Sincronicidade


Cito Jung:

“ A ciência do I Ching não se baseia no princípio da causalidade, mas em outro princípio, até o momento sem nome –por não existir entre nós – ao qual chamei experimentalmente de princípio de sincronicidade.
Minhas pesquisas no campo da psicologia dos processos inconscientes levaram-me a procurar outras explicações para esclarecimento de certos fenômenos de psicologia profunda, uma vez que o princípio da causalidade me parecia insuficiente.


Descobri, inicialmente que existem manifestações psicológicas paralelas que não se relacionam absolutamente de modo causal, mas apresentam uma forma de correlação totalmente diferente.
Tal conexão parecia basear-se essencialmente na relativa simultaneidade dos eventos, dai o termo sincronicidade...


A Astrologia seria considerada como um exemplo mais abrangente de sincronicidade, se ela apresentasse resultados universalmente seguros. Existem entretanto, alguns fatos comprovados por ampla estatística, que tornam a astrologia digna de questionamento filosófico.
Sem dúvida, seu valor psicológico é inexorável, pois representa a soma de todo o conhecimento psicológico da antiguidade”.


Carl Gustav Jung

Livro: O Segredo da flor de ouro.

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Árvores: Santuários da Vida

Por Tereza Kawall

As árvores para mim sempre tiveram
Uma magia particular
Como não se encantar com sua imponência e generosidade?
Símbolo da vida e da maternidade
Seus longos braços elevam-se em direção à luz,
E embalados pelo vento,
São como um doce abrigo para seus habitantes aéreos,
Seus ninhos e pássaros, num constante vai e vem.

Sem dúvida, as árvores estão sob a regência de Eros
Em seu amoroso intercambio
Seiva da vida que flui entre flores, abelhas,
Pássaros, frutos e homens.
Elas contornam as nascentes
E nos oferecem sua sombra em dias quentes.

A força de suas sementes traduz a sua vontade,
Triunfo da verticalidade
A vida que na terra se sustenta
E ao céu se levanta
A árvore é um milagre da natureza
Nela se fundem nossa vida terrestre
E nossa vida celestial,
Nossa unidade fundamental.

ACREDITO EM DEUS?

Rubem Alves


Ah, tanta gente quer saber se acredito em Deus! Mas eu não entendo tal pergunta porque não sei o que elas querem dizer com essa palavra “ acreditar”.
As palavras são enganosas.... Palavras são bolsos vazios. À medida que a gente vai vivendo, vai pondo coisas dentro do bolso. O bolso que tem o nome “ Deus” fica cheio de quinquilharias que catamos pela vida”.

“ Acreditar” no sentido comum que as religiões dão a essa palavra, refere-se a entidades que ninguém jamais viu, tais como anjos, pecados, santos, milagres, castigos divinos, inferno, céu, purgatório... No meu bolso sagrado “ acreditar é palavra que não entra. Ele está cheio é com palavras que têm a ver com amor, mesmo que o objeto do meu amor não exista.
Lembro-me das palavras de Valéry: “ Que seria de nós sem o socorro das coisas que não existem? Muitas coisas que não existem têm poder....

Eu amo a beleza da natureza, da música, de um poema. Amo a beleza das palavras de amor que os apaixonados trocam. Uma criança adormecida é, para mim, uma revelação, uma ocasião de espanto.
Acho que Bachelard adoraria nos mesmos altares que eu: “ A inquietação que temos pela criança”, ele escreveu, “ sustenta uma coragem invencível”.
Uma criança é um pequeno deus.

Para mim, a beleza é sagrada porque, ao experimentá-la, eu me sinto possuído pelo Grande Mistério que nos cerca. Sinto-me como uma aranha que constrói a sua teia sobre o abismo.
O abismo está à volta de nós, o abismo está dentro de nós.

De Deus só temos a suspeita. A beleza é a sombra de Deus no mundo.

...Estou de acordo com Alberto Caieiro: “ Pensar em Deus é desobedecer a Deus, porque Deus quis que não o conhecêssemos...”
Se ele quisesse que eu acreditasse nele, sem dúvida que viria falar comigo e entraria pela porta dizendo-me: “ Aqui estou”.

E de acordo também com Walt Whitman... “ Escuto e vejo Deus em todos os objetos, embora Deus mesmo eu não entenda nem um pouquinho.” “Já percebi que estar com aqueles de quem gosto é o quanto basta...”
Buber concordaria. Estar junto é divino. Deus mora nos intervalos entre as pessoas que se amam.

