Com essa pergunta no coração, me reportei aos temas míticos que se encontram em estado latente em nosso imaginário coletivo ancestral e que faz parte de inúmeras culturas ditas “primitivas”. Esses temas fazem parte da psique de toda a humanidade, e montam aquilo que chamamos de Inconsciente Coletivo. Ele é a nossa matriz histórica, anímica, racial, cultural e espiritual. Nele encontramos imagens fantásticas, histórias criadas pelo espírito criativo dos seres humanos, e entre elas os mitos, os temas folclóricos, os contos de fadas. Estes últimos com sua aparente simplicidade muito nos falam dos processos que se passam na nossa psique coletiva.
Essas representações imagéticas são os arquétipos, estruturas simbólicas, comuns a todos nós. Essas idéias ou imagens estruturantes retratam,  em diferentes culturas ou civilizações e de forma muito parecida, os temas fundamentais da vida humana, como morte e nascimento, sombra e luz, nascimento, amor, casamento, sofrimento e superação, e tantos outros. Temos como os mais familiares o arquétipo do curador, do sábio, do herói, da Grande Mãe, etc.

Quem não se lembra das histórias da infância, das aventuras de Pinóquio preso dentro da barriga de uma enorme baleia? Ou de Chapeuzinho Vermelho, que deveria atravessar a floresta para ver sua avó,  mas que havia sido engolida pelo faminto Lobo Mau? Ou do conto de João e Maria, abandonados e perdidos numa floresta, às voltas com uma bruxa malvada que queria cozinhá-los dentro do seu caldeirão?

Da mitologia grega, temos também o mito de Hércules que recebeu a  difícil incumbência de matar a Hidra de Lerna, um monstro fétido com nove cabeças e que vivia dentro de uma caverna escura e pantanosa.
E não seria o fio do mito de Ariadne e o Minotauro, que a conduziu pelo labirinto, o mesmo cabeamento que permitiu aos mergulhadores entrar na caverna escura para depois voltar em segurança, com os 12 meninos vivos?

E foi assim que renasceram os doze “ Javalis Selvagens” e seu tutor, passando pelo escuro e úmido ventre da Mãe Terra, Gaia, para alcançar a luz do dia. Quase adormecidos, voltaram para a vida por caminhos estreitos e sinuosos, e guiados por heróis ou anjos que sempre vem em nossa ajuda quando são solicitados.
O tema do renascimento nos permite prospectar nossa vida a partir de um novo olhar ou patamar de consciência, repensar nossos valores essenciais num contexto mais espiritual. Nos fala da capacidade de sobreviver aos embates, tristezas e traumas da existência.

Essas imagens primordiais e universais são dinâmicas, vivas e fascinantes. E por isso mesmo se atualizam dentro de nós com novas roupagens, formas e contextos. Às vezes ficam esquecidas....mas estão sempre lá.
 Essas imagens dos meninos meditando dentro da caverna e depois renascidos, reacendem em nós a chama da esperança no ser humano, apesar de tudo, de todos e, sobretudo, de nós mesmos.

A ÁRVORE DA VIDA


Michael Meade

 "O simbolismo original da Árvore da Vida envolve um sentido mítico de um eixo do mundo, o “axis mundi” em torno do qual a criação foi criada, o centro unificado onde todas as dualidades e oposições se unem. Como ponto central, a árvore permanece eternamente tranquila; no entanto,  vivendo e respirando, Árvore da Vida  apresenta uma imagem central de constante mudança. Ela cresce das mesmas raízes invisíveis, está enraizada na imaginação da vida no sustento da Alma do Mundo.

 Ela também está enraizada na mente antiga e na alma antiga da humanidade, onde deve ser regada por sonhos e anseios e nutrida por canções e danças que faz as coisas  serem plenas, mesmo que apenas por um momento.
Cada retorno ao centro da árvore  se torna um retorno às origens da vida e, portanto, uma renovação do mundo. A relação entre árvores e pessoas é antiga. Assim, as coisas poderiam recomeçar, se aquela relação antiga e misteriosa fosse renovada e revitalizada.

