CONFIANÇA E MUDANÇAS


LOUISE HAY

" Na infinidade de vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo, no entanto, a vida está sempre mudando. Não existe começo nem fim, somente um constante ciclar e reciclar de substancia e experiências.
A vida nunca está emperrada, estática ou rançosa, pois cada momento é sempre novo e fresco.
Eu sou uno com o Poder que me criou, e esse Poder me deu o poder de criar minhas próprias circunstancias.
Regozijo-me no conhecimento de que tenho o poder de minha própria mente para usar de qualquer forma que eu escolher. Cada momento da vida é um novo ponto de começo à medida que nos afastamos   do
velho. Esse momento é um novo ponto de começo para mim bem aqui e agora mesmo. Tudo está bem no meu mundo".

" Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo. Estou sempre Divinamente protegido
 e guiado. É seguro para mim olhar para o meu interior. É seguro para mim olhar para o passado. É seguro para mim alargar a minha visão da vida. Sou muito mais do que minha personalidade - passada, presente ou futura. Agora escolho me elevar acima de meus problemas de personalidade para reconhecer a magnificência do meu ser. Estou totalmente disposta a aprender a me amar. Tudo está bem no meu mundo"


" Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo. Acredito num poder muito maior do que eu que flui através de mim cada momento de cada dia. Abro-me à sabedoria interior, sabendo que existe apenas Uma Inteligência neste Universo. Desta Inteligência vêm todas as respostas, todas as soluções, todas as curas, todas as novas criações criações. Confio neste Poder e Inteligência, sabendo que seja o que for que eu precise saber é revelado a mim, e que seja o que for que eu precise vem a mim na hora, no espaço e na sequência certos. Tudo está bem no meu mundo".

Escrito por Louise Hay

Do livro: " Você pode curar sua vida", Editora Best Seller

FELICIDADE E HUMILDADE




Texto de Mathhieu Ricard

Quantas vezes durante o dia sentimos dor porque somos feridos no nosso orgulho? O orgulho, que é a exacerbação da importancia de si mesmo, consite em ficar apaixonado pelas poucas qualidades que possuimos e em imaginar que possuimos aquilo que nos falta. ele atrapalha todo progresso pessoal´, porque para aprender devemos primeiro acreditar que não sabemos. Diz o adágio tibetano: " A água das boas qualidades não se acumulam no topo do rochedo do orgulho".

A humildade é um valor esquecido no mundo contemporâneo. A nossa obssessão com a imagem que temos que projetar de nós mesmos é tão forte, que paramos de questionar a validade das aparencias e passamos a buscar incessantemente uma aprência melhor.
Que imagem de nós mesmos devemos projetar? Sabemos que os políticos e as estrelas de cinema têm " consultores de comunicação", cujo trabalho é forjar-les uma imagem favorável para o grande público, chegando às vezes a ensinar-lhes como sorrir!!
Pouco importa se essa imagem é o oposto do que eles verdadeiramente são, desde que ela os faça elogiados, reconhecidos, admirados, adulados.
Os jornais dedicam cada vez mais espaço às colunas sociais, sobre " aspessoas que são notícia" publicando as suas avaliaçãoes sobre quem está na moda e quem não está. Diante disso, que lugar resta para a humildade , um valor tão raro que poderia ser relegado ao museu das virtudes obsoletas?

O conceito de  humildade é muitas vezes associado ao desprezo por si mesmo, à falta de confiança nas próprias capacidades, à depressão, ligada a um sentimento de impotência e até um complexo de inferioridade, um sentimento de menos-valia ou de não se digno. Isso é subestimar consideravelmente os benefícios da humildade, pois se a suficiência é privilégio do estúpido, a humildade é a virtude fecunda daquele que sabe o quanto ainda tem que aprender e a extensão do caminho a ser percorrido.
Diz S. Kirpal Singh: " A verdadeira humildade consiste em ser livre de toda consci^}encia do eu, o que implica ser livre da própria consciência da humildade. O homem de fato humilde ignora a sua humildade" Na ausencia dp sentimento de ser o centro do universo, ele está aberto para os outros e se situa na perspectiva justa da interdependência.

