2016 E OS SÍMBOLOS SOLARES

EM 2016, A PARTIR DE 21 DE MARÇO ESTAREMOS SOB A REGENCIA DO NOSSO ASTRO REI!

Por Tereza Kawall

O ano de 2016 estará sob a regência do Sol, que por sua vez é o regente do signo de Leão.

Estão favorecidas todas as atividades que estejam relacionadas às qualidades solares: autenticidade, luz, alegria, criatividade, autoridade e generosidade. Esse ano será, portanto, mais vibrante e decisivo, pois são essas as qualidades que estarão mais disponíveis para a nossa consciência e para as   nossas ações.                                                                                            

Sol na Astrologia

 Na simbologia astrológica, o Sol representa a força vital, a luz, a criatividade, a busca pela consciência, o espírito humano, o poder, senso de autoridade, força de atração e da manutenção da vida.
Relacionados à força solar temos também o princípio paterno, o logos, a vontade, habilidade executiva, a generosidade, a fé, a coragem, o impulso por autonomia e pelo desenvolvimento físico e mental. De uma forma mais prosaica, basta pensarmos num dia de sol, em que tudo tem mais colorido e calor. Cria-se assim uma predisposição ao movimento, ao encontro, a vontade de interagir com a vida.

Neste novo ciclo, estaremos mais conscientes de nossa própria força e valor pessoal, e para isso há também temos fazer um esforço nesta direção. É importante dizer que para que possamos nos sentir mais realizados e felizes devemos expressar mais as qualidades do nosso signo solar.

Na arte de interpretação, o Sol é visto como sendo o próprio coração no mapa individual, pois é ali onde pulsa e vibra a vida do indivíduo, seus interesses e motivações fundamentais.
Assim, neste ano de 2016,  tudo poderá acontecer dentro de um contexto de mais coragem , superação e força, pois são as conquistas por nós feitas diariamente é que vão definindo ao longo da vida esse  “ eu” solar.Todos nascemos imperfeitos e inacabados e assim, esse projeto solar se estende até o fim da vida. Na psicologia profunda isso se relaciona ao processo de “ individuação” que vai até o fim de nossa vida.

 O Sol está relacionado à nossa visão, à luz e a consciência.
As coisas tendem a se  revelar aos nossos olhos de forma mais nítida, mais clara. Isso implica também em mais responsabilidade em relação a tudo o que nos cerca. Dito de outra forma, podemos muitas vezes nos enganar, mas não podemos mentir para nós mesmos. Assim, é hora de nos lançarmos em direção a verdade, pois a luz dia e do sol cumpre essa função de mostrar e revelar aquilo que antes, ainda num plano obscuro ou inconsciente, não podíamos enxergar.

Não por acaso, muitas coisas associadas aos símbolos solares nos remetem à idéia de luz, brilho, vitalidade, cores fortes:

Elemento: Fogo

Signo que rege:  Leão

Ritmo: Fixo

Função psíquica: Atração

Natureza: dramática, individualista, exuberante, emotiva, apaixonada, generosa.

Metal: Ouro

Pedra preciosa: diamante

Cores: dourado e amarelo

Animal: Leão

Flor: Girassol

Símbolo:  O Sol é a imagem do espírito concentrado. O símbolo do Sol é um círculo com um ponto em seu centro – o foco e o criador do sistema solar simultaneamente.

E quanto às atividades e profissões relacionadas ao Sol nós temos também:

Posições de poder, juízes, políticos, líderes, atividades esportivas, atividade circense, dramaturgia, joalheria, artes cênicas, música, cardiologia, oftalmologia.

Foto: Yuri Prokopenko





SONHAR É PRECISO!



Por Tereza Kawall
SONHAR É PRECISO!

O psiquiatra Carl G Jung foi um pioneiro na pesquisa com os sonhos. Para ele os sonhos não revelam apenas a causa básica do sofrimento ou da angustia emociona, mas também indicam o potencial de vida latente em uma pessoa. Os sonhos trazem soluções criativas para os problemas diários da vida. Jung descobriu que enquanto dormem, através dos sonhos, as pessoas despertam para aquilo que realmente são.

O sonho é um fenômeno universal, vale dizer, todos nós sonhamos e isto está provado cientificamente. No entanto algumas pessoas dizem que não sonham, mas o fato é que elas não se lembram de seus sonhos.
É preciso ter interesse nos sonhos para que eles também se interessem pelo sonhador. Os sonhos escapam rapidamente como água que escorre pelas mãos!
Não é preciso “acertar” a interpretação do sonho. O acerto estará na percepção do sonhador, caso o que tenha sido dito ou observado, faça sentido para ele, naquele momento de vida. Um sonho pode desencadear mudanças muito significativas na vida de uma pessoa.

Os símbolos sempre apontam para uma direção, e carregam consigo um potencial transformador. Os sonhos têm essa função de restaurar, curar e mudar a visão de uma determinada situação, que aparentemente não tem saída.
Se quiser saber mais sobre esse fascinante tema, acesse:


CURSO ON LINE PSICOLOGIA JUNGUIANA




CURSO ON LINE DE PSICOLOGIA JUNGUIANA

ESTE É UM CURSO INTRODUTÓRIO, com alguns dos aspectos centrais da Psicologia Analítica. São oito módulos, as aulas são gravadas em vídeos, e acompanhadas de slides em PDF e uma apostila com ampla bibliografia. Você poderá assisti-lo em sua casa, e no seu próprio ritmo! O conteúdo é apresentado de forma simples e didática, e é acessível para qualquer pessoa. Foi pensado para terapeutas, psicólogos que desejam conhecer melhor os fundamentos desta fascinante escola, e também para aqueles que desejam investir em seu autoconhecimento! 

