A natureza tem a solução













Para celebrarmos a entrada da PRIMAVERA, sábias palavras de Satish Kumar:

"A natureza tem a solução"Satish Kumar tem 75 anos e viajou de comboio de Londres até Lisboa para dizer que temos de ir mais devagar para chegar mais longe. A semana passada, este professor no Schumacher College, no Sul de Inglaterra, e diretor da revista Ressurgence esteve na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para falar do livro Small is Beautiful, de E. F. Shumacher. Na mala trouxe a inspiração da Natureza e das palavras de Mahatma Ghandi e Martin Luther King.

Acredita que a solução para a crise no mundo está no respeito pela Natureza, no amor e na confiança. Caminhou 13 mil quilômetros, sem dinheiro, numa das maiores peregrinações de sempre pela paz mundial.

- Quantas vezes já o chamaram naif ou irrealista?- Muitas, muitas vezes. Políticos, presidentes de empresas, estudiosos, até jornalistas... (risos). Dizem-me que as minhas palavras são impossíveis e que sou demasiado inocente e idealista. Mas a minha resposta é: o que têm feito os realistas? O mundo tem sido governado por eles e hoje temos crise econômica, crise ambiental, guerras no Afeganistão, Iraque e Líbia, pobreza. O nosso realismo não é sustentável. Pusemos um preço em tudo. A floresta tem preço, os rios, a terra, tudo se tornou uma mercadoria. Talvez tenha chegado a altura de os idealistas fazerem alguma coisa. Esta é a minha resposta. Se sou idealista, não faz mal. A sustentabilidade exige um bocadinho de idealismo, de inocência.

- Então qual a resposta de um idealista à crise atual?- Esta não é uma crise econômica, é uma crise do dinheiro. E o dinheiro é apenas uma idéia, um número no computador. Os realistas criaram este problema artificial e estão preocupados com a crise, voam pelo mundo, vão a Bruxelas, reúnem-se com banqueiros. Mas a terra continua a produzir alimentos, as oliveiras a dar azeite, as vacas a dar leite e os seres humanos não perderam as suas capacidades. Eu diria, regressemos à Natureza. A Natureza tem a solução, dá-nos tudo o que precisamos, alimentos, roupas, casas, sapatos, amor, poesia, arte.- Como se põe essa idéia nas mãos dos líderes políticos?- Por exemplo, Portugal devia ter mais dos seus próprios alimentos, roupas, sapatos, mobília, tecnologia. A globalização da economia é um problema. Estamos a importar tantos produtos da China... Tudo isso se traduz em combustíveis fósseis para o transporte, com efeitos no clima. Além do mais, estamos a chegar a um pico do petróleo. Quando se esgotar o que faremos? A economia local deveria ser a verdadeira economia; a economia global seria como a fina cobertura de açúcar em cima de um bolo, com entre dez a 20% da economia.

- Mas em muitos casos é mais barato importar...- Sim, mais barato em termos de dinheiro, mas não em termos de Ambiente porque não adicionamos todos os custos. Este é um desafio que lanço aos políticos, empresas, cientistas e jornalistas: o valor deve ser colocado no solo, nos animais, árvores e rios, nas pessoas, não no dinheiro. Se não o fizermos, dentro de cem anos teremos uma crise ainda maior. O dinheiro é apenas um bocado de papel ou de cartão, uma conta no banco. É uma medida da riqueza, como quando usamos uma fita métrica e dizemos que esta mesa tem dois metros de comprimento por um de largura. É da mesa que precisamos, mas para nós a fita métrica é mais importante. O dinheiro é útil, claro, mas é só isso.

Parece uma idéia difícil de concretizar. Por onde começar?- Mudando a forma de pensar. Podemos imprimir notas, criar dinheiro criando mais dívida. Mas se poluirmos os nossos rios e envenenarmos as nossas terras, não os podemos substituir. Devemos viver como peregrinos, não como turistas. O turista é egocêntrico, quer algo para ele próprio, bons hotéis, restaurantes e lojas. A sua atitude é a exigência, quer sempre mais e melhor. O hotel, o táxi ou o serviço não era bom o suficiente. O peregrino é humilde, deixa uma pegada leve na Terra, respeita a árvore e agradece-lhe pela sombra e frutos. A mente egocêntrica tem de mudar para respeitarmos a Natureza.- Hoje conhecemos melhor as marcas dos automóveis do que os nomes das árvores...- Exatamente. Por isso, antes de mais, precisamos trazer a Natureza para a cidade, promover uma literatura ecológica. Não conhecemos a Natureza porque a exilamos, temos medo dela. Não saímos de casa porque está demasiado frio, neve ou chuva. Precisamos de estar confortáveis, civilizados. Na verdade, somos demasiado civilizados... (risos). As pessoas das cidades, como Lisboa, precisam abrir o coração à vida selvagem, caminhar na Natureza. O fim-de-semana devia ter três dias para que, pelo menos, um dia pudéssemos andar a pé no campo. Mas não de carro porque assim não se vê nada. Quando caminhamos vemos as flores, a erva, as borboletas, as abelhas. Vemos e experienciamos tudo, não é um conhecimento dos livros.

