Ideologia

Gilberto Gil, foto de Paulo Marcos


“Sou de um lugar, sou de uma terra, sou baiano, sou brasileiro, mas basicamente, sou um ser humano dessa totalidade da criação. Gosto de viver identificado com essa dimensão universal mesmo, irrecusável a todos nós. Eu trabalho sempre muito mais com a perspectiva do ser planetário, do ser cósmico, do que propriamente do homem de bairro.”

“Minha ideologia é o nascer de cada dia
E minha religião é a luz na escuridão”

Fé na Consciência


Sua Santidade Dalai Lama em reverência à Buda, Dharamsala, India

"A fé está relacionada com desconhecido, e não existe coisa mais desconhecida do que próprio ser humano.
Quando nos defrontamos com desafio do desconhecido, que tipo de fé devemos ter? A fé no fato de possuirmos uma Consciência. A fé na nossa possibilidade de superar os conflitos e diferenças, buscando relacionamentos humanos, culturais e religiosos cada vez mais maduros e sábios, e, com isso, vencer os obstáculos que ainda impedem a realização da idéia de igualdade no nível do cultivo espiritual.

Ter fé na Consciência significa, antes de tudo, acreditar que o ser humano tem dentro de si o potencial de compreensão, sabedoria e compaixão. O que muitas vezes nos falta é uma noção clara de que tudo isso é muito real e cotidiano – não um prêmio reservado para uns poucos indivíduos ‘ especiais”.

O ser humano deposita sua fé numa série de coisas ou idéias, mas falamos aqui da fé que a pessoa tem em si mesma, ou melhor dizendo, em sua Consciência. O poder deste tipo de fé está no fato de que ela cresce e amadurece como conseqüência direta do próprio esforço ou das experiências, não estando sujeita aos ditames de referenciais externos. Portanto, o processo se torna mais claro e muito mais responsável, porque cada passo será medido aos olhos da própria Consciência e somente ela servirá de base para qualquer julgamento.

Acreditamos que o caminho realmente consciente só acontece com uma dose considerável de maturidade.
Não seria essa maturidade uma questão vital no mundo de hoje"?


Do livro: Fé - As sete riquezas do homem santo
Sim Soon Hock e Inty Mendoza
Editora Axis Mundi , SP, 2000.


Selo: Este blog é um sonho!



Este selo encantador, foi-me presenteado pela minha querida amiga, Adélia Ester, do blog:





A - Exibir a imagem e publicar as regras.

B - Postar o link de quem te indicou.

C - Visitar e comentar no blog da Adélia.

D - Indicar 10 blogs e avisá-los.

E - Responder se usa produtos Natura e os preferidos.

Minha resposta: Uso cremes e hidratantes.
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Blogs Indicados:

Santuário da Vida

Por Tereza Kawall

As árvores para mim sempre tiveram
Uma magia particular
Como não se encantar com sua imponência e generosidade?
Símbolo da vida e da maternidade
Seus longos braços elevam-se em direção à luz,
E embalados pelo vento,
São um doce abrigo para seus habitantes aéreos,
Seus ninhos, seus pássaros, num constante vai e vem.

Sem dúvida, as árvores estão sob a regência de Eros
Em seu amoroso intercambio
São seiva da vida que flui entre flores, abelhas,
Pássaros, frutos e homens.
Elas contornam as nascentes
E nos oferecem sua sombra em dias quentes.

A força de suas sementes traduz a sua vontade,
Triunfo da verticalidade
A vida que na terra se sustenta
E ao céu se levanta
A árvore é um milagre da natureza
Nela se fundem nossa vida terrestre e celestial
Nossa unidade fundamental.

