Livro Tibetano dos Mortos


" Bardo é uma palavra tibetana que quer dizer simplesmente “ transição” ou um intervalo entre o encerramento de uma situação e o inicio de outra. Bar significa “ entre duas coisas” e do é “ suspenso”, ou “lançado”. A palavra bardo se tornou famosa pela popularidade do Livro Tibetano dos Mortos, cujo verdadeiro nome é: Bardo Tödrol Chenmo, que significa “ Grande Libertação por meio da Audição do Bardo”.
É um livro de conhecimento incomparável, é uma espécie de guia de viagem para os estados que se seguem à morte, que se destina a ser lido por um mestre ou amigo espiritual para uma pessoa que está morrendo, e depois da sua morte.

Diz-se no Tibete que há
Cinco Métodos para conseguir a Iluminação sem Meditar:
Vendo um grande mestre ou um objeto sagrado;
Usando sobre o corpo desenhos especialmente abençoados de mandalas com mantras sagrados;
Provando néctares sagrados consagrados pelos mestres em práticas especiais e intensivas;
Lembrando a transferência de consciência, o Phowa, no momento da morte;
E ouvindo certos ensinamentos profundos como os contidos na Grande Libertação por meio da Audição do Bardo.
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“ Como a vida nada mais é do que uma oscilação permanente entre nascimento, morte e transição, as experiências do bardo estão nos acontecendo o tempo todo e são parte fundamental da nossa constituição psicológica. No entanto, quando a nossa mente passa de uma assim chamada situação “ sólida” para a seguinte, esquecemo-nos dos seus bardos e seus intervalos.

Habitualmente ignoramos as transições que estão sempre ocorrendo. Na realidade, como os ensinamentos podem nos ajudar a compreender, cada momento de nossa experiência é um bardo, tal como cada pensamento e cada emoção que emanam e tornam a morrer no âmago da mente.

Os ensinamentos nos alertam para o fato de que é especialmente nos momentos de forte mudança e transição que a verdadeira natureza primordial de nossa mente, semelhante ao céu, terá uma oportunidade de se manifestar.

... Quanto mais profunda for nossa sensibilidade e mais aguda nossa prontidão para as assombrosas oportunidades de uma visão interior radical, oferecidas pelos intervalos e transições como estes durante a vida, mais estaremos preparados interiormente quando eles ocorrerem, de modo imensamente mais poderoso e desgovernado, no momento da morte”.
Extraído do livro:
O livro tibetano do viver e do morrer
Autor: Sogyal Rinpoche
Editora Talento e Palas Athena ,SP, outubro 2008

1 comentários:

  • Adelia Ester Maame Zimeo | 16 de maio de 2010 09:10

    Os momentos de transição são contínuos em nossas vidas. A conscientização dos mesmos em seu real significado confere aceitação e paz internamente. Minha querida amiga, um ótimo domingo! Beijo. Meu afeto.