- Mas podemos estar na Natureza e não reconhecer a importância de uma borboleta ou de uma abelha.

- Não chega observar a Natureza como um objeto de estudo. Isso é uma separação muito dualista. Só valorizamos a Natureza se a experienciarmos, se nos tornarmos parte dela. A Natureza não está só lá fora, nas árvores, montanhas, rios e animais. Nós somos a Natureza. E ela tem valor intrínseco. Falamos de direitos humanos, mas também precisamos de falar dos direitos da Natureza. Os rios têm o direito de se manterem limpos, as florestas têm o direito a permanecer de pé.- Quando tinha quatro ou cinco anos, a sua mãe disse-lhe para começar a andar e aprender com a Natureza. Para nós será demasiado tarde?- Tal como a minha mãe me ensinou a andar na Natureza, gostaria que o mesmo acontecesse na nossa sociedade. Devemos educar as nossas crianças no amor pela Natureza, aprendendo na Natureza e não sobre a Natureza, com livros e computadores. Gostaria de ver os pais a levar os filhos para a Natureza e a deixá-los subir às árvores, escalar montanhas e nadar nos rios. Para as crianças não é tarde de mais, estão prontas para isso. Talvez para os adultos seja tarde, até porque têm medo da Natureza. Mas até eles podem descobrir que passariam a estar mais inspirados, teriam mais poesia, música e arte. A nossa sociedade está a tornar-se demasiado banal e prosaica.

- Toda a sua vida caminhou. Qual foi a viagem mais importante?- A mais importante caminhada, da Índia para a América [de 1962 a 1965], foi inspirada pelo filósofo britânico Bertrand Russell, que protestou contra as armas nucleares. Quando tinha 90 anos foi preso por isso. Uma manhã, tinha eu 25 anos, estava a beber café numa esplanada com um amigo e disse-lhe: "Aqui está um homem que, aos 90 anos, vai para a prisão pela paz no mundo. O que estamos, nós, jovens, a fazer aqui sentados a beber café?". Isso foi a inspiração. Eu e o meu amigo fomos aconselhados a partir sem dinheiro porque a paz vem da confiança e a raiz da guerra é o medo. Se queremos paz temos de ter confiança nas pessoas, na Natureza, no universo. Durante dois anos e meio caminhei 13 mil quilômetros sem qualquer dinheiro.

- E como o conseguiu?- Fiquei em casa de pessoas que ia conhecendo. Quando não tinha dinheiro dizia que era a minha oportunidade para fazer jejum. Se não tinha um teto, era a oportunidade para dormir sob as estrelas. Antes de partir, na Índia, disseram-me: "Vais a pé, sem dinheiro, podes não regressar". E respondi: "Se morrer enquanto caminhar pela paz isso será a melhor morte que poderei ter". Assim caminhei pelo Paquistão, Afeganistão, Irão, Azerbaijão, Arménia, Geórgia, Rússia, Bielorrússia, Polónia, Alemanha, Bélgica. Em França apanhei um barco, apoiado pelos habitantes de uma pequena localidade, e fui até Inglaterra, onde conheci Bertrand Russell. Ele ajudou com os bilhetes de barco para Nova Iorque. Daí caminhamos até Washington, onde conhecemos Martin Luther King. Foi uma demonstração de que podemos viver sem dinheiro e fazer a paz conosco, com as pessoas e com a Natureza. Neste momento, a Humanidade está em guerra com a Natureza, estamos a destruí-la. E seremos perdedores se vencermos. A menos que façamos a paz com a Natureza não poderá haverá paz na Humanidade.

