ESPIRITUALIDADE E RELIGIÃO


Por Frei Betto

Espiritualidade e religião se complementam mas não se confundem. A espiritualidade existe desde que o ser humano irrompeu na natureza, há mais de 200 mil anos. As religiões são recentes, não ultrapassam oito mil anos de existência.

A religião é a institucionalização da espiritualidade, assim como a família é do amor. Há relações amorosas sem constituir família. Do mesmo modo, há quem cultive sua espiritualidade sem se identificar com uma religião. Há inclusive espiritualidade institucionalizada sem ser religião, como é o caso do budismo, uma filosofia de vida.

As religiões, em princípio, deveriam ser fonte e expressão de espiritualidades. Nem sempre isso ocorre. Em geral, a religião se apresenta como um catálogo de regras, crenças e proibições, enquanto a espiritualidade é livre e criativa. Na religião, predomina a voz exterior, da autoridade religiosa. Na espiritualidade, a voz interior, o “toque” divino.

A religião é uma instituição; a espiritualidade, uma vivência. Na religião há disputa de poder, hierarquia, excomunhões e acusações de heresia. Na espiritualidade predominam a disposição de serviço, a tolerância para com a crença (ou a descrença) alheia, a sabedoria de não transformar o diferente em divergente.

A religião culpabiliza; a espiritualidade induz a aprender com o erro. A religião ameaça; a espiritualidade encoraja. A religiãoreforça o medo; a espiritualidade, a confiança. A religião traz respostas; a espiritualidade suscita perguntas. As religiões sãocausas de divisões e guerras; as espiritualidades, de aproximação e respeito.


Na religião se crê; na espiritualidade se vivencia. A religião nutre o ego, pois uma se considera melhor que a outra. A espiritualidade transcende o ego e valoriza todas as religiões que promovem a vida e o bem.A religião provoca devoção; a espiritualidade, meditação. A religião promete a vida eterna; a espiritualidade a antecipa. Na religião,
Deus, por vezes, é apenas um conceito; na espiritualidade, uma experiência inefável.

Há fiéis que fazem de sua religião um fim e se dedicam de corpo e alma a ela. Ora, toda religião, como sugere a etimologia da palavra (religare), é um meio para amar o próximo, a natureza e a Deus. Uma religião que não suscita amorosidade, compaixão, cuidado do meio ambiente e alegria, serve para ser lançada ao fogo. É como flor de plástico, linda, mas sem vida.

Há que tomar cuidado para não jogar fora a criança com a água da bacia. O desafio é reduzir a distância entre religião e
espiritualidade, e precaver-se para não abraçar uma religião vazia de espiritualidade nem uma espiritualidade solipsista, indiferente às religiões.

Há que fazer das religiões fontes de espiritualidade, de prática do amor e da justiça, de compaixão e serviço. Jesus é o exemplo de quem rompe com a religião esclerosada de seu tempo, e vivencia e anuncia uma nova espiritualidade, alimentada na vida comunitária, centrada na atitude amorosa, na intimidade com Deus, na justiça aos pobres, no perdão. Dessa espiritualidade resultou o cristianismo.


Há teólogos que defendem que o cristianismo deveria ser um movimento de seguidores de Jesus, e não uma religião tão hierarquizada e cuja estrutura de poder suga parte considerável de sua energia espiritual.


O fiel que pratica todos os ritos de sua religião, acata os mandamentos e paga o dízimo e, no entanto, é intolerante com quem nãopensa ou crê como ele, pode ser um ótimo religioso, mas carece de espiritualidade. É como uma família desprovida de amor.

O apóstolo Paulo descreve magistralmente o que é espiritualidade no capítulo 13 da Primeira carta aos Coríntios. E Jesus a exemplifica na parábola do Bom samaritano (Lucas 10, 25-37) e faz uma crítica mordaz à religião em Mateus 23.

A espiritualidade deveria ser a porta de entrada das religiões. Antes de pertencer a uma Igreja ou a uma determinada confissão religiosa, melhor propiciar ao interessado a experiência de Deus, que consiste em se abrir ao Mistério, aprender a orar e meditar, penetrar o sentido dos textos sagrados.

Frei Betto, escritor e filósofo brasileiro.











NÃO ME FALEM MAL DE SATURNO




Texto lindo e elucidativo de Emma Costet de Mascheville

Se a primeira questão que o estudante de Astrologia enfrenta é a do “determinismo” x “livre-arbítrio”, a segunda é o problema do “bem” e do “mal”.

No início, todos tem a preocupação de saber se o planeta regente do mapa que estudam é benéfico ou maléfico, se o signo zodiacal é favorável ou desfavorável. Se procuramos algum benefício no estudo da astrologia, devemos varrer desde o princípio todos estes preconceitos.

Como seria possível que o Criador, na Sua sabedoria, tivesse criado acima e ao redor de nós forças, irradiações, que nos sujeitassem necessariamente ao mal só para depois sermos condenados pelo próprio Omnijusto?

Toda Criação fala do Criador e por isto tudo o que está na natureza expressa a Sua sabedoria. Nossa incapacidade de compreender as leis divinas da natureza, nossa luta contra a Sua sabedoria, causam o nosso sofrimento- e não os planetas e signos zodiacais. Todos eles produzem em nós energias, vibrações, que alimentam diversas qualidades e virtudes.

Tomemos, por exemplo, Marte e Saturno, os mais difamados. Marte é, parcialmente considerado um planeta mais evoluído que a Terra. Se é mais evoluído do que nós, porque sua vibração sobre nós será de violência e ódio?

Analisando a dosagem de energia, de coragem e força de vontade segundo a posição do planeta Marte, veremos que de fato tais qualidades são graduadas segundo a intensidade da influência de Marte. Mas, se o homem usa essa energia recebida, doada, para finalidades de egoísmo e egocentrismo, provocando lutas, guerras, violências, ou não controlando as energias, deturpando-a entre as paixões, quem é o culpado: Marte ou o homem?

Não recebeu o homem, com a fagulha divina da vida, a consciência? Não se aplicam o direito e o dever de dominar a natureza não somente ao usufruto da natureza abaixo de nós, mas também às energias dentro de nós?

Em épocas de guerra, notaram-se as influências negativas de Marte. Quer dizer: a humanidade não conseguiu sintonizar a influência de Marte, e na incapacidade de receber e analisar o estímulo que vem do Alto e volta ao Alto, expressou mediante a agressividade desencadeada sua falta de domínio da energia recebida.

Embora possamos, pela marcha dos planetas, calcular quando se processa em nós esta fraqueza humana, não podemos culpar o planeta pela imperfeição da consciência humana. Em agosto de 1956 havia uma aproximação de Marte que brilhava mais do que Vênus nos seus melhores dias. O povo olhava e espalhava boatos sobre o Mau Augúrio desse fenômeno celeste. Nessa ocasião escrevi este artigo:

“Olhemos com confiança as maravilhas do Céu que estão acima de nós e procuremos compreender e controlar as razões da nossa própria imperfeição!

“Também é o que diz Paracelso, quando defende o mais belo dos planetas, que com seu anel brilhante gira majestosamente ao redor do Sol. Todos os que se interessam pela astronomia procuram dirigir o telescópio para admirar esta beleza sideral, e nós na astrologia o difamamos como se fosse a origem de nossa cruz, nosso peso e obstáculo.

“Será possível um planeta irradiar, ao mesmo tempo, vibrações completamente opostas, criando em uns a reação de fé, confiança, fidelidade, sinceridade e segurança e em seu vizinho o ceticismo, a desconfiança, a frieza de sentimentos e o pessimismo? O problema das reações provocadas pelas vibrações externas não está na maldade do planeta que irradia, mas na capacidade de sintonização do homem que recebe.

“ É isso o que diz Paracelso ao declarar: Não é o Saturno acima de nós, mas o Saturno dentro de nós que nos atormenta. Com “Saturno dentro de nós”, ele quer dizer a nossa falta de fé a nossa inexperiência, a nossa desconfiança.