Amo a sombra de Deus. Mas ele mesmo eu nunca vi. Sou um ser humano limitado. Só sou capaz de amar as coisas que vejo, ouço, abraço, beijo...

Tenho, isso sim, um bolso com o nome de “ O Grande Mistério”.
Mas não sei o que está dentro dele. Por vezes suspeito que é o meu coração....

Rubem Alves
Livro: Desfiz 75 anos
Editora Papirus.
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Roberto Sicuteri


“ Referindo-nos à linguagem astrológica, nós vemos que os símbolos se agrupam para formar um discurso e ativam um dinamismo capaz de provocar formações arquetípicas além do nível de alcance racional mental, para chegar às camadas mais inconscientes, onde as imagens e os símbolos operam através do tempo para então modificar a atitude consciente do sujeito.

E qual a função dos símbolos astrológicos no campo da psicologia do homem? A resposta mais imediata é esta: os símbolos da astrologia são capazes de estimular a realidade interior do homem em suas estruturas mais profundas, colocando-o em relação com os objetos projetados para o exterior na representação planetária ( relação entre o microcosmo e o macrocosmo).

A linguagem astrológica está estruturada na relação existente entre o céu e o homem, onde o céu é o significante e o homem é o significado. Assim, o céu, no momento exato de uma nascimento, com a sua particularíssima configuração astral ( base do horóscopo), é o significante do indivíduo que nasce, e este, através da leitura do próprio mapa, é levado a entrar em contato com o seu firmamento interior arquetípico.
Esse símbolos operam, portanto, na base científica astronômica( uma vez que os planetas no céu são uma realidade!), e no princípio de sincronicidade e analogia, conforme expressa Carl Gustav Jung.

Os símbolos astrológicos, assim, não são de forma alguma causais e deterministas. Ao contrário, queremos categoricamente especificar que no discurso astrológico não existe de forma alguma uma relação de causa e efeito. Pelo contrário, existe a realidade segundo a qual cada homem, no momento de nascer, é “ enquadrado” em uma determinada configuração astral e essa configuração é como que fotografada na psique inconsciente sob a forma de mensagem ou memória arquetípica”.

Roberto Sicuteri
Livro: Astrologia e Mito: símbolos e mitos do zodíaco na psicologia profunda.
Editora Pensamento
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AMIGO DE SI MESMO

Martha Medeiros


"Em seu recém-lançado livro Quem Pensas Tu que Eu Sou?, o psicanalista Abrão Slavutsky reflete sobre a necessidade de conquistar o reconhecimento alheio para que possamos desenvolver nossa autoestima. Mas como sermos percebidos generosamente pelo olhar dos outros? Os ensaios que compõem o livro percorrem vários caminhos para encontrar essa resposta, em capítulos com títulos instigantes como “Se o Cigarro de García Márquez Falasse”, “Somos Todos Estranhos” ou “A Crueldade é Humana”. Mas já no prólogo o autor oferece a primeira pílula de sabedoria.

Ele reproduz uma questão levantada e respondida pelo filósofo Sêneca: "Perguntas-me qual foi meu maior progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo".

Como sempre, nosso bem-estar emocional é alcançado com soluções simples, mas poucos levam isso em conta, já que a simplicidade nunca teve muito cartaz entre os que apreciam uma complicaçãozinha. Acreditando que a vida é mais rica no conflito, acabam dispensando esse pó de pirilimpimpim.Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito.

A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor.


Como ainda há quem não entenda que sem humor não existe chance de sobrevivência? Já martelei muito nesse assunto, então vou usar as palavras de Abrão Slavutsky: "Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza". É uma frase genial.O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende.

Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades.
Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será?

Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso.


Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto "ser amigo de si mesmo".

Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha "sou rebelde porque o mundo quis assim". Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância.
Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um terapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu Sêneca cerca de 2.000 anos atrás. Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo".

ELEMENTAR


Elementar : Tela de Marco Mariutti, 2008.
Zero fogo; pouca terra, muita água, muito ar.


OS QUATRO ELEMENTOS


Os quatro elementos da astrologia ( fogo, terra, ar e água) são os blocos básicos para a construção de todas as estruturas materiais e todos orgânicos. Cada elemento representa um tipo básico de energia e consciência, operando em cada um de nós. Assim como a física moderna demonstrou que energia é matéria, os quatro elementos se entrelaçam e combinam para formar toda a matéria.