Felicidade











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“Já que é a mente que traduz o sofrimento em infelicidade, é da responsabilidade de mente dominar a percepção que tem do sofrimento. A mente é maleável. Uma mudança, mesmo que pequena, no modo como lidamos com os nossos pensamentos, como percebemos e interpretamos o mundo, pode transformar significativamente a nossa existência.
Mudar o modo como experimentamos as emoções provisórias leva a uma alteração da nossa disposição, do nosso ânimo, provocando uma transformação duradoura na nossa maneira de ser. Essa “ terapia” tem como alvo os sofrimentos que afligem a maior parte de nós e busca promover o nosso florescimento, dando-nos uma nova orientação para a vida”.

“Terá sido tão excessivo o uso da palavra felicidade que as pessoas desistiram dela, ignorando-a por causa das ilusões e chavões que ela evoca? Para alguns, falar sobre a procura da felicidade é quase mau gosto. Protegidos por uma armadura de complacência intelectual, escarnecem dela como o fariam em relação a uma novela sentimental.

Porque ocorreu uma desvalorização como essa? Seria um reflexo da felicidade artificial oferecida pela mídia? O resultado dos insucessos de nossos esforços para encontrar a felicidade genuína? Será que teremos que nos haver com a infelicidade, em vez de fazer uma tentativa verdadeira e inteligente de desenredar a felicidade do sofrimento?

A felicidade não pode se limitar a algumas sensações agradáveis, a um imenso prazer, a uma erupção de alegria ou em efêmero sentimento de serenidade, a um dia animado ou um momento mágico que passa por nós no labirinto da nossa existência.

A felicidade, como será tratada neste livro, é a profunda sensação de florescer que surge em uma mente excepcionalmente sadia. Isso não é meramente um sentimento agradável, uma emoção passageira ou uma disposição de ânimo: é um estado de ser. A felicidade é também uma maneira de interpretar o mundo, pois, se às vezes pode ser difícil transformá-lo, sempre é possível mudar a maneira de vê-lo”.
Do livro: Felicidade – a prática do bem estar
Matthieu Ricard
Editora Palas Athena, SP.

Sol e Individuação

Prometeu, de Henrich Friedrich


“ A tarefa do herói consiste em combater o dragão da inércia a fim de destravar o fluxo da vida para o corpo do mundo, na direção de um lugar ronde a vida secou, tornando-se uma vida estéril.

Se recusamos a chamada para viver nossas próprias vidas, ficamos deprimidos, sem vitalidade. O Sol simboliza a potência criativa; seus raios põem fogo no mundo, iluminam a escuridão primordial, espírito penetrando na matéria, tudo vai ganhando vida. O Sol nos liga com a força vital e bruta que existe em nós, oferecendo um canal para sua manifestação, um princípio universal superior que nos livra da dominação da natureza, liberta-nos das garras da vida instintiva.Assim, tornamo-nos recipientes para o poder fálico do Sol.

O deus egiípicio Atun penetra em sua criação, e o faraó é chamado de o “Sol vivo”, o filho de Deus pelo qual o reino da eternidade penetra no tempo.
A meta da jornada do Herói é nada menos do que a descoberta da imortalidade, que os alquimistas chamam de “Pedra Filosofal” ou “Lápis”, a transformação do chumbo em ouro, o encontro do “deus interior”, de nosso centro criativo, o Self.
O artista procura se manter aberto à experiência da inspiração, iluminação e visão.

O Sol no mapa astrológico é a nossa experiência do “eu”, a minha vida, não a sua, minha contribuição pessoal, enquanto que a Lua é nossa experiência da humanidade que temos em comum: eu sou como você e podemos, por isso ter empatia mútua. Assim, a Lua nos oferece uma base prática para nossa visão solar, permite dar vida à luz.

Contudo, é com a elaboração de um senso de “eu’ ou ego que nos tornamos conscientes de nossa dualidade essencial, de que há em nós mais do que “eu’ e que devemos procurar o “outro’ caso queiramos nos tornar íntegros e descobrir nosso verdadeiro centro.
Esse é o processo de individuação de Jung, a descoberta do Self, e o Sol é o seu veículo.O Sol não é uma meta em si, nem a garantia de que a meta será cumprida. É o centro da consciência, não da psique como um todo, e abrange a vontade pessoal condicionada pelos desejos, apegos e considerações pessoais – ou seja, nosso orgulho solar.
Nas palavras de Joyce Cary – “ a vontade nunca é livre – está sempre ligada a um objeto, um propósito”.