“Na realidade a vibração de Saturno desperta em nós a capacidade de fazer uso daquilo que conquistamos pelos nossos proprios esforços, ou pelo dos nossos antepassados; a capacidade de aprofundar e experimentar, de lembrar: é a Sabedoria que podemos alcançar através da experiência.

“Há temperamentos que, do passado, lembram somente as alegrias. E há estados de alma em que enxergamos, em todo o passado que vivemos, a marca de uma finalidade, a prova de que toda a cruz que nos foi imposta teve como finalidade nosso progresso e evolução. A prova de que “não cai um cabelo de nossa cabeça sem a vontade do Pai”.

“Nesse caso a vibração de Saturno desenvolve-se em fé, em confiança, em fidelidade, em senso de dever e responsabilidade. E a cruz se torna mais leve.”

“Há os temperamentos e os estados de alma onde, do passsado, rememoramos o que foi difícil, e achamos que não foi merecido. Em resultado enfrentamos as situações do presente com medo, com desconfiança, com angústia, com depressão, pessimismo, falta de fé. E a mesma cruz se torna pesada.”

“A olho nu, com a nossa visão humana, podemos somente enxergar sete corpos celestes no nosso sistema solar. Saturno é o último deles, a última etapa da escala planetária visível. Depois dele existe a escala dos planetas invisíveis, que começa com Urano; esta escala torna-se mais visível para nós somente através dos aparatos da ciência.”

“Saturno é o planeta que desperta em nós as provas que, na escala da evolução, nos conduzem do visível ao invisível. Ele é o mestre escola que precisamos enfrentar para passar do primário ao secundário.”

“Quem raciocinou, quem se aprofundou, quem passou as provas do passado, enfrenta seu examinador com amor e alegria; ele ama seu examinador. Quem não soube alcançar em seu coração a fé e a confiança, sente angústia, sente medo na presença do mestre-escola. Se, nas vibrações negativas de Saturno ainda sentimos desconfiança, pessimismo, angústia, remorso, dores, é sinal de que nossa fé ainda é fraca, ou de que ainda há algo a redimir.”

“Tomemos os anéis como símbolo de um mundo separado em dois: concreto-abstrato, visível-invisível, ciência e fé. Para passar de uma parte a outra é necessário rodear-se dessa faixa luminosa da fé que resulta do saber, é necessário aproveitar-se das experiências do passado.”

Saturno é o grande contabilista do passado, que cria a base do futuro. Que, da fé na experiencia e da dor visível conduz à fé no invisível.
Se tu não sentes ainda a sabedoria e a confiança que resultam da fé, se não possuis ainda a faixa luminosa de Saturno, a culpa não é dele.”


Enviado pela querida amiga e astróloga MArylou Simonsen.





SER FELIZ



SER FELIZ


Por Augusto Cury

Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.


Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.


Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus cada manhã pelo milagre da vida.


Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.


Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar “ eu errei”.

É ter ousadia para dizer “me perdoe”.

É ter sensibilidade para expressar “ eu preciso de você”.

É ter capacidade de dizer “ eu te amo”.



Do livro:Dez Leis para ser feliz

Autor: Augusto Cury

Editora Sextante. RJ.

INDIVIDUAÇÃO



Individuação, o caminho para o centro


Para Von Franz, a individuação não é um fenômeno que se restringe à terapia junguiana. Trata-se, antes de mais nada, de um caminho natural para a maturidade.Este pode ser conseguido tanto solitária quanto coletivamente, por exemplo, dentro de uma tradição espiritual. O papel do terapeuta nesse processo se assemelharia ao de uma “ parteira”, que auxiliaria na iluminação ( conscientização) do que a natureza e a cultura ofereceram ao indivíduo.

Se biologicamente todo ser vivo tem um potencial ( como o genético) para tornar-se o que está destinado a ser, a individuação pode ser considerada uma expressão psíquica desse processo biológico.

Para Perry, um dos grandes feitos de Jung foi considerar o movimento para o crescimento e inteireza psíquica um impulso instintivo. Com isso, pode-se depreender do processo de individuação que:



a) é algo natural a todas as pessoas
b) manifesta-se espontaneamente
c) não é comandado pelo Ego, mas por forças arquetípicas do inconsciente.

Perry refere-se ao processo de individuação como uma contínua realização das potencialidades da pessoa, um movimento arquetípico que caminha:

“(...) em direção à realização dos padrões básicos do indivíduo, lutando em direção à inteireza, à totalidade e à diferenciação das potencialidades específicas naturalmente destinadas a formar aquela personalidade particular. O inconsciente é a matriz da qual essas várias qualidades emergem, passo a passo, em direção a diferenciação em consciência....”

Segundo o autor, os conteúdos do inconsciente se aproximam da consciência, sob a forma simbólica, até que o Ego aprenda a entendê-los e incorporá-los, O padrão para a inteireza da personalidade residiria nessa matriz inconsciente e seria ativado pelas experiências da pessoa. A individuação não se daria por uma simples vontade. Nem por um ideal egóico ou pela educação, pois trata-se de “ um anseio dinâmico, carregado de afeto, que emana do centro do indivíduo e se apresenta à consciência como símbolos arquetípicos”.

A psicologia analítica atribui tanta importância aos símbolos justamente por acreditar que eles nos darão as pistas do que está contido na matriz inconsciente. Ao longo da análise, o indivíduo vai se tornando apto a compreender o que dizem os seus sonhos e a utilizar técnicas expressivas para as suas fantasias, como, por exemplo, os desenhos. Estas técnicas auxiliam a leitura do que é permanentemente comunicado pelo arquétipo central.

O alvo da individuação , como referido no capítulo anterior, é esse ponto central, que expressa a totalidade psíquica. As mandalas são imagens que retratam tanto o Self como o seu centro.

Esse centro da personalidade funciona como uma fonte de energia que se manifesta no sentido de realizar-se, tornar-se o que realmente é.

Adler nos lembra que o Self nunca sra uma posse, uma conquista final do indivíduo. Ou seja, jamais a consciência vai se apossar da parte arquetípica que carregamos. Para a psicologia analítica, por mais que o indivíduo anseie, nunca viverá na totalidade. Podem-se manter contatos mais duradouros com o arquétipo central, mas em seguida haverá uma inevitável afastamento. No entanto, é graças a esse movimento de aproximação que o sujeito pode manter, na realidade cotidiana, o conhecimento adquirido com o centro da psique. Essa mesma visão é aplicada às técnicas de meditação. Ao recomendar a prática regular, visam um acréscimo progressivo de consciência e advindo do mergulho repetido em direção à totalidade do ser”.


Do livro: O Tao e a Psicologia
Autor: Pulo V. Bloise
Editora Angra, SP.

SUCESSO

"Visualizações ou afirmações de sucesso fortalecem a mente subconsciente que, por sua vez, estimula a mente consciente. No entanto, a mente consciente ainda precisa concretizar o sucesso e fica condicionada à lei de causa e efeito. Ela não pode mudar nosso karma para nos trazer o sucesso.
Mas quando a mente humana consegue fazer contato com Deus, a mente supra-consciente pode estar certa do êxito, devido ao poder sem limites de Deus.
Pense na Abundância Divina como uma chuva deliciosamente refrescante - qualquer receptáculo que você tiver à mão a recolherá. Se você empunhar um copo pequeno, só terá isso; se trouxer um barril, ele ficará cheio até as bordas. Que tipo de receptáculo você preparou para a Abundância Divina?

Talvez ele esteja apresentando algum defeito. Conserte-o então, jogando fora o medo, o ódio, a dúvida e a inveja; e, seguida, lave-o com as águas purificadoras da paz, da tranquilidade, da devoção e do amor.
A Divina Abundância segue e lei do serviço e da generosidade. Dê para receber. Entegue ao mundo o melhor que possui e o melhor voltará para você.

