DEUSAS MITOLÓGICAS E A ANIMA

           AFRODITE                                                                                         PALAS ATENA  

















“Vemos que a anima, bem como o animus podem aparecer sob a forma de múltiplas figuras com evidencia na mitologia. Na mitologia grega, por exemplo, existem numerosas deusas. Atenas, Afrodite, Deméter, Hera e Ártemis constituem as cinco maiores deusas do mundo superior, e há ainda Core e Hécate do mundo inferior, sem mencionarmos as deusas menores como Héstia e inúmeras ninfas e gênios. 

No seu artigo “ Goddesses in Our Midst” ( 1974, Deusas em nosso meio), Philip Zabriskie discute as cinco deusas do mundo superior, que ele encara como uma espécie de “ tipologia do feminino”. Cada deusa, sugere ele, é diferente e cada uma delas constitui “ uma imagem do estilo válido, antigo e autentico do feminino” .

Afrodite personifica o “aspecto feminino que busca incansavelmente a união com o masculino, por causa do magnetismo erótico que impele fortemente os opostos a se unirem”. Hera é o feminino que também se acha relacionado com o mundo masculino, porém “ impessoalmente”, mesmo “ institucionalmente”, mais do que intensa e individualmente, pois como a rainha do Olimpo, ela respeita as instituições santificadas do trono e do lar. Deméter relaciona-se com a criança, não com o homem, e encarna o poder elementar feminino que “ faz nascer, ama, alimenta”.

Ártemis, a deusas das amazonas, virgem, casta, auto-suficiente, é o feminino num aspecto impessoal e pode ser visto como fator dominante nas “mulheres cheias de graça, de vitalidade, de liberdade, de abnegação e talvez até de poderes psíquicos”. Atenas também nascida da cabeça de seu pai Zeus, personifica o feminino ligado ao “ mundo da consciência, do tempo, do ego, do trabalho e do crescimento”.

Nessas cindo deusas, Zabriskie vê os modelos de certos estilos tipicamente femininos de vida e de comportamento. “Todos eles são, por certo, aspectos da única Grande Deusa, porém, não obstante apresentam-se como personificações distintas”.

Extraído do livro: Os parceiros invisíveis
Autor: John A. Sanford

Edições Paulinas, 1986.

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