Quando a centelha de vida deixa um corpo humano na ocasião da morte, os quatro elementos de dissociam e voltam ao seu estado primitivo. Somente a vida, manifestando-se num todo organizado, e vivo, é que mantém unidos os quatro elementos.
Todos eles estão nas pessoas, embora cada um esteja, conscientemente, mais afinada com alguns tipos de energia do que as outras.
Cada um dos quatro elementos se manifesta em três modalidades: cardeal, fixa e mutável. Daí quando combinamos os quatro elementos com as três modalidades, temos doze padrões primários de energia, que são chamados de signos zodiacais”.
Stephen Arroyo
Livro: Astrologia, Psicologia e os quatro elementos.
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VIVER SEM MEDO




Meditação

Rudolf Steiner

Nego-me a ma submeter ao medo
Que me tira a alegria da minha liberdade
Que não me deixa arriscar nada
Que me torna pequeno e mesquinho
Que me amarra
Que não me deixa ser direto e franco
Que me persegue
Que ocupa negativamente a minha imaginação
Que sempre pinta visões sombrias

No entanto
Não quero levantar barricadas por medo do medo
Eu quero viver e não quero encerrar-me
Não quero ser amigável por medo de ser sincero
Quero pisar firme porque estou seguro
E não para encobrir o meu medo
E quando me calo
Quero fazê-lo porque amo
E não por temer as conseqüências de minhas palavras

Não quero acreditar em algo
Só pelo medo de não acreditá-lo
Não quero filosofar
Por medo de que algo possa atingir-me de perto

Não quero dobrar-me
Só porque tenho medo de não ser amável
Não quero impor algo aos outros
Pelo medo de que possam impor algo a mim
Por medo de errar
Não quero me tornar inativo
Não quero fugir d e volta para o velho, o inaceitável
Por medo de não me sentir seguro de novo

Não quero fazer-me importante
Porque tenho medo de que se não, poderia ser ignorado.

Por convicção e amor
Quero fazer o que eu faço
E deixar de fazer o que deixo de fazer

Ao medo quero arrancar o domínio
E dá-lo ao amor
E quero crer no reino que existe em mim.

Existe ambiente inteiro

O fotógrafo Guido Sterkendries, que nos

presenteia com fotos espetaculares do


nosso amado planeta Terra .

LEONARDO BOFF



"Hoje mais do que nunca se faz necessária uma ética do cuidado, porque tudo está descuidado. A cada dia cerca de 20 espécies de seres vivos desaparecem de forma definitiva dada a presença agressiva do ser humano. Ele se fez um homicida das grandes expressões da biodiversidade da vida".


As palavras são do teólogo e escritor Leonardo Boff, em suas reflexões no Espaço Cultural CPFL. Ao participar das discussões sobre a vertigem do mundo contemporâneo, que produz desencontros e provoca dúvidas quanto ao próprio futuro da vida na Terra, Boff propôs o resgate da ética e do sentido da responsabilidade humana com relação ao equilíbrio perdido da natureza.

"Não existe meio ambiente. Existe ambiente inteiro", alertou, para definir:

"Esse ambiente inteiro é a comunidade de vida da qual somos parte e parcela, com a responsabilidade e missão de cuidar disso".


Para Boff, é urgente a correção de rumos, uma revisão de postura das ações humanas em relação à biodiversidade, à atmosfera, para que seja garantida a continuidade da vida. Ele lamentou:
"O ser humano veio sistematicamente agredindo e pilhando os recursos da natureza. Só que hoje ele chegou a um limite. A continuar essa lógica, ele pode ir ao encontro do pior. Pode ir ao encontro do destino dos dinossauros."



Em suas ponderações, ele manifestou esperança em que o ser humano assuma nova postura em relação à natureza, à vida toda, retomando o sentido da transcendência inerente a sua condição. Disse o teólogo:

"É essa dimensão do ser humano que transcende o princípio da pura necessidade, do puro desejo de postos de dominação, para dimensões de amorosidade, de cuidado, de generosidade.

E de solidariedade."
Blue Virgin Window, Catedral de Chartres, França.


“Religião e espiritualidade não são a mesma coisa.
Todavia são comumente confundidas. Equivale à declaração: “ Ela é um cantora excelente, faz aula de canto há anos”. É certo que existe uma ligação entre fazer aulas de canto e se tornar uma cantora profissional, mas não necessariamente. A verdade é que podemos fazer algo maquinalmente por toda a vida e nunca nos tornar de fato aquilo que tínhamos a intenção de fazer.