Do livro: Como alcançar o sucesso
Paramahansa Yogananda
Editora Pensamento


" Realização da prosperidade"

"Somente ao coração cheio de integridade, generosidade e amor é dado realizar a verdadeira prosperidade. O coração que não possui estas qualidades não pode conhce-la, porque a prosperidade, como a felicidade, não é uma possessão externa, mas um estado interno.
O avarento pode tornar-se milionário, e, não obstante, leva uma vida de miséria, baixeza e pobreza, e até se considera exteriormente pobre enquanto existir, no mundo, alguém mais rico que ele; ao passo que o homem justo, com a mão aberta e o coração cheio de amor, goza uma prosperidade completa e abundante, por menores que sejam as suas posses externas.
" É pobre quem é descontente; e rico é quem vive contente com o que tem", e mais rico é aquele que é generoso com o que tem".

James Allen.

VÊNUS EM SIGNOS DE AR


John Lennon e Yoko Ono, forte presença do elemento ar em suas cartas natais. Ele, com Sol em Libra e Lua em Aquário, ela com Sol e Vênus em Aquário: um amor original, em que ideais políticos, humanitários e pouco convencionais deixaram um rico legado para gerações !

 Por Tereza Kawall


Venus no elemento AR

Esse elemento corresponde à função do pensamento abstrato, das trocas intelectuais, simbolizando os movimentos, a flexibilidade e a adaptação ao meio. Em signos de ar, Vênus geralmente implica numa necessidade de entendimento e comunicação n as questões relativas ao amor e sexo. Embora muito sensíveis, são pessoas que podem transmitir uma sensação de distanciamento ou indiferença nos relacionamentos. Sua natureza intelectual não os permite perder jamais a visão de perspectiva e objetividade em relação às suas emoções ou à sua vida sentimental. Parecem ter um comportamento infantil e descontraído, mas magoam-se com facilidade. Sedutoras por natureza, são pessoas charmosas, eloqüentes, joviais, sofisticadas e sociais.

Vênus em Gêmeos

O planeta Vênus no signo da comunicação caracteriza indivíduos de natureza muito adaptável, gentil e social. São dotados de uma grande versatilidade com as palavras, expressam seus sentimentos com facilidade e fluência. Se por um lado essa posição indica uma acentuada curiosidade intelectual, por outro, predispõe à inconstância emocional, relações simultâneas ou triangulares. A emoção tende a ser vivida através de do canal mental, acentuando uma certa superficialidade nos encontros pessoais. Além de extremamente volúvel, Gêmeos é um dos tipos astrológicos mais falantes, diplomatas e comunicativos do zodíaco. Um homem com esta posição na carta natal sente-se cativado por mulheres do tipo geminiano, ou seja, versáteis bem humoradas, habilidosas, curiosas, dotadas de presença de espírito e inteligência.



Vênus em Libra

Posicionada no signo das relações e da harmonia, Vênus confere uma natureza diplomática, refinada e habilidosa no trato humano. Freqüentemente caracteriza indivíduos que valorizam a elegância, a vida social, as opiniões alheias e a justiça entre todos. Assim, eles tem geralmente um temperamento pacifico e tendem a evitar a qualquer custo os confrontos e desentendimentos, especialmente na vida amorosa. Amáveis e sentimentais , tem enorme interesse pelas artes em geral, como música, canto, pintura ou poesia. Notável é a sua capacidade de ouvir e compreender o outro, por isso são excelentes juízes e conselheiros. A estética e a beleza estarão sempre presente em sua vida. Homens com essa posição astrológica prezam muito as relações mais harmônicas e tranqüilas, preferem mulheres charmosas e femininas, de natureza estrategista e sofisticada


Vênus em Aquário

Neste signo Vênus se manifesta através de uma natureza independente, fraterna e original. Os indivíduos com essa posição astrológica têm uma visão aberta e livre do amor, sendo pouco apegados e pouco convencionais nas questões sentimentais. Adoram a liberdade, e assim ciúmes e casamentos não são exatamente o seu forte. No entanto, essa forma aparentemente distante ou impessoal não significa indiferença; na verdade, eles são amigos disponíveis e bons confidentes. Normalmente são liberais em seus julgamentos, pois são dotados de uma visão abrangente da vida e da complexidade das relações em geral. Relacionam-se com todos os tipos humanos, e necessitam muito de amigos que possam compreendê-los. Amores inesperados e platônicos ocorrem com alguma freqüência em sua vida. Vênus nesta posição numa carta masculina demonstra atração por companheiras de espírito criativo, independente e intelectual. Uma mulher que seja ao mesmo tempo amante e amiga, que o estimule e compartilhe seus ideais futuristas e arrojados.

VÊNUS NOS SIGNOS DE TERRA


Por Tereza Kawall


Vênus em signos de Terra

Temos aqui um elemento feminino, e portanto, fecundo e receptivo, símbolo da segurança , da materialidade e do mundo das formas.
Pessoas com ênfase neste elemento ocupam-se basicamente com tudo o que é prático, tangível e sólido. Vênus em signos do elemento terra caracteriza uma expressão amorosa que se manifesta por atitudes práticas e objetivas e muito particularmente por sensações físicas e instintivas. Predomina aqui o sentido de responsabilidade por aqueles que a pessoa ama e quer bem: às vezes a preocupação torna-se exagerada! De qualquer maneira são os tipos mais fiéis e provedores do zodíaco. Essa posição de Vênus assinala uma forte sensualidade e impulsos para obter o prazer através do corpo, embora isso possa se manifestar de forma contida ou controlada, especialmente se esse planeta estiver em signos de Virgem ou Capricórnio.



Vênus em Touro

Aqui Vênus está em seu próprio signo, exaltando portando as suas características afetivas, terrenas e sensoriais. Com essa posição, encontramos indivíduos com acentuada capacidade de atração pessoal, simpatia e muito apegados àqueles que amam; leais e fiéis, dão preferência às relações duradouras.Vênus em Touro concede uma natureza bastante sensual, indolente e mesmo materialista no que diz respeito aos objetos pessoais.São pessoas muito vaidosas e preocupadas com sua aparência física, com a obtenção do prazer e do conforto em todas as suas formas. Adoram belas roupas, perdem-se facilmente com uma saborosa comida. Românticos ap extremo, sofrem com o ciúme, ressentem-se com muita facilidade e guardam mágoas durante muito tempo, pois têm dificuldade para perdoar.As mulheres, como a deusa grega, gostam de ter sempre à mão, em casa ou no trabalho, seu espelho, perfume ou acessório para fazer um charme a mais! Num horóscopo masculino, pode indicar grande atração por mulheres belas e sensuais , que cultivam a feminilidade num contexto tanto de sedução quanto de prazer.


Vênus em Virgem

No signo que representa a perfeição, a pureza e os detalhes,Vênus se manifesta de forma mais reservada e tímida. De maneiras recatadas e até simples, podem manifestar seus desejos e sentimentos através de favores ou bens materiais. Embora gostem muito de servir aqueles que amam, são também muitos críticos e exigentes em suas relações em geral. Possuem uma forte tendência a discriminar e racionalizar suas emoções e prezam a sinceridade e transparência nos sentimentos. Existe um abordagem mais racional e analítica dos assuntos do coração, e mesmo a paixão é expressa de forma contida e pragmática. Uma vida disciplinada e com hábitos formais são alguns dos valores que permeiam a natureza virginiana. Um homem com essa posição em sua carta natal sente-se cativado por mulheres com tais tendências. Para ele é importante que a companheira seja previsível e estável no plano emocional.



