JUNG: SEU ESPÍRITO PERMANECE VIVO

                                                                    
JUNG, sempre atual!

 Em 2015 comemoramos 140 anos da data de seu nascimento, 26 de julho de 1875.

" Nossa vida compara-se à trajetória do sol. De manhã o sol vai adquirindo cada vez mais força até atingir o brilho e o calor do apogeu do meio dia. Depois vem a enantiodromia.(*) Seu avançar constante não significa mais aumento e sim diminuição de força.
 Sendo assim, nosso papel junto ao jovem difere do que exercemos junto a uma pessoa mais amadurecida. No que se refere ao primeiro, basta afastar todos os obstáculos que dificultam sua expansão e ascensão. Quanto à última, porem, temos que incentivar tudo quanto sustente sua descida.
 Um jovem inexperiente pode pensar que os velhos podem ser abandonados, pois já não prestam para nada, uma vez que sua vida ficou para trás e só servem como escoras petrificadas do passado...

 O entardecer da vida humana é tão cheio de significação quanto o período da manhã. Só diferem quanto ao sentido e intenção.
 O homem tem dois tipos de objetivos. O primeiro é o objetivo natural, a procriação à proteção da prole; para tanto é necessário ganhar dinheiro e posição social. Alcançado esse objetivo, começa a outra fase: o do objetivo cultural. Para atingir primeiro objetivo, a natureza ajuda; e além dela a educação. Para o segundo objetivo, contamos com pouca ou nenhuma ajuda. Freqüentemente reina um falso orgulho que nos faz acreditar que o velho tem que ser como o moço, ou, pelo menos, fingir que o é, apesar de no íntimo não estar convencido disso.
 É por isso que a passagem da fase natural para a fase cultural é tão tremendamente difícil e amarga para tanta gente; agarram-se às ilusões da juventude ou a seus filhos para assim salvar um resquício de juventude.
Pode-se notar isso principalmente nas mães que põem nos filhos o único sentido da vida e acreditam cair num abismo sem fundo se tiverem que renunciar a eles. Não é de admirar que muitas neuroses graves se manifestem no início do outono da vida. É uma espécie de segunda puberdade ou segundo período de "impetuosidade" não raro acompanhado de todos os tumultos da paixão.
Mas as antigas receitas não servem mais para resolver os problemas que se colocam nesta idade. Tal relógio não permite girar os ponteiros para trás.

 O que a juventude encontrou e precisa encontrar fora, o homem no entardecer da vida tem que encontrar dentro de si".

 Do livro: Psicologia do Inconsciente. Carl Gustav Jung Parágrafos 114 e 115 Editora Vozes

 (*) Enantiodromia: "O velho Heráclito, que era realmente um grande sábio, descobriu a mais fantástica de todas as leis da psicologia: a função reguladora dos contrários. Deu-lhe o nome de enantiodromia ( correr em direção contrária) advertindo que um dia tudo reverte em seu contrário". Ou seja, é uma inversão da direção da libido do homem, bastante comum na fase mais madura da vida.

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    " A tarefa do herói consiste em combater o dragão da inércia a fim de destravar e liberar o fluxo da vida para o corpo do mundo, na direção de um lugar onde a vida secou, tornando-se uma vida estéril. Se recusamos o chamado para viver nossas próprias vidas, ficamos deprimidos sem vitalidade.
 O Sol simboliza a potência criativa; seus raios põem fogo no mundo, iluminam a escuridão primordial, espírito penetrando na matéria, tudo vai ganhando vida. O Sol nos liga com a força vital e bruta que existe em nós, oferecendo um canal para a sua manifestação um princípio universal superior que nos livra da dominação da natureza, liberta-nos das garras da vida instintiva.Assim, tornamo-nos recipientes para o poder fálico do Sol.
 O deus egípcio Atum penetra em sua criação, e o Faraó é chamado de o “ Sol vivo”, o filho de Deus pelo qual o reino da eternidade penetra no tempo .
 A meta da jornada do herói é nada menos do que a descoberta da imortalidade, que o alquimistas chamavam de “ Pedra Filosofal” ou “Lápis” a transformação do chumbo em ouro, o encontro do deus interior, de nosso centro criativo, do Self. ... Isso leva à descoberta de um novo centro psíquico, o Self de Jung, nossa verdadeira fonte, “como se um rio que tivesse ficado completamente poluído, alimentado por afluentes enlameados, encontrasse de súbito seu caminho de volta ao seu leito apropriado”.

Sermos indivíduos e vivermos nossas próprias vidas, no sentido do destino que nos foi confiado, significa superarmos conceitos infantis de onipotência, preferências pessoais, mágoas, ilusões acerca do bem e do mal, interesses do ego, compreendendo e aceitando a lei cósmica impessoal, desfrutando aqueles momentos em que vemos as coisas como realmente são, em vez de vermos como gostaríamos que fossem.

