CURSO DE PSICOLOGIA JUNGUIANA ONLINE


Comunico a todos e com muita alegria que  a segunda edição do meu curso introdutório de Psicologia Analítica está sendo lançado hoje, 30 de outubro de 2017.

Caso tenha interesse acesse o link:
www.escoladetransformacao.com.br/curso/psicologia-junguiana


Lá você encontrará o conteúdo programático, os objetivos do curso, que é apresentado com power point, e inclui uma apostila com ampla bibliografia. 
Estou apresentando e discorrendo sobre conceitos da escola junguiana, tais como: Arquétipos, Inconsciente Coletivo, Sombra, Animus e Anima, entre outros.
Abraços

Tereza Kawall







HORAS ARQUETÍPICAS DO COSMOS

Tereza Kawall

O céu planetário tem ângulos fortes e auspiciosos na data de hoje.

Júpiter e Sol juntos e imponentes no signo de Escorpião são um convite à reflexão quanto ao nosso propósito de vida, quando temos mais capacidade de perceber quem realmente somos e o que queremos, muito além das obrigações formais do cotidiano. É quando podemos rever  ou mesmo modificar esse projeto essencial, segurá-lo com firmeza em nossas mãos, sem delegá-lo a outros, seja lá o que for. Perceber que a fé não depende de uma divindade específica a nos inspirar. Depende também e, sobretudo, de nós mesmos, de sermos capazes de nos reerguer, avançar, sejam quais forem as circunstâncias. Como diz o poeta: “ A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não”.

Saber ver a beleza do aprendizado contínuo e do caminho já percorrido. Exercitar a “ atitude simbólica” da qual fala o mestre Jung. Ou seja, adentrar e valorizar o mundo dos símbolos, cujo poder é intrinsecamente transformador em nossa psique. E com essa disposição interna, dar um novo significado às experiências, estabelecer relações entre os fatos reais e os sinais subjetivos do nosso dia a dia. Escutar o cochicho dos deuses, ou realizar um pequeno ritual que por mais simples que seja, traz um sentido mais elevado para que se transcenda a realidade corriqueira, ter olhos para os pequenos milagres do cotidiano. Alargar a mente, transcender o corriqueiro, ampliar o espírito.

Olhar de forma mais livre e desapegada para o aqui-agora, aceitar aquilo que não pode ser modificado. O signo de Escorpião é a casa oito do zodíaco, diz respeito aos processos de morte e renascimento. Podemos também reverenciar nossos mortos, aqueles que por aqui estiveram antes de nós, sejam os familiares, mentores, mestres, ou os anjos que, saibamos ou não, nos protegem no plano espiritual.  Esse signo representa os “mundos inferiores”, e está sob a regência de Plutão ou Hades, que significa “ riqueza”. Nossa mente inconsciente conversa conosco através dos sonhos, intuições, mitos e sincronicidades. Quantas riquezas ou potenciais criativos lá estão em nosso mundo “inferior” ou desconhecido a nossa espera para emergir para a consciência?

E como bem observou Jean-Yves Leloup: “As florestas crescem silenciosamente”...Temos  também hoje uma Lua crescendo ao lado do planeta Netuno em seu próprio signo, Peixes. Sim, existem milhares e milhões de pessoas mais sensíveis e muito comprometidas em cuidar do planeta, Gaia, a Mãe Terra, com boas vibrações e orações ou com ações efetivas e pragmáticas sustentadas em ideais mais elevados e menos materialistas. As conexões sutis e invisíveis estão mais intensas, seres mais evoluídos, vivos ou não podem estar atuando mais intensamente por uma desejada e necessária transformação vibracional em nossa casa, nosso planeta.
 Há uma cosmovisão e a clara percepção de que tudo e todos no universo estão intrinsecamente relacionados. Sejam esses indivíduos sonhadores, idealistas, loucos, artistas, místicos ou visionários, não importa, não vão desistir de suas metas, pois é a sobrevivência de todos que está em jogo.

Excelente momento para práticas meditativas ou espirituais, em que há uma sintonia mais profunda com a unidade da vida; é possível estar em comunhão com o mundo da alma, suas imagens, desejos e sua mágica subjetividade. Lua e Netuno estão em ângulo positivo com Sol e Júpiter, facilitando a abertura do coração para que se veja o outro diferente de mim, perceber a humanidade dentro dos seus olhos. Afinal suas aspirações, medos, fraquezas, conquistas e lutas são bem parecidas com as minhas
. Sim, a empatia e a compaixão dissolvem fronteiras aparentemente insuperáveis, assim como a boa vontade, o altruísmo e a generosidade do coração. Que esse lindo “ abraço planetário” nos permita viver a natureza e a qualidade de seus símbolos de forma produtiva e intensa.

CARPE DIEM!

* Apolo em sua carrugem.
* Jupiter visto por baixo ( NASA)

ANIMUS E ANIMA

Quadro de Marc Chagall


“A mais importante contribuição que Jung deu em seus conceitos de anima e do animus reside no fato de que ele nos deu uma idéia da polaridade existente dentro de cada um de nós. Não somos unidades homogêneas de vida psíquica, mas possuímos uma inevitável oposição dentro da totalidade que forma o nosso ser. Existem opostos dentro de nós, podemos chamá-los do que quisermos – masculino e feminino, anima e animus, Yin e Yang – e eles permanecem eternamente em tensão e estão eternamente buscando união.

 A alma humana é uma grande arena em que o Ativo e o Receptivo, a Luz e as Trevas, o Yang e o Yin procuram unir-se e forjar dentro de nós uma indescritível unidade de personalidade. Realizar essa união dos opostos dentro de nós pode ser muito bem a tarefa da vida, tarefa que exige o máximo de perseverança e de atenção assíduas. Geralmente os homens precisam das mulheres para isso, e as mulheres precisam dos homens. E, contudo, em ultima análise, a união dos opostos não ocorre entre um homem que põe em ação o masculino e uma mulher que põe em ação o feminino, porém dentro do ser de cada homem e de cada mulher em que os opostos finalmente se conjugam.

...O desejo que a alma tem de unir-se à consciência e forjar uma personalidade indivisível e criativa é o que há de mais forte dentro de nós. A esse nível, a necessidade de plenitude ou de individuação também é chamada de Coniunctio, da união dos opostos, da junção de macho e fêmea, equivale à imagem  por excelência da junção das partes consciente e inconsciente da personalidade”

Os parceiros invisíveis
John A. Sanford

Editora Paulinas