Vênus em Capricórnio

A natureza amorosa de Vênus neste signo confere necessidade de fidelidade se segurança nas relações em geral. É freqüente a busca destes valores em companheiros(as) mais velhos e experientes. Nessa posição Vênus simboliza também o amor que cresce e amadurece com o passar do tempo. Na verdade, o indivíduo com essa posição necessita muito mais de atenção e carinho do que realmente demonstra pois preza muito a sua autonomia. No começo da relação muitas vezes é arredio e desconfiado. São sérios e cautelosos nas questões sentimentais, e por isso nem sempre expressam em palavras seus desejos e sua capacidade de entrega não é lá dessas coisas.Seu temperamento pode ser reservado, e prefere preservar a sua intimidade com poucas pessoas; não raro gostam de se isolar quando não estão de bem com a vida. Um homem com essa posição poderá demonstrar interesse por uma mulher de caráter mais sério e formal, que valorize a sua carreira e o seu status sócio-econômico.

VÊNUS EM SIGNOS DE FOGO


Por Tereza Kawall


Vênus no elemento fogo

Neste elemento a natureza sentimental se expressa por atitudes teatrais, francas e muito contagiantes. A energia venusiana torna-se transbordante, típica de indivíduos espalhafatosos e exagerados, que, em suas demonstrações afetivas muitas vezes deixam os outros deslocados. São pessoas que adoram sentir o prazer da conquista, o gosto pelas aventuras , romances e “ paixonites”. Orientam-se para o futuro, sabem tomar iniciativas e entendem a relação amorosa como um exercício de criatividade e alegria. São tipos mais atrevidos, geralmente impacientes com o ser amado. São estimulados com facilidade mas se desinteressam quando algo não vai bem. São divertidos e diretos na manifestação de seus impulsos sexuais, reagindo muito bem aos estímulos eróticos ou visuais, pois em essência guardam em si uma alma infantil, suscetível as fantasias e delícias da paixão.



Vênus em Áries

Aqui o amor se apresenta de forma ardente e entusiástica. Essa posição de Vênus indica uma natureza apaixonada e ardente, muito impulsiva, onde o indivíduo tende a buscar inicialmente a satisfação do próprio eu. Freqüentemente caracteriza alguém que aprecia relações breves e intensas, que cultiva uma grande sinceridade também acompanhada de uma certa falta de sutileza em suas opiniões. Adoram o prazer da conquista e não sofrem muito nas rupturas, pois rapidamente se recuperam e partem para outra. São pessoas que precisam de independência no amor, são auto motivadas, confiantes, ousadas, preferindo tomar a iniciativa do jogo amoroso. No horóscopo masculino, Vênus em Áries denota atração por mulheres com estas mesmas características, como a convicção de si mesma, a coragem perante os desafios, a assertividade, e a intensidade emocional.



Vênus em Leão

Vênus no signo regido pelo Sol manifesta-se pelo amor ardente, caloroso e vital. São indivíduos dotados de notável capacidade dramática, que necessitam de constante admiração e reconhecimento alheios. Adoram sentir-se seres especiais e muito desejados. As mulheres com Vênus em Leão são geralmente vaidosas e orgulhosas, não suportam a rejeição e preferem distanciar-se do lado sombrio da vida. Adoram festas e a vida glamurosa. Afastam-se daquilo que lhes parece medíocre e nas relações têm como valor básico a fidelidade e a lealdade. Dotados de um caráter afetuoso e demonstrativo, quando apaixonados são generosos e benevolentes.Têm muita dificuldade em ser contrariados ou frustrados em seus desejos. O homem com essa posição no mapa natal apreciará mulheres exuberantes, com muito amor à vida, ao belo, e especialmente, que tenham amor e dedicação aos filhos.



Vênus em Sagitário

A extravagância e o gosto por aventuras é geralmente notada em indivíduos que tenham essa posição em sua carta natal. Francos e expressivos , não raro lhes escapa um sentido de habilidade e tato no relacionamento social. Por outro lado, respondem rapidamente aos estímulos emocionais, criando uma aura sempre positiva e otimista ao seu redor.Essa posição traz ainda alguma inclinações filosóficas e intelectuais, configurando indivíduos que necessitam partilhar esses ideais com os seus companheiros de vida pessoal ou amorosa. Apesar de um acentuado idealismo ou dogmatismo no que diz respeito as relações, vemos nestes tipos uma natureza volúvel, com emoções dispersas. O homem com essa posição astrológica sente-se atraído por uma mulher de caráter [integro e capacidade intelectual, sempre pronta a viajar com ele, seja a algum lugar do mundo , seja em suas intermináveis abstrações filosóficas.



VÊNUS EM NOSSAS VIDAS E NOS SIGNOS DE ÁGUA



Continuando com o tema “ Vênus em nossas vidas”, vocês encontrarão aqui postagens sobre a presença de Vênus nos quatro elementos e também nos doze signos.



E também textos interessantes, e não menos importantes sobre a importância da auto-estima.


Ela define nosso destino, nossas escolhas e decisões em várias áreas da vida pela. Pessoas verdadeiramente talentosas podem avançar muito pouco na vida sem a consciência de seu papel e de seu valor pessoal nas relações em geral.


Não é possível um individuo desenvolver relacionamentos positivos e saudáveis se não aprovar a si mesmo, não se aceitar, não se perdoar e mudar o que for necessário. Árduo trabalho, mas se for levado à sério, vai valer a pena . Felicidade é sempre um trabalho interno.


“ Ama teu próximo como a ti mesmo”- que nunca ouviu ou leu essa sábia frase do Cristo?


Ser interessante não basta, é preciso ser interessado pelo outro, saber e ouvir com atenção, ir em direção ao que o outro está expressando, pelo corpo, olhos e palavras.


O arquétipo de Vênus( Afrodite) é uma espécie “cola” ou “ liga”, que promove conexões verdadeiras e significativas.


“ Eros, na verdade é uma mera projeção de Vênus ( Afrodite): ou seja, eles representam a mesma coisa. Neles estão simbolizados o desejo do amor, da relação e da comunhão amorosa.”(*)


"Embora conhecido por nós através de múltiplas genealogias, Eros, como o deus do Amor, é a força universal da atração, aquela que impulsiona os seres se unirem. Segundo o poeta grego Hesíodo, ele é o mais belo dos deuses, aquele que transtorna o juízo dos deuses e dos homens. Eros tem um caráter intermediário, ligando os deuses e os homens através do amor”.(*)

Tereza Kawall
Revista Planeta, edição especial: Astrologia e o Amor, 1966.
Editora Três, SP.


Vênus nos elementos

O elemento em que Vênus se encontra demonstra o modo pelo qual expressamos os nossos sentimentos através das relações. Revela de que maneira a pessoa se sente querida ou desejada, os meios ou recursos que ela usa para aproximar-se dos outros, Vênus também caracteriza aquilo que a pessoa gosta e sente como fonte de prazer e satisfação, a sua forma de trocar e deixar fluir a energia amorosa.



Vênus no elemento Água:
Este é um elemento passivo e feminino, e assim caracteriza pessoas que “ desejam ser desejadas”, ou seja, que preferem aguardar pela iniciativa do(a) outro(a) na vida amorosa. Na natureza, a água é um elemento moldável, sem forma definida; ela se espalha, se dilui e se mistura em tudo que está ao seu redor. Da mesma maneira, vemos essa tendência em pessoas com Vênus em signos da água, ou seja, elas têm uma acentuada dificuldade para ver os limites das relações emocionais, pois se fundem ao ser amado com muita facilidade. Compassivos, são extremamente sensíveis aos sentimentos dos outros, tendo grande capacidade para penetrar e captar a intimidade alheia. Intuitivos e receptivos, eles podem encontrar nas pessoas com mais ênfase no elemento terra( Touro, Virgem e Capricórnio) um canal apropriado para os seus sentimentos poderem fluir com mais segurança. O grau de intimidade conquistada e a delicadeza expressa por gestos sutis são muito importantes na qualidade de sua vida sexual, sendo que sua permeabilidade e receptividade emocional torna-os amantes muito românticos e apaixonados.