Para ter mais informações, acesse o link: www.cursojungonline.com.br
Facebook: JUNG online

INTRODUÇÃO E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 

 Hoje estamos comemorando 140 do nascimento de Carl Gustav Jung, que nasceu em 1875, na Suíça. Aos 25 anos Jung formou-se em medicina e trabalhou como psiquiatra durante bastante tempo com doentes mentais em estado grave.
 JUNG posteriormente elaborou os conceitos de chamada PSICOLOGIA ANALÍTICA (ou junguiana) a partir de observações minuciosas dos pacientes psiquiátricos, assim como dos pacientes da sua clínica particular e também a partir de seus próprios processos internos, fossem estes visões, sonhos ou intuições. Isso tudo, sem dúvida, somado a uma rara Inteligência e uma cultura extraordinária, pois sua mente curiosa se voltou para inúmeros assuntos e que nós vamos ver no decorrer das nossas aulas.

 No início do século XX, nós assistimos ao nascimento do que se chamou de Psicologia Profunda. Jung com a Psicologia Analítica e Freud com a Psicanálise foram os precursores desse movimento, e essas duas escolas tinham como objetivo central desvendar e compreender tudo aquilo que é irracional, desconhecido no ser humano, ou seja, o seu INCONSCIENTE. A medicina já havia avançado em temas como fisiologia e anatomia, mas a psique humana ainda era um grande mistério a ser desvendado.

 Módulo I : Histórico sobre vida Jung Você vai saber sobre o modelo de ciência que vigorava na Europa no início do século XX. Como se deu o nascimento da Psicologia Analítica. Fatos importantes na vida de Jung, suas áreas de interesse, suas viagens e as suas principais publicações.

 Módulo II : Complexos Você vai poder encontrar algumas explicações importantes para entender melhor como funcionam as emoções, e o que está condiciona determinados tipos de ações. Houve algum tipo de trauma na infância? E como detectar certos gatilhos ou padrões de comportamento que podem ser modificados. Em que áreas da vida as coisas costumam ficar emperradas?

 Módulo III: Arquétipos e Inconsciente Coletivo
Você vai entrar em contato com imagens e símbolos muito poderosos que habitam a nossa psique. Essas imagens são universais, comuns a toda humanidade, e por isso têm tanta força. E vai poder observar o poder que elas têm em nossa vida objetiva, e o quanto isso pode enriquecer sua existência e a nossa forma de entender o mundo.

 Módulo IV: Sombra
Você vai poder perceber mais rapidamente que algumas reações negativas que acontecem inesperadamente tem a ver com padrões mentais ou emocionais antigos, sombrios, desconhecidos e que exatamente por isso estão sempre atuando de forma inconsciente, negativa ou inadequada, atrapalhando as escolhas e o destino de cada um. Como é possível aprender a elaborar, e integrar esse difícil aspecto na sua consciência?

 Módulo V: Tipos psicológicos
Você tem nesta teoria uma tipologia muito interessante para saber, segundo Jung, como funciona a mente humana, de acordo com as chamadas 4 funções da consciência: pensamento, sentimento, sensação e intuição. A importância de entender a sua função dominante, entender as reais diferenças entre as pessoas, melhorar todas as formas de relacionamentos.

 Módulo VI: Individuação
Você terá a oportunidade de compreender que existe um processo evolutivo, e que a caminhada de vida, com dores e alegrias, tem um propósito, uma finalidade, que é conhecer a si mesmo, desenvolver suas habilidades e talentos.

 Módulo VII: Sincronicidade
 Você é capaz de identificar situações e eventos significativos que mostram quando alguém está no caminho certo, e que a vida interna e a vida externa caminham juntas, não são coincidências só que acontecem de forma aleatória. Ou seja, sim, a vida tem um sentido.

Módulo VIII: Sonhos. O que são os sonhos e o que eles querem nos dizer? Suas mensagens são realmente importantes? Qual a importância de estarmos conectados com a nossa vida simbólica e inconsciente? Como podemos entender a linguagem das imagens fantásticas que criamos todas as noites?

MINHAS CREDENCIAIS:

 Tenho formação em Psicologia, e atuo como psicóloga clínica há mais de 20 anos. Fiz pós- graduação em psicossomática e curso de extensão em terapias complementares, ou seja, a importância da integração entre mente, corpo e espiritualidade na UNIFESP. Ao longo destes anos, escrevi vários artigos para a Revista Planeta da Editora Três, e para a Editora Talento, sobre mitologia, astrologia e comportamento que são minhas outras áreas de interesse.

 Assino o blog www.blissnow.com.br onde escrevo e compilo textos relacionados a estes temas. Sou colaboradora da Editora Pensamento.

E.mail para contato: tekav@uol.com.br ou contato@cursojungonline.com.br
"Neste inicio de milênio, talvez a mais desafiadora tarefa que deve enfrentar o homem contemporâneo seja a aceitação cabal de sua condição de mera criatura, num mundo cheio de harmonia e beleza, e o reconhecimento de incomensaurável destrutividade que golpeia o planeta de modo cada vez mais assustador. Aquilo que a natureza levou milhões de anos para desenvolver pode hoje desaparecer num piscar de olhos, graças à letalidade instantânea de nossa mais avançada tecnologia de alto impacto ambiental. 

Oceanos inteiros, camadas da biosfera, rios e suas nascentes, a terra e seus frutos, florestas, vales e montanhas - nada mais é inatingível. Como um deus às avessas, em vez de criar vida, o homem finalmente tornou-se senhor absoluto da tecnologia da morte, e vem dando conta do inconfessável destino de destuir o planeta que é o seu meio vital.

Nada poderia expressar melhor essa catástrofe do que a progressiva extinção das espécies animais. Sem defesa, sem voz e sem protesto, uma a uma elas vão sumindo abatidas, baleadas, encurraladas em becos sem saída, banidas  até dos limites dos campos habitáveis. Que clones, que andróides zoomorfos, que robôs caricatos, que seres artificiais seremos capazes de criar, para que logo venham a ocupar o lugar de nossos antigos companheiros na Arca, nossos iguais no perdido Jardim, nossos irmãos, com queria São Francisco?