- Qual a sua maior preocupação?A minha maior preocupação é que a Humanidade não acorde a tempo de resolver os desafios. Talvez estejamos demasiado obcecados com os nossos padrões de vida, com a dívida, o dinheiro. A sociedade industrial tem lutado pelo crescimento econômico a todo o custo. Mas também tenho esperança na Humanidade, num despertar de consciências. Cada vez mais jovens me dizem que temos de cuidar da Terra e que o crescimento econômico não é suficiente, precisamos de bem estar. Se as pessoas não estão bem, de que serve o crescimento econômico? É um bom começo. Até porque há abundância na Natureza. Quantas azeitonas dá uma oliveira? De uma única semente, lançada à terra centenas de anos antes, obtemos milhões de azeitonas. Isso é a abundância e generosidade da Natureza.- O alerta para a crise do Ambiente tem mais de meio século. E hoje o problema está longe do fim. É uma mensagem difícil?- As grandes mudanças constroem-se lentamente. Quanto tempo demorou o apartheid a acabar? Nelson Mandela esteve preso 27 anos. Mas o apartheid acabou. O mesmo se passa com os direitos humanos. Quando estive com Martin Luther King, em 1964, os negros não tinham direito ao voto. Hoje temos um homem negro na Casa Branca. E quanto tempo demorou o muro de Berlim a cair? Muito tempo, uma luta longa. Não sabíamos quando o muro iria cair, quando o apartheid iria acabar. Não precisamos de saber. Estamos a construir um movimento ambiental e o momento vai chegar.
De queprecisamos para ser felizes?

- Aprender uma única palavra: celebração. Temos de celebrar a vida, a Natureza, a abundância humana. As pessoas não são felizes porque não têm tempo para celebrar. Estão sempre ocupadas, vivem demasiado depressa. Os maridos não têm tempo para as mulheres e as mulheres não têm tempo para os maridos. Os pais não têm tempo para os filhos. As pessoas não têm tempo para celebrar a Natureza. É preciso abrandar para chegar mais longe, apreciar o que temos em vez de o ignorar e querer mais. Temos muita roupa no armário, mas ignoramo-la e vamos comprar mais. O mundo tem o suficiente para as necessidades das pessoas, mas não para a sua ganância, disse Mahatma Ghandi. O universo é um grande presente para nós todos.

Fernando Pessoa e os Símbolos

Vitral em forma de mandala, Catedral de Chartres, França.


Este texto está na introdução do livro: " Tipos e a diversidade humana", de José Zacharias, pautado na psicologia analítica e na tipologia de Carl G Jung, onde analisa com muita clareza as quatro funções da consciência: sentimento, pensamento, intuição e sensação.(*)


" Não há possibilidade de compreendermos a nós mesmos, sem percebermos que temos diferenças e semelhanças; isto faz parte da vida humana- somos ao mesmo tempo seres individuais e coletivos, e esta é a beleza da existência humana.


Acrescento nesta introdução um texto de Fernando Pessoa ( 1888-1935), no qual transparecem as quatro funções psíquicas de maneira muito poética.

No entanto, há no texto de Pessoa um quinto elemento que, talvez possamos dizer assim, é indicador do processo de individuação, para que cada um de nós realize o seu caminho e chegue a ser o que realmente é".


O entendimento dos símbolos e dos rituais simbólicos exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.
A primeira é a de simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe a interpretar. A atitude cauta, a irônica, e deslocada – todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.
A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.
A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo: tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, e o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está em baixo. Não poderá fazer isto se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição a não tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica e o símbolo poderá ser interpretado.
A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é uma síntese: e a compreensão é uma vida.
Assim certos símbolos não podem ser entendidos se não houver antes, ou ao mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.
A quinta é menos definível. Direi, talvez, falando a uns, que é a graça, falando a outros que é a mão do superior incógnito.
Falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Santo Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas que são a mesma maneira como as entendem aqueles que delas usam falando ou escrevendo".
Fernando Pessoa, 1978 , p. 43-44

(*) Vetor Editora, SP
Objetivos do Curso Astros e Arquétipos
Fazer aproximações e entrelaçamentos entre os fundamentos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung e os fundamentos da Astrologia Psicológica.
Do ponto de vista teórico, quais seriam os pontos que existem em comum entre estes dois abrangentes campos de conhecimento?

Tópicos teóricos da Psicologia Analítica
Apresentação dos temas gerais- Fundamentos da Astrologia fundada na visão arquetípica e breve biografia de Carl G Jung.

