Astrologia e o sentido da vida

Catedral de Chartres, França


“Os astrólogos estudam o céu porque o céu lhes fornece uma observação direta da ordem universal. Eles não procuram separar-se do universo e de seus ritmos, como fazem os cientistas, mas antes, buscam identificar-se com esses ritmos.

“Os astrólogos da Antiguidade explicaram o relacionamento do homem com o universo em função da lei de correspondências – “assim como é como acima, assim é embaixo”.
Os alquimistas astrólogos medievais explicaram a afirmação “ o homem é feito à imagem de Deus” como significando que os padrões estruturais do universo manifestado são expressões de uma ordem harmônica, oni-abrangente, que opera do mesmo modo no interior das galáxias, dos sistemas solares, dos homens e dos átomos.
Assim , para o astrólogo, tanto os copos celestes existentes no nosso sistema solar quanto a natureza humana obedecem às mesmas leis e ritmos de desenvolvimento; portanto, para viver uma vida espiritualmente significativa, os seres humanos deverão tentar viver em harmonia com as leis que governam o universo e os planetas”.

“Os cientistas parecem não perceber até que ponto seu condicionamento mental limita seus métodos de investigação; as respostas que encontram – e encontram – podem ser “verdadeiras” em função e no interior dos limites do ponto de vista que adotam, mas certamente não são explicações “ verdadeiras” da realidade total, porque o método científico é construído sobre a exclusão sistemática de tudo aquilo que não pode enfrentar.

Portanto, se os cientistas são incapazes de encontrar qualquer conexão entre o sistema solar e os eventos, tanto interiores quanto exteriores que ocorrem na vida humana, isto NÂO significa que não exista conexão, mas simplesmente que ela pertence a uma ordem diferente daquele que o método científico pode estabelecer”.

“Muitas pessoas, atualmente, perderam o sentido de organização e a sensação que há um significado e um valor em suas vidas. O psicólgo Viktor Frankl, em seu livro “ Em busca do Sentido”(1) mostrou que esse sentido de significado é mais vital, tanto para as crianças com o para os adultos, do que a alimentação ou o vestuário.
Muitas pessoas são atormentadas pela sensação do seu vazio interior, de um vácuo dentro de si mesmas; são vítimas daquela situação que Frankl chama de “ vácuo existencial”. Portanto, é importante que algo seja feito, a fim de restaurar esse sentimento de significado, se desejamos dominar a expansão alarmante da neurose, da frustração e do tédio”.
Texto extraído do livro: Ciclos de Evolução
Autor: Alexander Ruperti
Editora Pensamento , 1986, escrito em 1987.

(1) Livro de Frankl fundador da Logoterapia, obra fundamental na Psicologia, escrita em 1945, traduzido para 27 línguas. Não trata de acontecimentos externos, mas de experiências pessoais que milhares de prisioneiros viveram de muitas formas. É a historia de um campo de concentração visto de dentro, contada por um dos sobreviventes ( o autor).
Editora Vozes

1 comentários:

  • Anônimo | 29 de março de 2010 19:17

    Tereza,
    O seu blog está bem variado e muito simpático. Achei ótima a sua apresentação desse trabalho do Ruperti.
    Tenho o autor em muito boa conta, pois foi uma das referências para o meu estudo dos ciclos ("Ciclos de Evolução. Modelos Planetários de Desenvolvimento).
    Muito boa sorte em seu trabalho.
    Abraços do Constantino