A Árvore da Vida aparece em quase todas as heranças culturais; toma forma como a luminosa árvore de Natal que brilha nas longas noites do período mais escuro do ano, e é a cruz nua sobre a qual o Salvador cristão se inclina. É também a árvore sagrada que os indígenas americanos enfrentam durante o ritual de Sundance. É o centro oco do Navaho Reed of Life e da White Tree of Peace das tribos do norte.

 Ela aparece como a Árvore da Ascensão e Descida, onde os xamãs buscam as alturas do espírito e as profundezas da alma. É a Árvore do Sacrifício e a Árvore da Morte, aparecendo às vezes como a “árvore pendente”. Na forma de uma árvore bhodi ela protege o Buda e se torna a Árvore da Iluminação. É a árvore há muito esquecida enraizada no centro do paraíso, onde está a Árvore da Unidade.

A Árvore da Vida sempre esteve lá; de pé no meio do pacote arquetípico de símbolos eternos que continuam surgindo na consciência humana. Em certo sentido, é menos real do que qualquer árvore em um jardim ou floresta próxima. Em outro sentido,  tanto  mais profundo  quanto mais alto, a árvore simbólica é mais real que real.
 Nesse sentido mítico, é a árvore original, a mãe de todas as árvores, a essência, a fonte e o sentido de estar enraizado na vida e  no centro da existência.  Símbolos centralizadores são necessários para levar a mente e o coração às portas da verdade.

Certamente  a  verdade aparece de diversas maneiras  para pessoas diferentes, mas um símbolo genuíno fala de forma significativa para todo buscador.
 Um símbolo genuíno ajuda a revelar o que os buscadores de outra maneira escondem de si mesmos. "

* Tradução livre.

MITO DA CRIAÇÃO

Satã observando Adão e Eva, por William Blake.

Toda criação brota de uma plenitude. Os deuses criam por um excesso de poder, por um transbordar de energia. A criação se faz por um acréscimo de substância ontológica. É por isso que o mito que conta a manifestação vitoriosa de uma plenitude de ser, torna-se o modelo exemplar de todas as atividades humanas: só ele revela o real, o superabundante, o eficaz. 
A função mais importante do mito é “fixar” os modelos exemplares de todos os ritos e de todas as atividades humanas significativas: alimentação, sexualidade, trabalho, educação etc. Comportando-se como ser humano plenamente responsável, o homem imita os gestos exemplares dos deuses, repete suas ações, quer se trate de uma simples função fisiológica, como a alimentação, quer de uma atividade social, econômica, cultural, militar etc.
Mircéa Eliade, O sagrado e o profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
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ECKHART TOLLE E A ENTREGA


Resignação não quer dizer entrega.

.."A entrega é  perfeitamente compatível com tomar uma atitude, iniciar uma mudança ou atingir objetivos. Mas, no estado de entrega, uma energia totalmente diferente flui naquilo que fazemos. A entrega nos religa com a fonte de energia do Ser, se as nossas ações estiverem impregnadas com o Ser, elas se tornam uma alegre celebração da energia da vida, que nos aprofunda cada vez mais no Agora. Através da não resistem cia, a qualidade da nossa consciencial, e, portanto, a qualidade do que estivermos fazendo  ou criando, aumenta sem medidas. Os resultados vão falar por si mesmo se refletir essa qualidade. 
Podemos chamar isso de " ação de entrega".

...entregar-se é a coisa mais importante que você pode fazer para provocar uma mudança positiva.
..Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a unica coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que você não vai começar a rodar" filmes mentais", se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é. Se não houver nada que possa fazer e você também não puder escapar da situação, use isso para poder ir mais fundo na entrega, mais fundo no Agora, mais fundo no Ser. Quando entra nessa eterna dimensão do presente, a mudança sempre acontece por caminhos estranhos, sem a necessidade de grande quantidade de atitudes da sua parte. A vida se torna proveitosa e cooperativa.

...No momento da entrega, a energia que você desprende e que passa a governar a sua vida é de uma frequência vibracional muito maior  do que a energia da mente, que ainda governa as estruturas sociais, politicas e econômicas da nossa civilização e que se perpetua através da propaganda e dos sistemas educacionais. Através da entrega, a energia espiritual penetra nesse mundo.
ao contrário da energia da mente, ela não polui a terra e não está sujeita à lei das polaridades, que diz que nada pode existir sem o seu oposto e que não pode haver o bem sem o mal. Aqueles que continuam dominados pela mente - a agrande maioria da população - não percebem a existência da energia espiritual".