A- Inconsciente Coletivo e Arquétipos

B- Quatro Tipos Psicológicos ou Quatro funções da consciência: sentimento, pensamento, intuição e sensação.

C- Complexos e Sombra

D- Processo de Individuação

E- Sincronicidade: coincidências “ acausais” que contém um significado.


Tópicos teóricos da Astrologia:
A- Zodíaco, Signos , Planetas .

B -Os Quatro Elementos Zodiacais: Fogo, Ar, Terra e Água.

C - Subpersonalidades da carta natal; Saturno e Plutão como arquétipos do inconsciente e da sombra.

D- Ciclos Planetários e o desenvolvimento da personalidade

E - Sincronicidade e tempo qualitativo.


OBS: Os tópicos A,B,C,D,E serão apresentados em paralelo, facilitando as aproximações e analogias entre as duas matérias.

Apresentação:
A) Introduzir os conceitos do Inconsciente Coletivo e arquétipos; em seguida estabelecer as relações entre o Zodíaco, os doze signos e os planetas, seus significados simbólicos e astrológicos.

B) Os quatro tipos psicológicos da Psicologia Analítica (sentimento, pensamento, intuição e sensação) guardam uma semelhança interessante com os quatro elementos astrológicos ( fogo, ar, terra e água) enquanto quatro formas psicológicas distintas de apreensão e adaptação à realidade. Na tipologia junguiana encontramos os conceitos de extroversão e introversão que se baseia no movimento da libido em direção aos objetos. Podemos observar esse mesmo dinamismo nos chamados signos femininos e masculinos, que são terra e água, fogo e ar, respectivamente.

C) Introduzir os conceitos de Complexos , sombra e os quatro tipos psicológicos; em seguida fazer relações com as subpersonalidades do mapa, que podem ser a dinâmica dos aspectos, elementos que faltam ou predominam, ênfases em casas, planetas sem aspectos, stelliuns marcantes. Saturno e Plutão como possíveis manifestações da sombra e suas implicações no não desenvolvimento da personalidade.


D) Processo de Individuação: Conceito central na teoria junguiana, é o processo de desenvolvimento da personalidade através da vida,um padrão de realização básico inerente a cada indivíduo. No simbolismo astrológico observamos que o processo de individuação está representado nas fases de desenvolvimento que podem ser observados e compreendidos pelos ciclos planetários. O mapa natal como uma estrutura de tempo e espaço, pode indicar, através dos trânsitos e progressões, como e em que ritmo esse potencia estará em maior evidência. Dito de outra maneira, indicará a manifestação ou a constelação de certos arquétipos em diferentes momentos de vida.

E) Sincronicidade:O pensamento ocidental privilegia a razão e o pensamento linear e causal . Jung chamou de sincronicidade os eventos que ocorrem simultaneamente, sem uma relação causal, e sobretudo, guardam uma relação de significado entre si. São as coincidências significativas. Todos já vivemos estas experiências que têm um quê de magia, abrangem duas dimensões, uma física e a outra psíquica, que também chamamos de “ paralelismo psicofísico”.
Essas percepções estão nos sonhos, eventos cotidianos, encontros e estão também na Astrologia, que lida com os conceitos de tempo qualitativo e com o princípio das correspondências. Sem dúvida, é uma forma mais criativa de olhar e compreender a realidade, uma vez que os símbolos têm o poder de transformar a energia psíquica.
“ Na minha maneira de ver, a constelação de conteúdos arquetípicos e acontecimentos sincrônicos ocorre em coordenação com trânsitos e progressões planetárias; o significado da experiência e suas qualidades essências são refletidos pelos trânsitos envolvidos”.


Liz Greene, em Astrologia do Destino.
O curso será ministrado com apresentação de power point, bastante didático e com belas imagens. Se quiser, envie os dados de seu nascimento: data, horal e local, para levantarmos o seu mapa astrológico, sem custos.
Tereza Kawall
Contatos e mais informações:
tekav@uol.com.br e terezakawall@gmail.com
(011)3814.1449 (SP)


Trânsitos e progressões: a melodia do cosmos, a música das esferas que orientam nosso crescimento e revelam o significado das experiências que passamos. A astrologia em si, é teleológica, pois aponta na direção de um propósito e de uma finalidade, o sentido para estarmos aqui. Cada um de nós deverá achar o seu próprio sentido para o viver.