Que tremendo dia de vergonha será esse, quando os jormais anunciarem: " Morto o último elefante do Quênia; extintos os ursos pandas; falcão pergrino nunca mais visto; desabitado o Mediterrâneo poluído"?

Provável ou improvável? Os numeros atestam, os fatos atestam, essa possibilidade existe porque essa maldade radical existe no homem e continuará existindo, até que finalmente ele reconheça e assuma essa terrível sombra e se conscientize, talvez no minuto final - que bem pode ser o momento presente.

Jung sabia disso, e muito se preocupava com esse quase.
Sua esperança era esse reconhecimento consciente da sombra, e a possibilidade de que este milênio ( Aquário) seja regido não pelo arquétipo da dualidade, mas pelo da colaboração entre consciente e inconsciente.
Trabalhar com o inconsciente; compreender a verdade profunda dos instintos de da alma; perceber a presença do divino nos olhos de um animal  essa talvez seja a última utopia à qual ainda possa valer a pena dedicar uma vida de estudo e de trabalho.

E não é o que no fundo, sem tanta pretensão, tenta fazer um terapeuta? Não trabalha ele por uma possível paz entre as altas esferas do intelecto e as relegadas vilezas do instintos animais, um acordo entre homem e natureza finalmente recuperado?

Esse nosso trabalho de terapeuta é feito com imagens.
Imagens de animais vivos em noss psique, delírios, metáforas e figuras de lingiagem, em nossa arte, fantasias e sonhos de qualquer noite. Elas aparecem todos, como são, como não são e como poderiam ser, com duas cabeças, oito patas, corpo de mulher. Fazem de tudo, brincam conosco, comem nossos dedos, fogem da jaula, urram, mijam nos assustam, lutam copulam, se matam, nos matam e nos amamentam.

Eles surgem sempre como nosso Outro Além do Humano, e que poderiamos vir a ser se os aceitássemos como parte nossa, virtude e defeito, avidez de tubarão, altivez de pantera, candura de ovelha, inventividade de pássaro, agressividade de doberman, energia de égua, calor materno de vaca, feminilidade de gata e intuição de cachorro, poderio de condor, automatismo de formiga,  inconsciência de peixe, força de touro, morbidez noturna de morcego, psiquismo de borboleta, más intenções de rato, veneno, perculosidade e poder de cura da serpente, pele animal, rastro de bicho, toca no mato, horror, alegria, medo, susto e morte. 

Eles aparecem sempre, voltam sempre, mesmo quando já não existem mais e só nos resta saber o que afinal vieram fazer em nosso sonho e o que querem de nós.

... sobre o método de" amplificação", Gambini continua:

"Se tenho diante de mim um sonho em que um pássaro entra em meu escritório, depois de observar por un instante as imagens que por si mesmas se agregam a essa cena, começo pouco a pouco a expandir meu raio de reflexão, para que também aos poucos comece a sair do arquivo da memória tudo aquilo que já li, ouvi, aprendi, concluí, ou observei sobre " pássaro", até que, mediante esse enriquecimento da imagem por acréscimo de atributos, o sonho vá se metamorfoseando de mera imagem pictórica em intelecção, em idéia luminosa que me leva a compreender o ponto sobre qual ele versa".



Prefácio de Roberto Gambini em: 
Os animais e a psique
Várias autoras
Summus Editorial, SP

CURSO JUNG ON LINE








Neste link você terá outras informações importantes:

www.cursojungonline.com.br



CURSO ON LINE DE PSICOLOGIA ANALÍTICA



Na próxima semana enviaremos mais detalhes sobre a programação toda para vcês, 
até logo mais!

" Ao estudar intensamente a religiosidade humana, a Alquimia, a Mitologia, o I Ching, a Astrologia e as chamadas ciências herméticas, Jung imprimiu mais humanidade à sua forma de fazer ciência.

Jung fez severas críticas à sociedade contemporânea, à massificação e à uniformidade que produzem a mediocridade nos indivíduos. 
Na sua visão, o culto da " deusa  Razão" causou a fragmentação do conhecimento em detrimento da alma e da subjetividade do homem, afastando-o  de seu mundo mítico e divino.

Jung cumpriu seu destinho leonino e aquariano, na tentativa de alcançar o "Si-mesmo" em cada um de nós, e, ao mesmo tempo , contribuindo com o seu enorme conhecimento com as geraçãoes futuras que, certamente, ainda terão muito o que desvendar da genialidade de seu espírito"

Tereza Kawall

cursojungonline.com.br

OS ANIMAIS E A PSIQUE HUMANA


Cecil, the Lion

Por Tereza Kawall

Na ultima semana, os meios de comunicação chocaram milhares de pessoas no mundo todo, com a trágica notícia da morte cruel e premeditada do leão Cecil.

Cecil era o leão símbolo da reserva ambiental de Hwange, no Zimbábue, ao sul da África. Esse felino chamava a atenção por sua beleza e imponência, por sua bela juba escura. Era muito querido e assediado por visitantes e fotógrafos encantados com sua majestosa presença. Todos sabem que ao longo dos séculos milhares de animais selvagens foram abatidos de forma estúpida, inútil e chocante. Por que essa morte teria causado uma reação tão forte nos quatro cantos do planeta?

Nas redes sociais, com o devido espaço para as críticas de toda ordem, os comentários eram variadíssimos. Exceto a indignação e revolta com o fato em si, que nem é uma novidade, muitos faziam outros questionamentos igualmente relevantes: Porque tanta preocupação com a morte de um leão, quando milhares de crianças e mulheres morrem diariamente em guerras e genocídios? E os jovens assassinados precocemente nas guerrilhas do tráfico das grandes cidades? Ou seja, humanos são menos importantes que esses animais? E por quê?