Do livro: O poder do Agora, de Eckhart Tolle.
Editora Sextante
Foto: Alberto Abreu Sodré.
   

PARACELSO E OS ELEMENTAIS


“O fato de compreendermos os quatro elementos pode, como vimos, contribuir de muitas maneiras para o autoconhecimento, mostrando como podemos viver melhor em nossa própria companhia, como podemos satisfazer as nossas necessidades e revitalizar nosso campo de energia. Os elementos também nos são uma indicação a respeito de como controlar e canalizar vantajosamente as nossas energias. O médico e astrólogo medieval Paracelso,  homem que Jung considerou um precursor dos psicólogos modernos, atribuiu um espírito da natureza, específico, a cada um dos elementos. Esses espíritos, ou suas variações, são encontrados em todas as mitologias do mundo e simbolizam graficamente o modo de operação do elemento. Este não é o momento para nos alongarmos sobre a questão de quão “ reais” são tais espíritos, mas ma breve referencia, aqui, às obras de Paracelso, mostrará como podemos trabalhar com essas forças.                                                                                                                                              

 As ondinas eram consideradas os espíritos da água, e Paracelso  declarou que elas devem ser controladas por meio da firmeza. Portanto, podemos aprender que as pessoas dos signos de água precisam ser firmes consigo mesmas e que as vezes, essa firmeza é a melhor maneira de se lidar com esse tipo de pessoa, especialmente quando as suas emoções estão fora de controle. 
Dizia-se que os espíritos do ar eram as sílfides e que elas podiam ser controladas pela constancia. É evidente que uma abordagem decisiva e consistente da vida, é algo que os signos de ar poderiam muito bem cultivar. Para os signos de ar é difícil assumir um compromisso com uma determinada resolução, mas esse é um passo importante na evolução deles.
Os espíritos do fogo eram as salamandras, e podiam ser controladas principalmente pela serenidade. Em outras palavras, os signos de fogo podem moderar os usos extremos da sua energia, cultivando, conscientemente, um tranqüilo que calmo estado de contentamento. Se os signos de fogo puderem aprender esta arte e aceitar calmamente a vida no aqui-agora, evitarão muita tensão e muito desgaste de energia. 
Os espíritos da terra são os gnomos, que teriam que ser controlados pela generosidade jovial. Obviamente, a generosidade jovial não é uma qualidade comumente encontrada nos signos de terra, mas é uma coisa que trará benefícios para todos eles se for aprendida. Eu poderia aduzir que a maior força e irradiação dos signos de terra resplandece quando eles assimilam essa qualidade na sua natureza”.

Stephen Arroyo, em “ Astrologia, psicologia e os quatro elementos. Editora Pensamento.