No plano coletivo, o orgulho se espressa na convicção de ser superior aos outros como nação, povo ou raça, ou ser o guardião dos verdadeiros valores da civilização, e na necessidade de impor esse " modelo dominante às pessoas ou  povos "ignorantes" através de todos os meios que estejam ao seu alcance.
Essa atitude muitas vezes é tomada como pretexto para " desenvolver" os recursos de países subdesenvolvidos.
Os conquistadores e seu clero queimaram sem hesitar as imensas bibliotecas maias e astecas do México, das quais não sobreviveram mais do que uma dúzia de volumes. Os manuais escolares e os meios de comunicação chineses ainda se aprazem em descrever os tibetanos como bárbaros retrógrados e o Dalai Lama como um monstro que , se, ainda estivesse no Tibete, se alimentaria de cérebros de rescém-nascidos, usando suas peles como tapete em seu quarto!!

Foi o orgulho, acima de tudo, que fez com que os chineses ignorassem os milhares de volumes de filosofia abrigados nos monastérios budistas antes de demolir seis mil destes centros de aprendizagem.
De que maneira a humildade constitui um ingrediente de felicidade?
Os arrogantes e nercisistas se alimentam de fantasmas e ilusões que entram continuamente em cinflito com a realidade. As desilusões inevitáveis que decorrem disso podem levar ódio de nós mesmos ( quando percebemos que não conseguimos estar a altura das nossas expectativas) ou a um sentimento de vazio interior.
Com uma sabedoria em que não há lugar para as fanfarrices do eu, a humildade evita esses tormentos inúteis. Diferentemente da afetação, que tem necessidade de ser reconhecida para sobreviver, a humildade está ligada a uma grande liberdade interior.

O humildade não tem nada a perder e nada a ganhar. Se recebe um elogio, sente que é sua humildade, e não ele próprio, que está sendo louvado. Se é criticado, considera que trazer as suas falhas à luz do dia é o melhor serviço que alguem poderia lhe prestar.
A humildadde é também uma atitude em essência voltada para os outros e para o em-estar deles. Estudos de psicologia sicial mostraram que as pessoas que suprrvalorizam a si mesmas apresentam tendência para a agressividade superior à média. Esses estudos também colovaram em evidência uma ligação entre a humildade e a faculdade de perdoar.
Paradoxalmente, a humildade favorece a força do caráter: a pessoa humilde toma decisões tendo por base aquilo que considera certo, justo, sem se inquietar com a sua própria imagem ou opinião dos outros.Essa determinação nada tem a ver com obstinação ou teimosia, surgindo da percepção lúcida de um objetivo significativo. É inútil tentar convencer o lenhador que conhece a floresta a tomar o caminho que leva ao precipício.
A humildade é uma qualidade sempre encontrada no sábio: podemos compara-la a uma árvore cujos galhos, carregados de frutos, se curvam para o chão. Já o homem cheio de vaidade se parece mais com uma árvore nua, cujos galhos apontam com orgulho para cima.

Testemunhar o reencontro de dois mestres espirituais é, do mesmo modo, uma fonte inesgotável de inspiração. Deiferentemente das personalidades embuídas de si, que fazem tudo para ocupar o lugar de honra, os mestres " rivalizam" na humildade.
Emocionei-me ao presenciar o encontro entre o Dalai Lama e Dilgo Khyntse Rimpoche: ambos se prostraram um diante do outro, ao mesmo tempo, tocando as cabeças quando estavam próximos ao solo. Dilgo K Rimpoche já estava bem idoso e sua Santidade, mais ágil, inclinou-se tres vezes diante de Dilgo Khyentse antes que esse tivesse tempo de se levantar da sua primeira prostração. E o Dalai Lama, com isso, rompeu em gargalhadas.

Do livro: FELICIDADE: A prática do bem-estar
Editora Palas Athena, SP, 2007.