O assunto é espinhoso e ao mexer com nossas emoções ajuda também a promover bons debates e reflexões. É importante lembrar que os animais são para nós representações internas, e neles nós projetamos diferentes aspectos da nossa psique, ou seja, da nossa alma. Sejam eles a nossa feiúra ou beleza, arrogância ou humildade, nossa sombra ou altivez, nossa coragem ou covardia, nossos temores e desejos mais íntimos.

Não é por acaso que nas antigas tradições de inúmeras culturas ( China, India, Grécia) estão sempre presentes as imagens de animais. No Zodíaco ( zoo=animais) encontramos essas imagens arquetípicas, primordiais, vale dizer, comuns a toda a humanidade. O zodíaco era considerado pelos antigos como sendo a “ alma da natureza”, e lá já estavam todos eles: o touro, o carneiro, o escorpião, o leão, o caranguejo, os peixes.

O Xamanismo, por sua vez, é uma concepção religiosa que confere ao xamã entrar em contato com o mundo espiritual. A ele são atribuídos os poderes de magia, cura e profecia. Os animais têm grande relevância no xamanismo, pois o indivíduo deve descobrir seu animal guardião e protetor. Este é e seu animal de poder, que poderá ser o lobo, o urso, o leão o golfinho, o tigre, o lagarto, a cobra, a coruja, entre outros.

No Tarot, temos a carta “ A Força”, em que vemos um leão e uma donzela. Nesse contexto, o leão é o símbolo das paixões, dos instintos, da uma força brutal e voraz, representando também a força vital psíquica, a fertilidade e a renovação da vida. Nas narrativas mitológicas o grande feito heróico será dominar o fogo da passionalidade.

Em nossa vida cotidiana, somos afetados pela imagem ou sensação que um animal provoca em nós, seja ele uma ave, um réptil rastejante, um mamífero, um inseto. Quem não se impressiona com a majestade de um grande e imponente felino? Com a maravilha multicolorida das penas de um pavão? Com os olhos e garras afiadas de uma águia em pleno vôo na busca por sua presa? Ou com o balé aquático dos golfinhos, em sua simpatia e inteligência irresistíveis? Fotos e documentários sobre a vida animal são hoje uma atividade econômica em forte expansão pelo planeta afora. Nossas redes sociais estão cheias de fotos de periquitos, gatos e cachorros que divertem nossos olhares e corações.

Os movimentos de preservação da vida animal e da qualidade ambiental crescem como nunca. No microcosmo, nosso instinto de sobrevivência é posto a prova diariamente, com a violência das grandes cidades; o predador pode estar na próxima esquina. No macrocosmo também somos ameaçados. Somos feridos e aviltados quando florestas, sagrados santuários que abrigam inúmeras espécies de vida, tombam ao chão. Somos feridos quando rios antes sinuosos e belos se transformam em desérticos bancos de areia. Quando nossos oceanos não mais podem respirar em função do lixo nele jogado impunemente.

Somos agredidos e atingidos em nossa dignidade quando chegam as notícias que expressam a um só tempo: arrogância, mentira, ganância sem fim, corrupção e o apego doentio ao poder. Ficamos impotentes, temerosos em relação ao futuro. Sim, nossa indignação é ampla e generalizada.

No entanto, é importante ressaltar que ela é também decorrente de uma CONSCIENCIA cada vez mais profunda e irreversível em relação ao mundo em que vivemos, pois existe uma percepção muito mais clara de que tudo está interligado.Esse movimento interno e externo está “constelado” na psique coletiva, no Inconsciente coletivo, e exatamente por isso, exprime tão intensamente aquilo que vive e pulsa em todos nós.

A Psicologia Analítica nos permite contemplar esse rico simbolismo do mundo animal a partir de um olhar de inclusão e de totalidade. Somos a somatória de sombra e luz, de instinto e reflexão.

(*)“ Deste modo, a relação do homem com o mundo animal é um reflexo da relação entre sua consciência e seus instintos..

“ A passagem de uma atitude predatória para uma visão conservacionista coincide com a pergunta: qual o lugar dos animais na vida humana e planetária? A figura do caçador, antes valorizada, hoje vem sendo condenada. Deixou de ser sinal de poder e prestígio ter troféus de caça e roupas de pele. Essa mudança pode estar levando a uma harmonização entre os mundo animal e humano, oposta à necessidade anterior de destruir o animal como forma de repressão ao instinto. Uma postura de humildade e respeito diante dos animais passou a ser essencial para a própria sobrevivência do nosso planeta”.

O outro, diferente de mim, porque animal, é igual a mim. Como eu, ele necessita de alimento, segurança, amor, para então crescer e procriar.

Cecil não era só um leão, era o símbolo vivo daquela reserva natural que por sua vez tão bem representa a força selvagem e a beleza do continente africano. Sim, somos feridos em nossa dignidade e arbítrio quando um símbolo tão significativo se vai de forma tão vergonhosa e covarde.

Cecil, o nosso “ Rei das selvas”, o “Lion King” tão bem documentado pelos estúdios de Walt Disney, tinha sua família e o dever de zelar por ela. Nós, como Cecil também queremos viver uma vida justa e plena. E porque não?

Os animais vivem em nossos “files” mais arcaicos, são e carregam as nossas memórias afetivas, convivem e conviverão conosco até o final dos tempos. Não existe meio ambiente, mas sim ambiente inteiro, disse Leonardo Boff.

Já passou muito da hora de aprendermos a conviver mais pacificamente com nossos irmãos do ar, do céu, do fogo e da água. Flores, árvores, abelhas, gatos, borboletas, conchas minhocas, répteis, cristais, pedras, pássaros.... todos vivem e são como nós. Mundo e indivíduo são uma coisa só.

Todas as espécies aqui viventes fazem parte de uma tessitura sagrada, interdependente e interligada. As premissas ecológicas ou ambientais abraçam os mesmos princípios.

Tudo está em profunda e indissolúvel comunhão e conexão.

Cecil, nos dê o seu perdão.