EDUCAR O CORAÇÃO



Palavras sábias de Dalai Lama

Precisamos educar o coração

“O meu desejo é que, um dia, a educação formal preste atenção à educação do coração, ensinando amor, compaixão, justiça, perdão, atenção plena, tolerância e paz. Esta educação é necessária, desde o pré-escolar até ao ensino secundário e universitário. O que quero dizer é que precisamos da aprendizagem social, emocional e ética. Precisamos de uma iniciativa mundial para educar o coração e a mente nesta era moderna.
Atualmente, os nossos sistemas educativos são orientados principalmente para valores materiais e para o treino do nosso conhecimento. Mas a realidade ensina-nos que não chegamos à razão somente pela compreensão. Devemos colocar maior ênfase nos valores internos.
A intolerância leva ao ódio e à divisão. Os nossos filhos devem crescer com a idéia de que o diálogo, não a violência, é a melhor forma de resolver conflitos. As gerações mais jovens têm uma grande responsabilidade de garantir que o mundo se torne num lugar mais pacífico para todos. Mas isso só se pode tornar realidade se educarmos não apenas o cérebro, mas também o coração. Os sistemas educativos do futuro deveriam dar maior ênfase ao fortalecimento das competências humanas, tais como o calor humano, o sentido de unidade, humanidade e amor. 
Vejo com maior clareza que nosso bem-estar espiritual não depende da religião, mas da nossa natureza humana inata – a nossa afinidade natural pela bondade, compaixão e cuidado pelos outros. Independentemente de pertencermos a uma religião, todos nós temos uma fonte fundamental e profundamente humana de ética dentro de nós mesmos. Precisamos  cultivar esta base ética partilhada.
A ética está fundamentada na natureza humana. Através da ética, podemos trabalhar na preservação da humanidade. A empatia é a base da coexistência humana. Acredito que o desenvolvimento humano depende da cooperação e não da concorrência. A ciência nos diz isso.
Precisamos  aprender que a humanidade é uma grande família. Somos todos irmãos e irmãs: fisicamente, mentalmente e emocionalmente. Mas ainda damos muita atenção às nossas diferenças, em vez darmos atenção às nossas semelhanças. Afinal, cada um de nós nasce da mesma maneira e morre da mesma maneira.”



ALQUIMIA E A INTEGRAÇÃO DOS OPOSTOS




Para que os ramos de uma árvore cheguem ao céu
Suas  raízes precisam chegar ao inferno”
Máxima alquímica medieval

“Os componentes básicos da alquimia são considerados como provas de que a natureza é composta de elementos primários, de que há uma evolução e transformação graduais da substancia existente na natureza, de que existem sistemas que podem ser utilizados para incitar e induzir essa transformação, de que existe aí uma interação entre o ser interior do individuo e os acontecimentos alquímicos ocorridos durante uma experiência, de que o conhecimento do sistema de correspondências entre planetas, ervas, minerais, animais e partes corpóreas (conhecido como a Doutrina das Correspondências) é vital para o trabalho, e de que o objetivo final é chegar à origem de uma essência espiritual que se acredita existir na matéria e que às vezes é denominada Pedra do Filósofo, ou Pedra Filosofal. Além do mais, o método utilizava pares de opostos complementares ( sol/lua, ouro/prata/enxofre/mercúrio, rei/rainha,masculino/feminino,marido/noiva, Cristo/homem) para chegar até a integração desses opostos no símbolo decisivo de reconciliação do conflito interior/exterior. Os elementos espirituais e ctônicos estavam

(...) unidos com a quintessência azul, ou com a anima mundi, extraída da matéria inerte..(...) isto é, o homem consciente total é confiado ao Si-mesmo, que se torna o novo centro da personalidade em substituição ao eu atuante até agora...(...) O filium macrocosmi, o filho dos grandes luminares e do seio escuro da Terra, se porta no domínio do psíquico e arrebata a personalidade humana não apenas na altura luminosa da consciência espiritual, mas também nas profundezas escuras, que até agora não haviam ainda compreendido a luz..”
JUNG OC, 14/2 par 364


Texto de Irene Gad, do livro "Tarot e Individuação", editora Mandarim, 1996.

MÚSICA DAS ESFERAS



                                                                              
Aquele que sabe o segredo do som, sabe o mistério de todo o universo." - Hazrat Inayat Khan

Música das Esferas


Alguns astrólogos antigos entenderam verbum como som. A base para essa interpretação estaria na sua argumentação de que, na tradição que defendiam, a criação deveria ser vista com a cristalização do canto do Criador. Pitágoras desenvolveu sua teoria a partir deste entendimento: a estrutura da música explicaria a estrutura do universo. Era através da música que da melhor maneira se poderia entrar no conhecimento do cosmos.

Essa relação entre música e matemática estabelecida pela via astrológica foi revelada a Pitágoras quando, passando diante de uma oficina de ferreiro, ouviu dois martelos batendo numa bigorna. Soavam com a diferença de uma oitava um do outro. Oitava, em música, é um intervalo que abrange oito notas da escala diatônica (que procede na sucessão natural dos tons e semitons). Oitava é sinal que indica que o trecho melódico deve ser executado oitavado, acima ou abaixo. Os outros dois soavam com a diferença de uma quarta (intervalo que abrange quatro notas de uma escala diatônica) e outros dois soavam com a diferença de uma quinta (intervalo que abrange cinco notas de uma escala diatônica, considerado a consonância perfeita). Pitágoras constatou que os que soavam em oitava estavam em relação de 1 para 2, os que soavam em quinta, numa relação de 2 para 3 e os que soavam em quarta, numa relação de 2 para 4.