Com religião e espiritualidade é também assim. A primeira, a religião, tem a ver com nos conduzir a uma consciência de Deus, com nos dar as ferramentas, as disciplinas para nos prepararmos para a experiência de Deus. A outra, a espiritualidade, tem a ver com transformar a modo como vivemos como resultado daquela consciência, com infundir na vida toda um senso de Presença que transcende o imediato e lhe dá significado”.

“ A religião sem o espírito que ela deve preservar pode se tornar positivamente irreligiosa: marginalizamos os fracos, os feridos, os viciados, os outros religiosos, colocando-os fora dos limites da nossa vida perfeita. Com medo de tocar o que poderia nos contaminar. A religião – quem já não viu isso acontecer? – pode ser algo muito pecaminoso.

Se a religião em si é necessariamente tão santificadora, porque há tantas guerras, tanta matança, tanta opressão ilimitada, e tudo em nome de Deus? Talvez seja porque a própria religião às vezes perde a espiritualidade, o espírito de deus que ela prega. Apenas quando o nosso próprio coração é tão grande quanto o Deus que nos fez é que nos tornamos religiosos e espirituais.

A diferença entre religião e espiritualidade, então, é a diferença entre a ortodoxia neurótica e o misticismo. Uma é a religião para sua própria causa. O outro é a imersão de si próprio em Deus, até nos tornarmos o que dizemos estar buscando. A religião verdadeira não é para a auto-satisfação. Ela existe pelo bem do mundo – no senso hinduísta, para a criação de um tipo de carma pessoal que traz ao mundo a plenitude da vida”.

Autora: Joan Chittister
Livro: Bem-vindo à sabedoria do mundo – o que as grandes religiões nos ensinam para viver melhor.
Editora: Thomas Nelson Brasil

JUSTIÇA É UMA SÓ

Com olhos abertos
ou fechados?






















Eduardo Gianetti

“ A idéia de perfeição é obviamente uma ficção humana. Seu grande mérito – como no caso das utopias em geral- é servir como um contraste que inspire e permita realçar com tintas fortes a expressão do hiato entre o que é e o que pode ser: a distancia que nos separa do nosso potencial. Mais que um sonho,o ideal é uma arma com a qual se desnuda um mundo injusto , corrompido e opressivo”.

“ O caminho do inferno” acusava o militante São Bernardo do século XII, “ está repleto do boas intenções”.
O problema é que o imobilismo e a resignação também chegam lá. Se agir é muitas vezes perigoso, deixar de agir pode ser fatal.
A arte da convivência externa em sociedade está ligada à arte da convivência interna de cada uma a sós consigo. As regras impessoais da ética cívica são um mal necessário. Elas existem não para nos salvar, mas para nos proteger uns dos outros e de nós mesmos.

“ Poderia alguma coisa revelar uma falta de formação mais vergonhosa” indaga Platão na República “ do que possuir tão pouca justiça dentro de nós mesmos que se torna necessário obtê-la dos outros, e desse modo se tornam nossos senhores e juízes?”

Mas muito mais grave e terrível que isso, pode-se argumentar, seria uma situação na qual, embora os cidadãos reconheçam a necessidade de obter justiça de fora, esta lhe é negada ou é pervertida por um judiciário inoperante e/ou corrupto.
O grau zero da ética social cívica , contudo, seria uma situação na qual os cidadãos sentem-se de tal forma certos e convictos de que possuem dentro de si toda a justiça de que necessitam que eles passam a julgar e agir por conta própria, ou seja, sem precisar incorrer na vergonha platônica de ter que recorrer a qualquer tipo de árbitro externo para a solução de seus conflitos e desavenças”.

“ A experiência mostra que a progressiva anemia da ética cívica pode tornar-se tão corrosiva e destruidora da liberdade individual – minando a confiança, que nos sentimos justificados em depositar nos outros na vida prática e afetiva- quanto a sua hipertrofia totalitária.

O grande desafio é encontrar um equilíbrio entre as exigências da ética cívica e as demandas da ética pessoal- uma grama´tica da convivência que de alguma forma encontre o ponto adequado para a inevitável tensão entre os dois imperativos de melhor sociedade: liberdade e justiça”

Eduardo Gianetti
Auto-Engano
Companhia das Letras