Vênus e Júpiter no Céu





Por Tereza Kawall


"A astrologia é uma linguagem simbólica, e seu intuito é estabelecer as relações que
existem entre o cosmos e a Terra.

Na antiguidade o Zodíaco era considerado por astrólogos e filósofos como sendo a “ Alma da Natureza” ou a “Anima Mundi” , aquela que dá forma e ordem à vida.

Os signos e os planetas guardam relação com todos reinos da natureza, seja ela
humana, animal, vegetal ou mineral.

É bastante comum encontrarmos em livros e revistas atuais toda esta sorte de inter-relações, incluindo aí as cores, dias de sorte, etc.

Ainda que o conhecimento da Astrologia não esteja fundamentado nos moldes científicos cartesianos ou tradicionais, sabemos que desde a sua origem ela é transdisciplinar, pois caminhou ao longo dos séculos e em diferentes culturas ao lado de outras ciências, como astronomia, botânica, agricultura, medicina e da própria alquimia, que lançou as bases para a química moderna.

Assim vemos que o princípio básico da Astrologia está ancorado na analogia da lei das correspondências ou das semelhanças.

De forma bastante simplificada, encontramos estas correlações entre os signos, planetas, metais, minerais , e cores:

Leão e o Sol: ouro, diamante, e cores dourado/amarelo

Câncer e Lua: prata, pérolas, e cor branca

Gemeos e Mercúrio: mercúrio, opala,turquesa, e cor amarela

Libra e Vênus: cobre, esmeralda, e quartzo rosa, cores verde e rosa

Áries e Marte: ferro , granada ou rubi, cor vermelha

Capricórnio e Saturno: chumbo, a ônix, cores cinza e preta

Sagitário e Júpiter: estanho, lápis- lázuli , topázio e cor azul índigo.

Nesta semana, entre os dias 13 e 21 de fevereiro temos no céu que nos protege, uma bela conjunção de Vênus e Júpiter no signo de Peixes, e cujo momento exato será nos dias 16 e 17 deste mês.

Na Idade Média, esperava-se o dia em que Vênus ( cobre) e Júpiter( estanho) estariam juntos no céu para se fazer a fundição do bronze, que era utilizado na feitura dos SINOS. Acreditava-se que desta forma, eles teriam o som mais bonito e harmonioso.

Sempre é bom lembrar que há uma íntima relação de Vênus com o amor, as artes, com a estética em geral, e com a música; e que Júpiter por sua vez nos remete ao contato com o divino, simbolizando a fé, a filosofia, a teologia.

O badalar dos sinos nas igrejas já perdeu sua importância nos grandes centros, ou já foram substituídos por sinais sonoros, mas não importa: não há como negar a beleza destes sons, e mesmo as memórias que suscitam em nós, de diferentes maneiras.

A conjunção Vênus e Júpiter é também um convite ao entendimento, a cooperação, aos encontros amorosos, à diplomacia inteligente, ao interesse por tudo que é belo, justo, espiritual e verdadeiro.

“ O sentimento das pessoas não são expressos somente pela feição ou postura. A voz que ressoa de nossa boca, a letra que escrevemos, um desenho que pintamos, o som de instrumento que tocamos, assim como o som do sino que tocamos, tudo expressa nosso sentimento, cada qual de maneira única e verdadeira.
Deixemos ecoar o belo som de nossa compaixão e a pureza de nossos corações para onde o vento puder levar”.

Este texto( último parágrafo) é uma compilação da coletânea de Shunmyo Sato, comentado por seu discípulo, bispo Sosho Saikawa, superintendente da Sotoshu na América do Sul.

6 comentários:

  • Adelia Ester Maame Zimeo | 16 de fevereiro de 2010 22:15

    Querida Tereza, como sempre, você elaborou um primor de texto. O badalar dos sinos sempre me foi fascinante. Um som que ecoa no ar, assim como em minha alma. Que belo momento este pela conjunção de Vênus e Júpiter! Fomos agraciadas em nossa celebração do Ano Novo (tigre do metal. Nada, realmente, acontece por acaso. Imensamente grata por esta linda explanação! Beijo. Meu afeto.

  • Beto | 18 de fevereiro de 2010 09:11

    Parabéns Tereza, você traz de volta a beleza do conhecimento Astrológico para seu blog.
    Pensei comigo mesmo, será que ninguém vai falar da fabricação dos sinos de todas as espécies nesse momento? Que bom que você o fez.

    O sino, seja ele tradicional ou a tigela de bronze mais usada no oriente quando acionada nos faz seguir seu som continuo e ressonante, que só existe no momento presente.

    Abraços

  • Denise | 18 de fevereiro de 2010 10:57

    Belo, Tereza! E como nada é ao acaso, lendo-te, me flagrei lembrando duas coisas...Saint Germain, em uma das afirmações de seu Livro de Ouro:

    "Eu Sou o ouvido, escutando os sinos da liberdade, que tenho agora", e minha escolha de presente para minha filha (e lembrança para mim mesma) quando em visita ao Templo Zu Lai nesta semana...sinos...comprados dia 16 e escolhidos pelo som. Arrepiei...

    Beijo grande!

  • Norma Villares | 20 de fevereiro de 2010 12:49

    Tereza caminheira evolutiva. É sempre um grande prazer recebê-la em nosso espaço. Já estou acompanhando seu blog. Gostei muitíssimo.

    Meus parabéns Tereza, você partilhando esse conhecimento da astrológia que muito me interessa. Apesar de nada entender, mas estou abrindo espaços para conhecê-los.

    Os sinos reverberam a sonoridade da alma.

    "O som produzido pelo balançar do sino eleva as vibrações do ambiente, afastando energias negativas. Ele também representa nosso desejo de ouvir somente sons espirituais". Swami Satya Sai Baba
    Pensei comigo mesmo, será que

    E assim ouvindo o timbalado dos sinos seguimos rumos transcendentais.

    Que Deus te abençoe.
    Grande e afetuoso abraço

  • barbara | 1 de março de 2010 19:01

    Finalmente, Tereza, consegui pousar nas palavras e mergulhar no sentido do texto bonito que você escreveu. Imagens que evocam a conteúdos muito importantes, nestes tempos do fim. muito bem lembrado o caso dos sinos, cujo badalar redime o presente.

    Sabe o que é o melhor de ler você?
    Usufruir de reflexões consistentes de uma pessoa que soube urdir um casamento quase perfeito, como a vida, entre visões e entendimentos do que é existir.
    nem sempre comento, mas vou passar a comentar. Também adorei o texto da Resiliência, dentre os últimos.
    Parabéns!
    Barbara