(*) Texto do livro: Os animais e a psique

Autoras: Denise G. Ramos, M. do Carmo De Biase, M. Helena M. Balthazar, M Luiza Piva Rodrigues, Neusa M Lopes Sauaia, Roseli R. Sayegh, Stella M. T Cerquinho Malta.


Summus Editorial, SP.



JUNG: SEU ESPÍRITO PERMANECE VIVO

                                                                    
JUNG, sempre atual!

 Em 2015 comemoramos 140 anos da data de seu nascimento, 26 de julho de 1875.

" Nossa vida compara-se à trajetória do sol. De manhã o sol vai adquirindo cada vez mais força até atingir o brilho e o calor do apogeu do meio dia. Depois vem a enantiodromia.(*) Seu avançar constante não significa mais aumento e sim diminuição de força.
 Sendo assim, nosso papel junto ao jovem difere do que exercemos junto a uma pessoa mais amadurecida. No que se refere ao primeiro, basta afastar todos os obstáculos que dificultam sua expansão e ascensão. Quanto à última, porem, temos que incentivar tudo quanto sustente sua descida.
 Um jovem inexperiente pode pensar que os velhos podem ser abandonados, pois já não prestam para nada, uma vez que sua vida ficou para trás e só servem como escoras petrificadas do passado...

 O entardecer da vida humana é tão cheio de significação quanto o período da manhã. Só diferem quanto ao sentido e intenção.
 O homem tem dois tipos de objetivos. O primeiro é o objetivo natural, a procriação à proteção da prole; para tanto é necessário ganhar dinheiro e posição social. Alcançado esse objetivo, começa a outra fase: o do objetivo cultural. Para atingir primeiro objetivo, a natureza ajuda; e além dela a educação. Para o segundo objetivo, contamos com pouca ou nenhuma ajuda. Freqüentemente reina um falso orgulho que nos faz acreditar que o velho tem que ser como o moço, ou, pelo menos, fingir que o é, apesar de no íntimo não estar convencido disso.
 É por isso que a passagem da fase natural para a fase cultural é tão tremendamente difícil e amarga para tanta gente; agarram-se às ilusões da juventude ou a seus filhos para assim salvar um resquício de juventude.
Pode-se notar isso principalmente nas mães que põem nos filhos o único sentido da vida e acreditam cair num abismo sem fundo se tiverem que renunciar a eles. Não é de admirar que muitas neuroses graves se manifestem no início do outono da vida. É uma espécie de segunda puberdade ou segundo período de "impetuosidade" não raro acompanhado de todos os tumultos da paixão.
Mas as antigas receitas não servem mais para resolver os problemas que se colocam nesta idade. Tal relógio não permite girar os ponteiros para trás.

 O que a juventude encontrou e precisa encontrar fora, o homem no entardecer da vida tem que encontrar dentro de si".

 Do livro: Psicologia do Inconsciente. Carl Gustav Jung Parágrafos 114 e 115 Editora Vozes

 (*) Enantiodromia: "O velho Heráclito, que era realmente um grande sábio, descobriu a mais fantástica de todas as leis da psicologia: a função reguladora dos contrários. Deu-lhe o nome de enantiodromia ( correr em direção contrária) advertindo que um dia tudo reverte em seu contrário". Ou seja, é uma inversão da direção da libido do homem, bastante comum na fase mais madura da vida.

SE DESEJA RECEBER NOVIDADES A RESPEITO DESTES TEMAS INSCREVA-SE AQUI BLOG, LOGO SABERÁ!

                                  


    " A tarefa do herói consiste em combater o dragão da inércia a fim de destravar e liberar o fluxo da vida para o corpo do mundo, na direção de um lugar onde a vida secou, tornando-se uma vida estéril. Se recusamos o chamado para viver nossas próprias vidas, ficamos deprimidos sem vitalidade.
 O Sol simboliza a potência criativa; seus raios põem fogo no mundo, iluminam a escuridão primordial, espírito penetrando na matéria, tudo vai ganhando vida. O Sol nos liga com a força vital e bruta que existe em nós, oferecendo um canal para a sua manifestação um princípio universal superior que nos livra da dominação da natureza, liberta-nos das garras da vida instintiva.Assim, tornamo-nos recipientes para o poder fálico do Sol.
 O deus egípcio Atum penetra em sua criação, e o Faraó é chamado de o “ Sol vivo”, o filho de Deus pelo qual o reino da eternidade penetra no tempo .
 A meta da jornada do herói é nada menos do que a descoberta da imortalidade, que o alquimistas chamavam de “ Pedra Filosofal” ou “Lápis” a transformação do chumbo em ouro, o encontro do deus interior, de nosso centro criativo, do Self. ... Isso leva à descoberta de um novo centro psíquico, o Self de Jung, nossa verdadeira fonte, “como se um rio que tivesse ficado completamente poluído, alimentado por afluentes enlameados, encontrasse de súbito seu caminho de volta ao seu leito apropriado”.

Sermos indivíduos e vivermos nossas próprias vidas, no sentido do destino que nos foi confiado, significa superarmos conceitos infantis de onipotência, preferências pessoais, mágoas, ilusões acerca do bem e do mal, interesses do ego, compreendendo e aceitando a lei cósmica impessoal, desfrutando aqueles momentos em que vemos as coisas como realmente são, em vez de vermos como gostaríamos que fossem.

 A posição do Sol no mapa natal mostra a área em que precisamos lutar com nossa existência mais predestinada, combater o dragão, o que significa desenvolver a nossa vontade e encontrar significado e propósito na vida. ...Esse é o processo de individuação de Jung, a descoberta do Self, e o Sol é o seu veículo. O Sol não é uma meta em si, nem uma garantia de que a meta será cumprida. É o centro da consciência, não da psique como um todo e abrange a vontade pessoal condicionada pelos desejos, apegos e considerações pessoais ou seja, nosso orgulho solar. Nas palavras de Joyce Cary. ‘ a vontade nunca é livre – está sempre ligada a um objetivo, um propósito”.
 Portando, deve ser transcendida para podermos atingir uma situação de não-apego e de liberdade psíquica, além da dualidade e do interesse pessoal. Em muitas histórias do Herói, este não consegue dar esse passo, é incapaz de abrir mão de seu orgulho solar, sendo punido por isso".