Vênus em Câncer
Aqui o amor se manifesta de forma devotada, indulgente e sonhadora. Câncer, como signo feminino por excelência, configura mulheres muito sensíveis, maternais e protetoras. O indivíduo com essa posição venusiana torna-se muito romântico e imaginativo, com tendências nostálgicas, sempre lembrando as experiências vividas no passado. As lembranças familiares, o amor da família e/ou da mãe são sempre marcantes em seu desenvolvimento, assim como a atmosfera emocional do lar- quanto mais aconchegante melhor. Na verdade, o lar é para ele um sinônimo de segurança contra as adversidades do mundo exterior. Num tema masculino Vênus em Câncer indica muita receptividade emocional, em especial às mulheres mais provedoras e protetoras, nas quais o arquétipo mãe-mulher é bem determinante.



Vênus em Escorpião
Nas águas profundas de Escorpião, Vênus se manifesta através de uma natureza emocional intensa, passional e por vezes explosiva. São pessoas dotadas de um forte magnetismo pessoal, incansáveis sedutoras, e sua sensualidade é bastante perceptível. Preferem ter o controle das relações e vivem o amor de fora arrebatadora e muitas vezes perigosa; quando apaixonados se entregam inteiramente. Esse extremismo emocional não raro os leva a estados de esgotamento, principalmente se tocados por ciúmes ou qualquer outra forma de obsessão. Sentindo-se confiantes e seguros, são fiéis e sérios nos seus compromissos sentimentais, mas se forem traídos, tornam-se frios e implacáveis. No tema masculino, essa posição desperta no homem interesse por mulheres poderosas, ardentes e sensuais. Com estas ele fatalmente desejará experimentar uma profunda,e no melhor dos casos, transformadora fusão emocional.


Vênus em Peixes
Vênus no signo que representa arquetipicamente o amor universal e a sensibilidade psíquica, manifesta a natureza mais compassiva e romântica de todo o zodíaco. De temperamento suave e gentil, os indivíduos com essa posição são muito permeáveis e suscetíveis às relações amorosas. Idealistas e benevolentes ao extremo, identificam-se com todos aqueles que sofrem. No entanto, falta-lhes freqüentemente um discernimento prático na escolha de suas relações. Geralmente têm grande amor pela música e são muito afetados pelo estado anímico que ela desperta. São sensíveis não só às vibrações dos sons mas também às das cores, perfumes, flores, e tudo o que possa criar uma atmosfera mágica e fantasiosa. Num horóscopo masculino, Vênus em Peixes faz o indivíduo sentir-se atraído por alguém muito sensível, uma mulher devotada e generosa, com a qual ele possa comungar profundamente os anseios do seu corpo e de sua alma.

VÊNUS E SEUS SÍMBOLOS



Nascimento de Afrodite, de Boticelli.

Texto de Tereza Kawall

Na antiga Grécia, Vênus ( Afrodite) tornou-se conhecida não apenas por sua rara beleza e sensualidade, mas também por suas explosões de ódio e terríveis vinganças contra aqueles que ousavam desafiá-la.


No seu aspecto de Grande Mãe, Vênus é diferente das outras: ela recebe todas as sementes mas não quer saber a identidade do semeador. Ela é a deusa do amor no sentido mais amplo da palavra. Vênus tinha também, como as deusas lunares, o poder de fertilizar a terra. E a chuva da primavera era o elemento fecundante enviado à terra por essas deusas do Olimpo.

Vênus freqüentemente é representada entre animais ferozes, que evocam o seu lado cruel e instintivo. É o símbolo da força irrefreável da fecundidade e do desejo, ou a atração sexual entre todos os seres da natureza. Assim, era adorada em templos cujas sacerdotisas ficaram conhecidas como hieródulas, ou prostitutas sagradas. Vênus e a deusa lunar Diana ( Ártemis) são todas imagens do amor sexual a encorajar as mulheres a se multiplicarem. Promovendo alegrias ou sofrimentos, representavam, na consciência popular, o poder reprodutor da natureza e a preservação das espécies.

O arquétipo de Vênus surge em todas as mitologias como uma figura detentora dos mais belos atrativos. Como imagem da eterna feminilidade, representa desde sempre o tipo perfeito da beleza feminina.

São seus símbolos: a rosa, o lírio, a papoula, a maçã, a concha, a pomba, o delfim, o espelho, a tartaruga. É ela quem faz, através de seu amor, a alegria e a cor da primavera, a renovação da vegetação e da vida, o embriagamento dos sentidos. A sensualidade, a atração física, a simpatia, a sedução, a busca do prazer e da comunhão afetiva são representadas por ela.

Em outras personificações Vênus aparece sob diversas denominações: Afrodite Pandêmis, deusa do amor sensual e vulgar, Afrodite Urania, símbolo do amor puro e etéreo, e Vênus Genitrix ou Vênus Mãe, protetora dos matrimônios e de todos os romanos.

Os significados de Vênus

O planeta Vênus expressa o impulso para a vida amorosa e social, a nossa capacidade de relacionamento, a necessidade de ser desejado e amado, de compartilhar emoções.

Representa:

O amor, o romance, a relação com o outro, a atração, a sensualidade, a beleza, a simpatia. A harmonia, o equilíbrio, a justiça. A força de atração, a graça, a sedução, a cooperação, o ritmo e a diplomacia. A beleza, a estética, o conforto, o prazer, as artes em geral. O tato, os gostos, a cortesia, a amabilidade, os valores sociais das relações.

Personifica:

A vida social, os encontros, as relações com pessoas do sexo feminino. Os artistas, o entretenimento, o lazer, os adornos, os enfeites.

Os pacifistas, os românticos, os diplomatas, o políticos.

Veja mais em:
Os planetas interiores: elementos estruturais da realidade pessoal
Liz Greene e Howard Sasportas
Editora Roca.
  

“ Jung estava de tal maneira à frente de seu tempo, que se pode dizer que a influência de suas idéias em nosso vida cultural ainda está engatinhando. Era uma pessoa extremamente sensível e,talvez por isso mesmo, bastante vulnerável. A esse respeito diz Von Franz:


“ Poucos homens sofreram tanto quanto ele; sua grande obra criadora foi arrancada, não apenas ao quente abismo das paixões, mas também ao sofrimento. As feridas pessoais, embora pudessem atingi-lo de maneira profunda, não o afetavam tanto quanto o sofrimento do mundo contemporâneo. A devastação da natureza, o problema da superpopulação, a guerra, a violência imposta às culturas não cristãs que floresciam com a brutalidade da moderna tecnologia. Para Jung, esses problemas eram uma agonia que o mantinha, de modo constante e incansável, à espreita de quaisquer possibilidades de uma transformação benéfica que porventura emergisse das profundezas da psique”.

Buscando uma saída para a alienação do homem moderno, Jung considerava a imaginação como a principal função da psique e, de maneira heróica e criadora, acompanhou a espontaneidade criadora do inconsciente”.

...” Ao fazer a opção existencial de viver o seu mito pessoal, acolhendo a realizando o seu Si-Mesmo e ouvindo seriamente o que a psique tinha a comunicar a respeito de si própria, com sua originalidade e criatividade, Jung influenciou diversas áreas do conhecimento, como psiquiatria, psicoterapia, física nuclear, história, literatura, antropologia, educação, etnologia, teologia, parapsicologia e, até mesmo a economia e as ciências sociais”.
                                                                                                                                     

...Curvando-se sem preconceitos ao que o inconsciente tinha para expressar, Jung resgatou muitos aspectos inferiorizados e até marginalizados em nossa cultura.

Entre elas estão a criança, a individualidade, o feminino, o mito, a fantasia, a introversão, a meditação e outras formas de conhecimento como a magia, o misticismo e a paranormalidade, além de outras ciências como a alquimia e a astrologia”.

....Criticando a unilateralidade do mundo moderno, com sua excessiva valorização da extroversão, do coletivo e do universal, em detrimento do mundo espiritual interior, único, do indivíduo, e colocando a responsabilidade da existência principalmente no homem, e não nos deuses ou nas instituições, Jung nos obriga a buscar caminhos autênticos e novos sentidos para a existência.