A teoria pitagórica desenvolvida incorporou a idéia de que o Sol, a Lua e os demais astros giravam em torno da Terra em círculos concêntricos. As rápidas revoluções dos corpos produziam no ar um zumbido musical. Cada planeta emitia uma nota diferente que dependia da relação de sua órbita, do mesmo modo que a uma nota da lira dependia do comprimento da corda. Muito se discutiu: poesia, ciência, loucura? Esta teoria pitagórica influenciou muitos estudiosos que se voltaram para o estudo dos astros. O pensamento de Platão adotou o entendimento de que a alma do homem e os astros tinham o mesmo movimento imortal. 
Plotino foi outro que recebeu os ensinamentos de Pitágoras através do platonismo.

Séculos e séculos mais tarde, a experiência narrada por Pitágoras foi repetida (séc. XVII), o que permitiu associar os intervalos musicais aos aspectos astrológicos. Considerando-se o céu como um círculo imenso, o arco que separa dois astros tomou o nome de aspecto. Quando, por exemplo, dois planetas estão situados no mesmo grau do Zodíaco, seu aspecto é chamado de conjunção. Não há intervalo entre eles. Este aspecto, em música, recebeu o nome de uníssono musical, isto é, correspondia à emissão simultânea da mesma nota por dois cantores ou por dois instrumentos. Quando dois astros estão a 180° um do outro, temos a oposição. Os músicos comparam a oposição cósmica à oitava (relação de 1 para 2). Se essa distância corresponder a 120° (um terço do círculo ou Zodíaco), temos o trino, relacionado com a quinta (relação 2 para 3). Estes intervalos estão na base de todo o sistema de afinação dos instrumentos musicais.

Num famoso texto do século XVII, "O Livro das Consonâncias", seu autor, o Padre Marsenne, afirmou que os três números mencionados representavam, respectivamente, o Pai (unidade), o Filho (binário) e o Espírito Santo (ternário).
 Muitos astrólogos antigos chamavam indiscriminadamente a conjunção de uníssono e a oposição de oitava. Os músicos falavam da facilidade de um trino ou da dificuldade para um quadrado. O uníssono era o mais poderoso dos acordes. Comparava-se o amor ao uníssono, com justa razão.

As sete grandes consonâncias (séc.XVII) estavam relacionadas com os sete planetas: Oitava = Lua ou Selene; Sexta maior = Mercúrio ou Hermes; Sexta menor = Vênus ou Afrodite; Quinta = Sol ou Hélio; Quarta = Marte ou Ares; Terça maior = Júpiter ou Zeus; Terça Menor = Saturno ou Cronos.

Ainda segundo as correspondências do século XVII (Harmonie Universelle, do Pe.Marsenne), teríamos: o Fogo correspondendo à voz de Soprano, ao Vermelho (cor), ao Bastão (Tarô), ao Ouro (Metal), ao Oriente (ponto cardeal), ao Colérico (temperamento). Ao Ar, na mesma ordem: Contralto, Azul, Espada, Prata, Sul, Sanguíneo. À Água, na mesma ordem: Tenor, Branco, Taça, Estanho, Norte, Fleugmático. À Terra, na mesma ordem: Baixo, Negro, Dinheiro, Chumbo, Ocidente, Melancólico.

O número doze, de tanta riqueza simbólica, também inspirou os artistas-músicos que se valeram da Astrologia para estabelecer suas analogias. O doze, como sabemos, é o número das divisões espaço-temporais, produto de quatro (pontos cardeais) pelos três planos do mundo ou três dinâmicas, sendo usado para dividir o céu em doze setores em todas as antigas civilizações. É o número doze o símbolo do próprio universo no seu desenvolvimento cíclico, o número da realização, símbolo do devenir humano que continuamente se resolve.

Roger Cotte - Fonte: Blog do Cid Marcus

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