 Do livro: Imagens da psique
 Christine Valentine
 Editora Siciliano, SP.

“ O herói adentra o limiar da floresta sombria, onde ninguém ousava atravessar, ele enfrenta toda sorte de desafios simplesmente por casa de um impulso, um chamado interior para resolver algum problema pelo qual a comunidade está passando.O impulso do herói, e que deve ser o impulso de cada um de nós, não é a auto-gratificação, mas o serviço ao outro. Pergunta: o que no fundo, deixa de ser um sacrifício, pois ele está seguindo o seu próprio chamado interior, a sua própria bem-aventurança, não é? Isso mesmo, Você abraça a situação de bom grado, pois o impulso de ajudar o outro é algo que brota de sua essência mais verdadeira. E você também aprende a abraçar a incerteza diante do mistério a da existência. Joseph Campbell falava muito sobre o fato de que, na vida, estamos sempre em queda livre em direção ao futuro. Ninguém sabe o que virá pela frente. E a grande questão é esta: você pode enxergar essa situação como sendo uma coisa horrível, berrando desesperado enquanto cai em queda livre; ou pode acolher a situação de forma serena, como se usando uma asa-delta na descida e dizer: “ Ok, tudo bem”. Todo o quadro muda de figura, se, com consciência, você acolhe a incerteza diante da vida.

 Quando isso acontece você não precisa se apegar a nenhuma certeza pois você passa a não se identificar com a lâmpada que queima, e sim com a luz que flui através da lâmpada. Todas as tradições falam sobre essa mudança de perspectiva. É uma mudança que não altera em nada a circunstancia em si, mas transforma o modo como você opta por participar na vida. Afinal, o que você quer: o sofrimento do mundo ou a participação jubilosa nos sofrimentos do mundo? A opção é sua".
Robert Walter

 Do livro: Palavras de poder
 Lauro Henriques Jr
 Editora Leya

SE QUISER RECEBER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE OS TEMAS RELACIONADOS À MITOLOGIA, PSICOLOGIA ANALÍTICA, SONHOS, SIMBOLOGIA E OUTROS, INSCREVA-SE AQUI NO BLOG. LOGO ENVIAREMOS MAIS NOVIDADES!


Na linguagem simbólica da Astrologia os signos zodiacais são a expressão de energias antagônicas que expressam o equilíbrio das leis universais. Temos doze signos que são também seis eixos de energias antagônicas e complementares.

 A natureza de Plutão opera sempre em termos de opostos, podendo ser destrutiva e cruel, mas também criativa e regeneradora. Símbolo arquetípico das grandes transformações, Plutão é o grande cronometrista da consciência coletiva, desencadeando revoluções sociais, políticas, econômicas e culturais. Grandes fatos históricos podem ser compreendidos à luz de seu poder altamente concentrado, que dissolve estruturas esclerosadas e promove a renovação da vida trevas e dos mortos Quando foi descoberto, o planeta Plutão recebeu um dos epítetos atribuídos a uma importante divindade greco-romana, o deus Hades.

MITO                                                                                         Plutão e Perséfone no Hades, sua moradia dos mundos subterrãneos

 Hades era filho de Crono e de Réia, irmão de Zeus e de Poseidon. Raptou Perséfone, filha de Demeter e Zeus, e casou-se com ela. Acredita-se que durante a titanomaquia recebeu dos cíclopes um capuz ou capacete que tornava o seu portador invisível. Na partilha que se seguiu à luta, coube-lhe o controle do mundo subterrâneo e dos mortos. Seu nome era usado para designar tanto a divindade quanto os seus próprios domínios. Hades ou Plutão era insensível às preces e sacrifícios. No panteão olímpico Hades era uma divindade misteriosa e temida; Plutão para os romanos significava "riqueza"; seus domínios eram essencialmente ctônicos, e seu poder era representado pela germinação das sementes, assim como pelas cavernas, fendas e grutas. A força e a violência dos vulcões sempre esteve relacionada a essa divindade, e também as riquezas do mundo mineral
. OBS: titanomaquia - guerra entre os Titãs, liderados por Cronos, e os deuses do Olimpo, liderados por Zeus.

Escrevi anos atrás um longo artigo falando da passagem de Plutão através dos signos, o que caracteriza movimentos geracionais, ou sejam de ciclos longos. Lá abordei dimensões histórias, políticas e culturais com a passagem de
 Plutão em Cancer ( 1912- 1939)
Leão ( 1939- 1958)
Virgem ( 1957 - 1971)
Libra ( 1971- 1984)
Escorpião ( 1974 -1995)
Sagitário ( 1995 - 2008)
Capricornio agora ( 2008 - 2024)
 Se quiser ler, acesse o site da Constelar no link ( são duas partes) :




















DOM LAURENCE FREEMAN

...  "Ou seja, o segredo é apenas esse: comece. E seja realista. Alguns começam a meditar e nunca mais param. Mas a maioria das pessoas, eu inclusive, tem vários inícios em série: começa, depois para, incia de novo, para mais uma vez. Até que um dia, algo acontece e pronto, você já está meditando. O importante é manter o foco. Se desisitir, comece de novo. A questão aqui não é a perfeição, mas perseverança. Como disse um amigo rabino: "Deus não espera que sejamos bem sucedidos, mas nós não estamos autorizados a desisitir".