Ao pensamento moderno, muito mais que um modelo acadêmico, uma teoria ou uma técnica para lidar com o inconsciente e os mistérios da psique humana, o que Jung ofereceu foi um mito para o homem do século XX. Cada um tem a responsabilidade ética e moral consigo e com a sociedade de encontrar e dar sentido à própria vida; ou seja, construir e viver o seu próprio mito... O único objetivo da existência seria o de , nas suas palavras, “ acender uma luz na escuridão do mero Ser”. ( Jung, 1975:358)

Livro: JUNG, o homem criativo
Autor: Luiz Paulo Grinberg
Editora FTD, SP.

VIVER É FAZER ESCOLHAS

" A morte é a fronteira da liberdade.
Ela não é o alvo da vida, mas seu ponto final. Morrer nos priva de um universo de possibilidades à nossa frente: tudo o que ainda poderia ser, mas não mais será. A perda, porém, acompanha-nos desde o início da caminhada: tudo o que poderia ter sido, mas não foi.




Viver é fazer escolhas, é apostar em certo trecho de um caminho ignorado e privar-se de todas as alternativas que vão sendo eliminadas à medida que prosseguimos.
O homem que adormece como um cão tolerado pela gerência é um exemplo agudo de como a perda decorrente dos descaminhos e escolhas equivocadas de uma vida pode superar largamente a perda final que a morte representa.

" O mundo sempre foi assim ou agora se tornou somente para mim tão triste?
Não é preciso morrer para perder a vida".

Do livro: Auto-engano
Eduardo Gianetti
Por Carl Gustav Jung, sempre atual.

" Nossa vida compara-se à trajetória do sol. e manhã o sol vai adquirindo cada vez mais força até atingir o brilho e o calor do apogeu do meio dia. Depois vem a enantiodromia.(*)
Seu avançar constante não significa mais aumento e sim diminuição de força. Sendo assim, nosso papel junto ao jovem difere do que exercemos junto a uma pessoa mais amadurecida.
 No que se refere ao primeiro, basta afastar todos os obstáculos que dificultam sua expansão e ascensão. Quanto à última, porem, temos que incentivar tudo quanto sustente sua descida.
Um jovem inexperiente pode pensar que os velhos podem ser abandonados, pois já não prestam para nada, uma vez que sua vida ficou para trás e só servem como escoras petrificadas do passado...
É enorme o engano de supor que o sentido da vida esteja esgotado depois da fase juvenil de expansão, que uma mulher esteja ' liquidada" ao entrar na menopausa.

O entardecer da vida humana é tão cheio de significação quanto o período da manhã. Só diferem quanto ao sentido e intenção. O homem tem dois tipos de objetivos. O primeiro é o objetivo natural, a procriação à proteção da prole; para tanto é necessário ganhar dinheiro e posição social.
Alcançado esse objetivo, começa a outra fase: o do objetivo cultural. Para atingir  primeiro objetivo, a natureza ajuda; e além dela a educação. Para o segundo objetivo, contamos com pouca ou nenhuma ajuda.
Frequentemente reina um falso orgulho que nos faz acreditar que o velho tem que ser como o moço, ou, pelo menos, fingir que o é, apesar de no íntimo não estar convencido disso.

 É por isso que a passagem da fase natural para a fase cultural é tão tremendamente dificil e amarga para tanta gente; agarram-se às ilusões da juventude ou a seus filhos para assim salvar um resquício de juventude.

Pode-se notar isso principalmente nas mães que põem nos filhos o único sentido da vida e acreditam cair num abismo sem fundo se tiverem que renunciar a eles. Não é de admirar que muitas neuroses graves se manifestem no início do outono da vida. É uma espécie de segunda puberdade ou segundo período de "impetuosidade" não raro acompanhado de todos os tumultos da paixão. Mas as antigas receitas não servem mais para resolver os problemas que se colocam nesta idade. Tal relógio não permite girar os ponteiros para trás.

O que a juventude encontrou e precisa encontrar fora, o homem no entardecer da vida tem que encontrar dentro de si".

Do livro: Psicologia do Inconsciente.
Carl Gustav Jung
Parágrafos 114 e 115
Editora Vozes

(*) Enantiodromia:
"O velho Heráclito, que era realmente um grande sábio, descobriu a mais fantástica de todas as leis da psicologia: a função reguladora dos contrários. Deu-lhe o nome de enantiodromia ( correr em direção contrária) advertindo que um dia tudo reverte em seu contrário".
Ou seja, é uma inversão da direção da libido do homem, bastante comum na fase mais madura da vida.

TRÂNSITOS E PROGRESSÕES: POR DANE RUDHYAR




“O que nos acontece é o que precisamos que nos aconteça. Conforme vamos vivendo e experimentando, nós nos relacionamos com homens, com coletividades e com um universo dinâmico e impessoal. Encontramos correntes, ressacas e marés históricas. Elas se movem de acordo com vastos ritmos sociais e cósmicos. Como rádios sintonizados neste ou naquele comprimento de onda, experimentamos essas ondas históricas em conformidade com nossa capacidade de reagir a elas – nossa seletividade.



Os “aspectos progredidos” formados pelos nossos planetas indicam mudanças na sintonia e nos nossos modos de reação. Mas só podemos captar com nossos aparelhos receptores o que está lá”.


...”Conforme iremos ver agora, as progressões tratam, teoricamente da maneira como nos sintonizamos com vários comprimentos de onda da experiência e criamos nossas oportunidades, enquanto os transito s se referem principalmente aos impactos do mundo exterior sobre nós- isto é, às realizações que nos são impostas pela nossa participação nos vários grupos, privados ou públicos, aos quais voluntariamente aderimos (ou fomos compelidos a isso). Na prática, porém, os dois tipos de fatores astrológicos estão constantemente interligados. Não podemos separar seus efeitos, não mais do que podemos separar o fato de que agimos como pessoas totais, de acordo com um ritmo individual de crescimento ou desintegração, do fato de que agimos como partes de grupos e humanos e coletividades, que nos impulsionam e modelam, tenhamos ou não percepção disso”.


... “Um ser humano isolado representa um pequeno ciclo dentro de uma série interminável de ciclos muito maiores, concêntricos e excêntricos. Todos seles se influenciam mutuamente e se interpenetram. Nada está isolado. Nenhum organismo cresce num vácuo, do nascimento à morte, de semente a semente.


Tudo o que o astrólogo pode revelar , enquanto estuda o caso de um indivíduo, é a ocasião em que o ritmo do seu ciclo será modificado por mudanças orgânicas essenciais ou pelas conseqüências dele ter se relacionado ou se exposto, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, às energias emanadas dos outros todos orgânicos maiores, dos quais se tornou uma parte”.


“ ... O astrólogo por meio de inúmeros fatores, poderá deduzir que uma crise no desenvolvimento do indivíduo irá ocorrer durante um certo ano – um pouco antes ou um pouco depois. Poderá avaliar com bastante exatidão o caráter básico da crise, e necessidade humana que focalizará e o tipo geral de atividades individuais e de circunstâncias que nela estarão envolvidas. O que não poderá predizer são os acontecimentos exatos que colocarão a crise em foco, ou a maneira como o indivíduo reagirá ao seu desafio.


Toda crise é um desafio. Todo aspecto progredido ou transito é uma oportunidade para transformação, expansão ou purificação. É uma porta que se abre sobre o vasto oceano da vida e do inconsciente coletivo universal.


A principal tarefa da astrologia é nos ajudar a enfrentar o que chega a nós através dessa porta, e não a de especular a respeito de algumas de suas aberturas, ainda remotas, ainda irreconhecíveis. Cada passo `a frente – cada crise de crescimento- é uma perda de equilíbrio imediatamente neutralizada por um esforço para restaurá-lo. Se tentamos dar dois passos ao mesmo tempo, caímos.