 A posição do Sol no mapa natal mostra a área em que precisamos lutar com nossa existência mais predestinada, combater o dragão, o que significa desenvolver a nossa vontade e encontrar significado e propósito na vida. ...Esse é o processo de individuação de Jung, a descoberta do Self, e o Sol é o seu veículo. O Sol não é uma meta em si, nem uma garantia de que a meta será cumprida. É o centro da consciência, não da psique como um todo e abrange a vontade pessoal condicionada pelos desejos, apegos e considerações pessoais ou seja, nosso orgulho solar. Nas palavras de Joyce Cary. ‘ a vontade nunca é livre – está sempre ligada a um objetivo, um propósito”.
 Portando, deve ser transcendida para podermos atingir uma situação de não-apego e de liberdade psíquica, além da dualidade e do interesse pessoal. Em muitas histórias do Herói, este não consegue dar esse passo, é incapaz de abrir mão de seu orgulho solar, sendo punido por isso".

 Do livro: Imagens da psique
 Christine Valentine
 Editora Siciliano, SP.

“ O herói adentra o limiar da floresta sombria, onde ninguém ousava atravessar, ele enfrenta toda sorte de desafios simplesmente por casa de um impulso, um chamado interior para resolver algum problema pelo qual a comunidade está passando.O impulso do herói, e que deve ser o impulso de cada um de nós, não é a auto-gratificação, mas o serviço ao outro. Pergunta: o que no fundo, deixa de ser um sacrifício, pois ele está seguindo o seu próprio chamado interior, a sua própria bem-aventurança, não é? Isso mesmo, Você abraça a situação de bom grado, pois o impulso de ajudar o outro é algo que brota de sua essência mais verdadeira. E você também aprende a abraçar a incerteza diante do mistério a da existência. Joseph Campbell falava muito sobre o fato de que, na vida, estamos sempre em queda livre em direção ao futuro. Ninguém sabe o que virá pela frente. E a grande questão é esta: você pode enxergar essa situação como sendo uma coisa horrível, berrando desesperado enquanto cai em queda livre; ou pode acolher a situação de forma serena, como se usando uma asa-delta na descida e dizer: “ Ok, tudo bem”. Todo o quadro muda de figura, se, com consciência, você acolhe a incerteza diante da vida.

 Quando isso acontece você não precisa se apegar a nenhuma certeza pois você passa a não se identificar com a lâmpada que queima, e sim com a luz que flui através da lâmpada. Todas as tradições falam sobre essa mudança de perspectiva. É uma mudança que não altera em nada a circunstancia em si, mas transforma o modo como você opta por participar na vida. Afinal, o que você quer: o sofrimento do mundo ou a participação jubilosa nos sofrimentos do mundo? A opção é sua".
Robert Walter

 Do livro: Palavras de poder
 Lauro Henriques Jr
 Editora Leya

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Na linguagem simbólica da Astrologia os signos zodiacais são a expressão de energias antagônicas que expressam o equilíbrio das leis universais. Temos doze signos que são também seis eixos de energias antagônicas e complementares.

 A natureza de Plutão opera sempre em termos de opostos, podendo ser destrutiva e cruel, mas também criativa e regeneradora. Símbolo arquetípico das grandes transformações, Plutão é o grande cronometrista da consciência coletiva, desencadeando revoluções sociais, políticas, econômicas e culturais. Grandes fatos históricos podem ser compreendidos à luz de seu poder altamente concentrado, que dissolve estruturas esclerosadas e promove a renovação da vida trevas e dos mortos Quando foi descoberto, o planeta Plutão recebeu um dos epítetos atribuídos a uma importante divindade greco-romana, o deus Hades.

MITO                                                                                         Plutão e Perséfone no Hades, sua moradia dos mundos subterrãneos

 Hades era filho de Crono e de Réia, irmão de Zeus e de Poseidon. Raptou Perséfone, filha de Demeter e Zeus, e casou-se com ela. Acredita-se que durante a titanomaquia recebeu dos cíclopes um capuz ou capacete que tornava o seu portador invisível. Na partilha que se seguiu à luta, coube-lhe o controle do mundo subterrâneo e dos mortos. Seu nome era usado para designar tanto a divindade quanto os seus próprios domínios. Hades ou Plutão era insensível às preces e sacrifícios. No panteão olímpico Hades era uma divindade misteriosa e temida; Plutão para os romanos significava "riqueza"; seus domínios eram essencialmente ctônicos, e seu poder era representado pela germinação das sementes, assim como pelas cavernas, fendas e grutas. A força e a violência dos vulcões sempre esteve relacionada a essa divindade, e também as riquezas do mundo mineral
. OBS: titanomaquia - guerra entre os Titãs, liderados por Cronos, e os deuses do Olimpo, liderados por Zeus.

Escrevi anos atrás um longo artigo falando da passagem de Plutão através dos signos, o que caracteriza movimentos geracionais, ou sejam de ciclos longos. Lá abordei dimensões histórias, políticas e culturais com a passagem de
 Plutão em Cancer ( 1912- 1939)
Leão ( 1939- 1958)
Virgem ( 1957 - 1971)
Libra ( 1971- 1984)
Escorpião ( 1974 -1995)
Sagitário ( 1995 - 2008)
Capricornio agora ( 2008 - 2024)
 Se quiser ler, acesse o site da Constelar no link ( são duas partes) :