Pergunta: Participar de algum grupo de meditação também ajuda?
 R:" Com certeza. Num grupo, uma pessoa incentiva a outra, cria-se um sentimento de comunhão, de unidade. A amizade espiritual é a chave. E se ainda persistir alguma duvida sobre o quão simples é a meditação, é só fazer um teste: medite com uma criança. As crianças gostam tanto de meditar, praticam com tanta naturalidade, que são elas que acabam nos ensinando como a meditação é algo simples e natural.

A meditação é a mesma para adultos e crianças?
R: " Sim, preicsa-se apenas ensinar as instruções a elas, incluindo o mantra maranatha. Depois é só meditar com elas, duas vezes ao dia, ao acordar e antes de dormir. Recomendamos começar com cinco minutos de meditação, mas um bom parâmetro é meditar um minuto por ano de idade - se a criança tem seis anos, medite por seis minutos, se tem sete, por sete, e assim por diante. Torna-se quase uma forma de brincar para elas. Mais que isso, elas mostram  os benefícios de meditação  muita rapidamente. Tanto que, nos ultimos anos, temos ensinado a meditação para criança em parceria com escolas, e os resultados são impressionantes.

Os professores relatam que, com poucos minutos de meditação no início da aula, o resto da classe se torna muito mais eficiente: é mais fácil de ensinar, as crianças ficam mais gentis umas com as outras, há menos bullyng, menos conflitos. Para se ter uma idéia, a diocese de uma cidade da Australia iniciou um programa de meditação com seis escolas, mas, com os resultados positivos, ele logo foi ampliado para todos os colégios da diocese. Hoje, são quase 12 mil crianças meditando juntas, diariamente. É um modelo tão bem sucedido que está sendo imitado em várias partes do mundo.

Pergunta: em relação às crianças, uma das  " doenças da moda" nos ultimos tempos é o disturbeio de déficit de atenção ( DDA), que muitas vezes, é indiscriminadamente tratado com remédios; isso vale também para jovens e adultos. O que o sr acha disso?
R: " A distração é parte da condição humana, um problema universal que nos acompanha há milenios. Os padres do deserto, como eram chamados os primeiros mongers cristãos, chegava a dizer que a distração é equivalente ao pecado original. é como se tivessemos alguma falha congênita que tornasse dificil para nós prestar atenção. Para o ser humano, sempre foi mais fácil se distrair do que permanecer atento. O problema é que hoje nós aperfeiçoamos a arte da distração, com a saturação imposta pela midia e a tecnologia, com coisas como sites de bate-papo, comunidades virtuais, mensagens instantaneas, celulares, etc. Ou seja, estamos todos cronicamente distraídos. E isso inclui as crianças, que, desde cedo, são expostas a hiperestimulação mental sem precedentes.

A filósofa francesa Simone Weil escreveu um belo ensaio sobre a relação entre a eduação e a oração; basicamente diz isso: " A essência da oração é a atenção". Nesse sentido, tudo o que fizermos em matéria de educação, para desenvolver a atenção, é, de certo modo, espiritualmente orientado, porque enriquece a nossa capapcidade de interiorização, de presença e , ainda, de compaixão - pois ter compaixão é nada mais do que verdadeiramente prestar atenção ao outro. Assim, há toda uma nova atitude que precisamos integrar em nossas vidas, aperfeiçoando a arte da quietude. Feito isso, provavelmente veremos que, muitas vezes, não precisa de remédios. Devemos pelo menos tentar: antes de medicação, a meditação".

Extraído do livro: Palavras de Poder
Autor: Lauto Henriques Jr
Editora : Leya

THE VOICE: SAWYER FREDERICKS É ÚNICO



Tereza Kawall

Sawyer Fredericks é uma surpresa, é único. Fiquei emocionada com a sua vitória.

De forma mais ou menos óbvia, podemos afirmar: é um garoto, de 16 anos, de natureza simples, de origem igualmente simples. Seu talento indiscutível o lançou a um alto patamar artístico, invejável a milhares de jovens da área musical, cantores, iniciantes ou não.
Em meio a uma época em que uma feroz competição produz fenômenos artísticos por vezes bizarros e duvidosos, em todos os sentidos, do mais medíocre ao mais sofisticado, gostemos ou não, tudo torna-se possível.

Sawyer encarna o "não padrão" midiático contemporâneo norte americano. As performances de inúmeros cantores, em todos os gêneros musicais são mais ou menos previsíveis, embalados por coreografias em corpos prá lá de sarados, recursos visuais abundantes. O ritmo aceleradinho das imagens acaba por ganhar o espaço que a meu ver deveria ser destinado a mais música, mais letras e melodias...
( Ok, gosto não se discute, mas esse não é o meu).

Sawyer é único.
Parece ter chegado aqui vindo de outro planeta ou estrela distante.
Na doçura de seu sorriso e no brilho de seu olhar transparece aquilo que só vemos nas crianças pequenas: ingenuidade e pureza.
Sua voz é marcante, límpida e forte.
Sua presença é mágica  e ao mesmo tempo despojada.
Não há  ali qualquer esforço para fazer ou ser algo que não se é.
Toca violão; não dança, não tem trejeitos.
Coloca uma das mãos em cima do seu coração, pois é ali que a coisa toda acontece.
Nunca é demais lembrar que vocação quer dizer: o chamado do coração...
Emana um magnetismo indiscutível, difícil de se definir em palavras, uma jóia rara.

Sawyer faz aquilo para o qual está destinado a fazer: cantar para a alma.
Meus olhos e ouvidos cansados e impregnados de estímulos maçantes e midiáticos 
agora estão alegres!

Sawyer, sua voz canta, sua aura encanta!

INDIVIDUAÇÃO E O SELF



Marie-Louise von Franz

" O que Jung denominou " processo de individuação" é, do mesmo modo, uma experiência que não se restringe de maneira alguma ao contexto da terapia junguiana. Esse caminho para a maturidade é seguido naturalmente por muitas pessoas, sozinhas ou na dependência de algum valor espiritual tradicional. O terapeuta, ao tratar desse tipo de paciente, funciona apenas como uma parteira no nascimento de um processo de crescimento e de tomada de consciência, na direção do qual a própria natureza parece estar labutando por seguir.