O homem sensato sabe disso. Ele não se preocupa com os problemas que ainda não chegaram...Estudando a natureza e seus ciclos, ele se prepara enfrentar qualquer coisa que a natureza tenha lhe reservado, ou a qualquer outra pessoa com quem esteja relacionado. Ele aprende as leis da mudança; se recusa a se apegar às formas e a temer o desafio do que é novo.


Assim, ele também se recusa a se preocupar com o novo, que ainda não nasceu e que talvez nem sequer tenha sido concebido. Ele é sábio, porque está tão livre do futuro como do passado”.


Do livro: A prática da Astrologia como técnica da compreensão humana.

Autor: Dane Rudhyar

Editora Pensamento

MAPA ASTROLÓGICO DE PAUL McCARTNEY



Por Tereza Kawall

Interpretação básica da carta natal deste artista genial que acaba de completar gloriosos setenta anos! Vida longa `a Paul, que continue em sua trajetória de criatividade musical e profundo amor pelos animais.
Veja no link da UOL:


http://musica.uol.com.br/ultnot/multi/2012/06/18/04024C9B356CD8C12326.jhtm?o-que-dizem-os-astros-sobre-os-70-anos-de-paul-mccartney-04024C9B356CD8C12326?types=A





“A tarefa do herói consiste em combater o dragão da inércia a fim de destravar e liberar o fluxo da vida para o corpo do mundo, na direção de um lugar onde a vida secou, tornando-se uma vida estéril. Se recusamos o chamado para viver nossas próprias vidas, ficamos deprimidos sem vitalidade. O Sol simboliza a potência criativa; seus raios põem fogo no mundo, iluminam a escuridão primordial, espírito penetrando na matéria, tudo vai ganhando vida. O Sol nos liga com a força vital e bruta que existe em nós, oferecendo um canal para a sua manifestação um princípio universal superior que nos livra da dominação da natureza, liberta-nos das garras da vida instintiva.Assim, tornamo-nos recipientes para o poder fálico do Sol. O deus egípcio Atum penetra em sua criação, e o Faraó é chamado de os “ sol vivo”, o filho de Deus pelo qual o reino da eternidade penetra no tempo .



A meta da jornada do herói e nada menos do que a descoberta da imortalidade, que o alquimistas chamavam de “ Pedra Filosofal” ou “Lápis” a transformação do chumbo em ouro, o encontro do deus interior, de nosso centro criativo, do Self.

... Isso leva à descoberta de um novo centro psíquico, o Self de Jung, nossa verdadeira fonte, “como se um rio que tivesse ficado completamente poluído, alimentado por afluentes enlameados, encontrasse de súbito seu caminho de volta ao seu leito apropriado”.


Sermos indivíduos e vivermos nossas próprias vidas, no sentido do destino que nos foi confiado, significa superarmos conceitos infantis de onipotência, preferências pessoais, mágoas, ilusões acerca do bem e do mal, interesses do ego, compreendendo e aceitando a lei cósmica impessoal, desfrutando aqueles momentos em que vemos as coisas como realmente são, em vez de vermos como gostaríamos que fossem.


A posição do Sol no mapa natal mostra a área em que precisamos lutar com nossa existência mais predestinada, combater o dragão, o que significa desenvolver a nossa vontade e encontrar significado e propósito na vida.


...Esse é o processo de individuação de Jung, a descoberta do Self, e o Sol é o seu veículo. O Sol não é uma meta em si, nem uma garantia de que a meta será cumprida. É o centro da consciência, não da psique como um todo e abrange a vontade pessoal condicionada pelos desejos, apegos e considerações pessoais ou seja, nosso orgulho solar. Nas palavras de Joyce Cary. ‘ a vontade nunca é livre – está sempre ligada a um objetivo, um propósito”.


Portando, deve ser transcendida para podermos atingir uma situação de não-apego e de liberdade psíquica, além da dualidade e do interesse pessoal. Em muitas histórias do Herói, este não consegue dar esse passo, é incapaz de abrir mão de seu orgulho solar, sendo punido por isso".



Do livro: Imagens da psique

Christina Valentine

Editora Siciliano, SP.



“ O herói adentra o limiar da floresta sombria, onde ninguém ousava atravessar, ele enfrenta toda sorte de desafios simplesmente por casa de um impulso, um chamado interior para resolver algum problema pelo qual a comunidade está passando.O impulso do herói, e que deve ser o impulso de cada um de nós, não é a auto-gratificação, mas o serviço ao outro.


Pergunta: o que no fundo, deixa de ser um sacrifício, pois ele está seguindo o seu próprio chamado interior, a sua própria bem-aventurança, não é?


Isso mesmo, Você abraça a situação de bom grado, pois o impulso de ajudar o outro é algo que brota de sua essência mais verdadeira. E você também aprende a abraçar a incerteza diante do mistério a da existência. Joseph Campbell falava muito sobre o fato de que, na vida, estamos sempre em queda livre em direção ao futuro. Ninguém sabe o que virá pela frente. E a grande questão é esta: você pode enxergar essa situação como sendo uma coisa horrível, berrando desesperado enquanto cai em queda livre; ou pode acolher a situação de forma serena, como se usando uma asa-delta na descida e dizer: “ Ok, tudo bem”. Todo o quadro muda de figura, se, com consciência, você acolhe a incerteza diante da vida. Quando isso acontece você não precisa se apegar a nenhuma certeza pois você passa a não se identificar com a lâmpada que queima, e sim com a luz que flui através da lâmpada.


Todas as tradições falam sobre essa mudança de perspectiva. É uma mudança que não altera em nada a circunstancia em si, mas transforma o modo como você opta por participar na vida. Afinal, o que você quer: o sofrimento do mundo ou a participação jubilosa nos sofrimentos do mundo? A opção é sua.


Do livro: Palavras do poder

Lauro Henriques jr

Editora Leya

SABEDORIA FEMININA


Clarissa Pinkola Estés

"Dentro da psique de muitas mulheres existe algo
que entende intuitivamente que o conceito de
"curar" está incluído na palavra "saúde". Quando
ferida, ela se torna "cheia de cura" — cheia de
recursos de cura —, o que significa que algum
... filamento vibrante, gerador de vida, no seu
espírito e na sua alma se move persistentemente
na direção da nova vida, seja na busca de muitos
tipos de forças, seja na reconstituição da
integridade perdida, seja na criação de um novo
tipo de integridade, diferente da que havia antes.
Essa força interna é cheia do impulso pelo bem estar.
Ela acredita num fator de salvação que
pode resistir e há de resistir à crueldade.
O sistema radicular oculto cresce a seu próprio
modo, independentemente de projeções,
pressões e acontecimentos externos. Ele
continua literalmente em efervescência, subindo
em ebulição, fluindo para fora, para cima,
atravessando o que for preciso, não importa o
que tenha sido disposto contra ele. Aí incluídas
forças externas. Aí incluída a própria mulher.
Mesmo quando a atuação do ego é temporariamente
reprimida, a mulher oculta por baixo da
terra, a que cuida do fogo para esse fim, mantém
a atitude pela vida — por mais vida! — que está
sempre fazendo força para cima, sempre
insistindo em mais vitalidade e se desenrolando,
sempre preservando mais e sendo audaciosa e
ponderada... e então mais um pouquinho, mais
um pouquinho, até que a árvore da vida a céu
aberto equipare-se a seu amplo sistema de
raízes subterrâneas. (...)"


Trecho do livro: "Ciranda das mulheres sábias"
Clarissa Pinkola Estés
Editora Rocco

A MEMÓRIA DO COSMOS EM NÓS




Entrevista com Jean-Yves Leloup

Pergunta:O sr. transmite muitos dos seus ensinamentos com uma linguagem bem poética, como neste trecho do livro ” A sabedoria do salgueiro”, em que diz: “ É das profundezas/ de suas raízes/ no escuro/ que a árvore busca a sua força e/ seu impulso para galgar as alturas/ e se manter ereta/ na luz”.
Quer dizer então que um pré-requisito para se “ galgar as alturas” para se alcançar a luz, é justamente fazer um mergulho na sombra?