“Tanto os trânsitos quanto progressões indicam a realização de várias fases dessa intenção original ( mapa de nascimento). Embora eu penetre com freqüência no vocabulário causal, não acredito que os planetas “ causem” qualquer coisa.
Eles meramente são signos da manifestação da intenção original, parte da qual é experimentada como vontade fluindo através de você. Essa é a intenção da qual você tem consciência. A outra parte da intenção é experimentada como o que vem de fora; você pode chamar isto de fatalidade, destino ou circunstancia fora do seu controle. Mas isto também vem de dentro de você, e tudo o que precisa para saber disso é aumentar a sua consciência. Parte da função da astrologia é elevar a consciência do indivíduo nessa direção”.
Robert Hand“ Os trânsitos e progressões revelam o que o Eu interior quer fazer para nós- o que o Eu profundo pretende trazer à nossa atenção para desenvolvermos ou trabalharmos. Para cooperarmos com o nosso crescimento e desenvolvimento interiores, precisamos ouvir o que se passa dentro de nós”
Howard Sasportas.“ O astrólogo humanista usa ambos, transito e progressões ou direções - mas os define em categorias distintas. Visto que esse livro trata principalmente dos trânsitos, não se encontrará aqui nenhuma discussão prolongada a respeito de progressões. Basta dizer que, do ponto de vista humanístico, elas se referem essencialmente a um processo interno ou subjetivo do desenvolvimento individual. Elas se relacionam com as transformações graduais que ocorrem à medida que o propósito e o caráter do indivíduo, revelados em seu mapa de nascimento, realizam-se através da própria vida.
As progressões mostram a maneira pela qual toda a estrutura natalícia se desenrola por si mesma, segundo a necessidade individual e o ritmo do seu desenvolvimento, de modo que aquilo que no nascimento é uma entidade arquetípica abstrata pode tornar-se, aos poucos, uma pessoa plenamente realizada e integrada.
Isto não acrescenta nenhuma pressão interior;essa pressão é provocada pelos trânsitos. As progressões referem-se às transformações do ritmo do próprio EU, ao passo que os trânsitos dizem respeito ao impacto do meio ambiente, como um todo, sobre o EU.

Embora ninguém tenha liberdade para mudar o seu potencial de existência ( seu mapa de nascimento), o indivíduo é livre para decidir o que fará com esse potencial.
Na realidade, todos nos fazemos parte um ambiente coletivo, e nosso sucesso individual, na realização do nosso potencial, depende desse coletivo.


Considerações planetárias, raciais, sociais, culturais e familiares exercem, todas elas, pressões constantes e poderosas, especialmente nos anos de infância; embora forneçam materiais brutos para o crescimento da mente consciente e para o desenvolvimento necessário de um senso de individualidade, elas, por outro lado, podem obscurecer, sufocar, distorcer ou adulterar o potencial de nascimento,
Essas pressões externas são medidas pelos ciclos dos trânsitos, que mostram como a mente consciente poderá ser desenvolvida por meio da experimentação de uma multidão de impactos e relacionamentos.

O potencial de nascimento – a essência arquetípica do EU – permanece aquilo que é desde o começo até o fim da vida. É o fator permanente que existe em cada individuo – a forma-semente do seu ser e do seu destino. Tudo o que, durante a vida, cerca esse individuo tenderá a mudar a qualidade do seu ser essencial. Dia após dia sua integridade será ameaçada.

....Resumindo: as progressões relacionam-se com o desenvolvimento interna da personalidade, ao passo que os trânsitos se referem essencialmente ao impacto externo da sociedade e do cosmos sobre s essa personalidade. Nenhum dos dois deverá ser considerado isoladamente.Uma pessoa nasce como uma semente de potencial sem paralelo. O universo, contudo, não se detém nesse instante do nascimento. Todas as coisas que ocorrerão no universo a partir desse momento, exercerão também, astrologicamente, na forma de trânsitos, uma influência sobre essa personalidade em desenvolvimento,e esta deverá reagir a eles. Este é o sistema eterno.
O homem não é prisioneiro do destino. Novas situações surgem no universo a cada momento que se sucede, mas ninguém é obrigado a reagir a elas de maneira predeterminada.
Sua liberdade está aí, mas ele deve escolhê-la”.Alexander Ruperti, em Ciclos de Evolução- Modelos planetários de desenvolvimento.