" Na realidade (...) a individuação é uma expressão desse processo biológico - simples ou complicado, conforme o caso - por meio do qual toda coisa viva se torna o que está destinada a ser desde o começo. O alvo da individuação, tal como o retratam as imagens do inconsciente, representa uma espécie de ponto médio  ou de centro em que o valor supremo e a maior intensidade de vida se acham concentrados. Não o podemos distinguir das imagens do valor supremo das várias religiões.

Aparece no processo de individuação com a mesma naturalidade com que se manifesta nas religiões, no mundo cristão, por exemplo como um "castelo interior" (Teresa de Ávila), uma cidade  ou jardim de quatro lados, como um scintilla animae, como a imago Dei que há na alma, como o " círculo cuja periferia não está em lugar nenhum e cujo centro está em toda parte", como um cristal, uma pedra, uma árvore, um recipiente ou uma ordem cósmica - ou mais uma vez, nas religiões orientais, como uma flor de ouro de quatro pétalas, como a luz, como um " vazio" cheio de significado.

A experiencia dessa extremidade mais elevada, ou centro, traz ao indivíduo um senso de significado e de realização, na presença do qual ele pode aceitar a si mesmo e encontrar um caminho intermediário entre os opostos presentes na sua natureza interior.

... A experiencia do Self  traz a sensação de pisar num solo firme no interior de si mesmo, num terreno de eternidade interior que nem a morte física pode tocar".

Do livro: C G Jung - seu mito em nossa época
Editora Cultrix, 1992

BRASIL: UM NOVO CICLO VEM CHEGANDO



( Artigo escrito em setembro de 2014, pós Copa do Mundo e antes das eleições presidenciais)

VISLUMBRE DE 2015

Tereza Kawall

 Toda nossa existência é pautada e compreendida através dos ciclos. Sejam eles determinados pelos dias da semana, do mês, dos anos ou pelos ciclos das estações. A infância, a juventude, a maturidade, a velhice e a morte. Nada escapa, inexoravelmente, à passagem do tempo, vale dizer, tudo tem um início, meio e fim. Eventos relevantes em nosso dia a dia parecem estar indicando que nosso país está vivendo um final de um ciclo.
 Terminamos o ano de 2014 com a economia combalida, inflação em alta, índices negativos em áreas cruciais para a população, como a segurança, educação e saúde pública. As manifestações e protestos generalizados, ocorridos em todo o território nacional em 2013 são o espelho da profunda insatisfação da sociedade com os nossos governantes.
E estes, ao que parece, ainda não acordaram para essa outra realidade, embalados por regalias, dinheiro e poder sem limites que seus cargos lhes proporcionam.

 Nosso desempenho sofrível na Copa do Mundo jogou por terra a velha máxima de que: “ somos o país do futebol”, e com ela boa parte da nossa auto estima. Uma grande interrogação está suspensa no ar. Afinal, que país queremos ser? O Brasil, sempre apontado como o país do futuro precisa, com máxima urgência ser ou tornar-se o “ país do presente”, e, para tal, avançar, com mais ousadia e muito mais responsabilidade em direção das mudanças que tanto desejamos.

 Criticar não basta. Cada um de nós, saindo da zona de conforto e da inércia pode dar alguma contribuição significativa. Crises são oportunidades de crescimento, tempos de tomada de decisão. A sociedade civil pode e deve se apropriar de seu próprio poder, e este não mais poderá ficar só na mão de políticos. Todos já sabem que a retomada do crescimento no próximo ano não será nada fácil, independentemente dos resultados eleitorais em 2014.

 Mas essa crise será também a oportunidade para que cada um assuma responsabilidades e compromissos efetivos em nome de seus interesses e da sociedade. A cidadania se constrói com a participação de cada indivíduo.

 Em 2015 há a promessa de um ciclo de mais consciência da população em relação aos direitos e deveres, de uma de expansão lenta da economia, e o fortalecimento das instituições deve seguir esse mesmo ritmo.

Do ponto de vista astrológico, teremos dois ciclos bastante significativos que acontecem sobre o ( grau) 14º do signo de Virgem, onde está localizado o Sol do mapa natal do Brasil ( 17 de setembro de 1822). Plutão em Capricornio e Jupiter em Virgem fazem ângulos positivos com essa posição, (um trígono e uma conjunção, respectivamente),manifestando a possibilidade desta transformação por parte de todos. Jupiter inicia a partir de outubro deste ano, um novo ciclo de doze anos, representando uma fase de expansão e crescimento e otimismo, com a busca pela legitimação de valores sociais, como a justiça e a igualdade.

 A exuberância da natureza em nosso país em muito se assemelha a um lindo e perfeito jardim. Imaginemos que a confiança será a “ água da vida”, que gradualmente, ao irrigar a terra, estará propiciando um novo ciclo de novas semeaduras. Assim esperamos, que 2015 faça florescer e frutificar uma nova identidade, com mais justiça e credibilidade para o nosso amado país.

Almanaque do pensamento para 2015
Editora Pensamento

EMOÇÕES


Texto de Carl Gustav Jung


" A provocação do conflito é uma virtude luciferina, no sentido próprio da palavra. O conflito gera o fogo dos afetos e emoções e como todo fogo, este também tem dois aspectos, ou seja, o da convulsão e o da geração da luz.

A emoção é por um lado o fogo alquímico, cujo calor traz tudo à existência e queima todo o supérfluo (omnes superfluitates comburit).

Por outro lado a emoção é aquele momento em que o aço ao golpear a pedra produz uma faísca: emoção é a fonte principal de toda tomada de consciência.

Não há transformação de escuridão em luz, nem de inércia em movimento sem emoção".


Do livro " Os arquétipos e o inconsciente coletivo parágrafo 179
Editora Vozes