JY: Si, é um erro achar que podemos ir em direção à luz se, ao mesmo tempo, encontrar a nossa sombra. Quanto mais luz, mais sombra; não há dia sem noite, não há topo de montanha sem o fundo do vale. A questão é saber como manter os dois unidos. Nosso objetivo não deve ser nem a luz, nem a sombra, mas o que contém tanto a luz quanto a sombra. Como no símbolo do Tao, a luz está na sombra e a sombra está na luz, elas não se misturam, mas fazem parte de uma única realidade. Para estarmos verdadeiramente em um caminho de inteireza, é preciso amar a nossa luz, mas também amar a nossa sombra; só assim podemos experimentar algo que está além da luz e da sombra, além dos contrastes e dos contrários.

P:Nesse sentido, quando Cristo diz” Não resistas ao mal”, pode-se entender como uma instrução para prestar atenção à sombra, para encarar o mal que há em nós, sem negação, como forma de transcende-lo?

JY: Há também uma parábola que fala sobre isso, quando Jesus ensina que é preciso deixar a boa semente de trigo crescer junto do joio. Porque, na hora certa, o joio será descartado; mas se tentarmos arrancar o joio muito cedo, existe um grande risco de, junto, se arrancar o trigo também. Nesse sentido, por exemplo, não se trata apenas de arrancar a raiva de dentro de nós, pois há uma grande energia dentro da raiva; a questão é como fazer toda essa energia se tornar uma força criadora, e não destruidora.

P:Ainda na esfera das profundezas, qual é a importância de nos perguntarmos acerca de nossas próprias raízes? Qual é o papel da ancestralidade – considerando o que ela tem de autêntico. Mas também de aspectos condicionados – para a construção de nossa verdadeira identidade?

JY: Essa pergunta é muito importante, pois nosso ser é composto de toda sorte de memórias, e nós só conseguimos nos libertar daquilo que conseguimos aceitar. Para que possamos nos libertar de qualquer herança negativa, é preciso, antes, aceitá-la. Na verdade, quando falamos de ancestralidade, isso vai muito além da história familiar. Existe a herança familiar, que vem de nossos pais; a herança transgeracional, que vem de nossos ancestrais mais distantes; a herança cultural, que vem da sociedade em que crescemos; e há também a herança do cosmos, do universo ao qual pertencemos. O homem não é apenas filho de seus pais, ele é filho das estrelas, da Terra, de toda a existência. Em nosso corpo, há memórias do Big Bang e de estrelas antigas que nos habitam; existe em nós a memória do universo.

Porém talvez devêssemos ir ainda mais fundo e reencontrar em nós a memória da própria origem da vida, pois essa origem atravessa tudo o que existe, o cosmos, a sociedade, nossos ancestrais, nossos pais. E, muitas vezes, ficamos fechados apenas em nosso nível de realidade, num nível bem específico de memória. É muito importante mergulhar além de todas essas memórias, rumo à fonte da própria Vida e da Consciência, que se pode chamar de Deus, ou de algum outro nome, mas que é a fonte mesma de nosso ser, a origem do cosmos e de tudo o que há.


Extraído do livro: Palavras de Poder
Lauro Henriques Jr.
Texto Editores.

RIO + 20: A HORA É AGORA!


Por Tereza Kawall


Olhos e corações o mundo voltados para o nosso patropi.

Verdes em ebulição
Atrás, de alguma, quem sabe, solução.
Rio mais ( ou menos) vinte, o que vem a ser isso?


Nos anos 60, a “ gritaria ambiental” emitia seus primeiros gritos de ordem, com o surgimento dos primeiros movimentos ecológicos na Europa e nos EUA.
Chegavam nas vozes do movimento hyppie - abaixo o consumo, amor livre, a vivência em comunidades , a aversão pelas guerras, o recado rebelde que exigia mais conscientização em relação ao delicado equilíbrio da natureza
Obviamente nem a Internet ou as redes sociais existiam, tampouco celulares, tablets, e outros brinquedinhos típicos do nosso desvairado consumismo atual.
Tampouco as palavras e conceitos como sustentabilidade, crise ambiental, “ pegada ecológica” , biomassa e outras não eram comuns no dia a dia do nosso vocabulário.


No entanto, como sementes em processos de germinação, já estavam sendo constelados ou configurados na consciência planetária.
Um arquétipo é uma idéia e um impulso estruturante da psique humana, e a força arquetípica de Gaia, a Mãe Natureza, ganhou ressonância extraordinária nos últimos anos - disso ninguém mais duvida.
Essa consistência e urgência foram tomando forma nos anos 80, com a força dos meios de comunicação, ou seja, como não saber e conhecer algo quando uma informação entra dentro da nossa sala de estar todos os dias?
Todos mais curiosos e atentos ao efeito estufa, buracos de ozônio, radiação solar, alterações climáticas... e por aí vai.


Verdade ou mentira?


Infelizmente, nos últimos 20 anos a procrastinação venceu. Cientistas céticos, governos míopes, anemia política, interesses econômicos outros marcaram esse período em que nada efetivamente foi feito.

E quantas indagações sobre esse 2012!
Passados 50 anos, ainda pairam dúvidas e controvérsias, mas se ainda há uma falta de boa vontade, abundam milhares de fatos, eventos e seqüelas que apontam para um enorme desequilíbrio da natureza e que são de uma obviedade gritante.
Os quatro elementos, fogo, ar, terra e água, cada um a seu modo, denunciam quase que diariamente essa falta de visão e de inércia dos mandantes do mundo.
È importante frisar que não fossem a obsessão e a perseverança dos ambientalistas em todo o mundo, as coisas estariam bem piores.
E em tempos de uma “ modernidade líquida” em que tudo é dinâmico e em constante movimento, rever conceitos e portanto a visão de mundo é, sobretudo, uma necessidade. Como bem disse o teólogo Leonardo Boff: “não existe meio ambiente, só existe ambiente inteiro”


Meias decisões agora não soam mais cabíveis, e a hora de agir é agora, agora, e agora.
A chamada economia verde aí está como um contraponto a essa visão mais conservadora e obscurantista que aprecia lucros imediatos, onde o que conta é o progresso a qualquer preço.


Deve haver uma sustentabilidade de espírito!
E nesse espaço vamos “ reciclar” idéias e paradigmas, além de papel.
Vamos “ sustentar” novas propostas para uma verdadeira justiça social.
Erradicar essa miséria causada por uma criminosa distribuição de renda, que anda de mãos dadas com uma corrupção desenfreada e promíscua entre o poder político-econômico de inúmeros países.


Existem milhares de pessoas mundo afora, que mais ou menos silenciosamente, já estão atuando de forma a colaborar efetivamente por mudanças que elevem a dignidade da raça humana. Ainda que a vida possa não ter um sentido, cada um de nós precisa encontrar algum para seguir adiante.


Há muito a fazer....
Dizem por aí que o ser humano é um projeto que não deu certo.
Eduardo Galeano afirma que a utopia é necessária, e até mesmo o delírio, pois é o que nos permite continuar a caminhada.As duas premissas estão corretas.
Mas ainda acredito na magnífica criatividade humana e na sua eterna busca pelo conhecimento.


E não dá para esquecer no instinto de sobrevivência da nossa espécie que nos trouxe até aqui , assim como na milagrosa “ homeostase”, física e psíquica, presente em cada corpo humano.
Assim sendo, também a Terra, cada rio e seu peixe, cada árvore e sua flor, cada animal e seu filhote, cada montanha e seu mineral, cada céu e seu pássaro, e cada estrela, esteja ela no fundo do oceano ou brilhando no alto do céu – todos querem viver!
Todos queremos viver a vida que nos generosamente doada por uma extraordinária Inteligência superior, tenha ela o nome que for.
Saberemos honrá-la?