Do livro: As imagens da psique
Christine Valentine
Editora Siciliano, SP.

09/09/09

Casamento chinês, colagem e acrílica sobre tela,180x180cm, by Paula Dip


Hoje, dia 09/09/09, há dezenas de milhares de jovens chineses se casando porque o numero 999
na China significa longevidade e amor eterno. Bonito não?

Em 2003 fiz essa colagem vermelha, que se chama Double happiness, ou
O casamento chines, cuja idéia é exatamente essa:
fazer uma homenagemao amor e à longevidade.

Desejo uma longa e bela vida a todos!

As for love, it comes with silent feet...

bjs

Paula

Siga seu Sonho



"Sonhar é a principal função da mente, e os sonhos da mente duram 24 horas por dia. Quando o cérebro está desperto, existe uma moldura material que nos faz perceber as coisas de forma linear. Antes que viéssemos ao mundo, os que existiram antes de nós criaram um grande sonho exterrno que denominamos SONHO DO PLANETA - um sonho coletivo de bilhões de sonhos pessoais menores. Nascemos com a capacidade de sonhar, e os seres humanos que viveram antes de nós nos ensinaram a sonhar da forma que a sociedade sonha.


Não escolhemos as crenças que nos ensinaram e poderíamos ter nos rebelado contra elas, mas não tivemos força suficiente para provocar tal rebelião e com isto cedemos às crenças. Elas tiveram nosso consentimento. Aceitamos o processo de domesticação e através da domesticação aprendemos como viver e como sonhar.

Fingimos ser o que não somos porque temos medo de ser rejeitados. E por fim, nos tornamos cópias das crenças de mamàe, de papai, da sociedade e da religião. A domesticação é tão forte que num ponto determinado de nossa vida não precisamos mais que ninguém nos domestique. Somos tão bem treinados que passamos a ser nosso próprio treinador.

Se quisermos viver uma vida de alegria e realização, precisamos encontrar coragem para romper com os compromissos baseados no medo e no SONHO DA TERRA. Temos que reclamar nosso PODER PESSOAL. Cada um de nós nasce com uma determinada quantidade de poder pessoal, que desperdiçamos no dia a dia para manter compromissos que nos atrelam ao sonho do planeta.


Se não gostamos do sonho da nossa vida, precisamos alterar os compromissos que nos regulam. A cada vez que rompemos um pequeno acordo, o PODER usado para criá-lo retorna a nós. E então em vez de viver um sonho dos outros, viveremos nosso próprio sonho."

Livro: Os quatro compromissos
Don Miguel Ruiz

O chifre do Unicórnio




“ Não se pode confundir ciência com espiritualidade. Não se trata de misturá-las.Como recomenda um princípio da holística: não confundir, não misturar, não mesclar, não um e não dissociar, não separar, não dividir, não dois. Neste Koan e neste fio da navalha é que ensaiamos a dança da holística.

Fritjof Capra dizia que a ciência não precisa da espiritualidade, ela tem seu próprio caminho, o caminho analítico.
Por sua vez a espiritualidade não precisa da ciência, ela tem o seu caminho próprio, o caminho sintético.
O ser humano precisa de ambos.
São as duas asas que o pássaro necessita para voar.

Qualquer que seja a forma da espiritualidade ele terá a ver com a consciência de participação que na essência é amor e na prática é solidariedade.

Quando, no século XVII, a ciência foi separada da religião, o conhecimento se desvinculou da dimensão do amor, da compaixão e da solidariedade. É preciso ousar e ir além destes esquemas, destas paredes, destas divisórias e desenvolver em nós, o chifre do unicórnio.

Nós temos um hemisfério central esquerdo, que é nosso hemisfério científico, tecnológico e filosófico; e temos um hemisfério cerebral direito, que é da arte, da poesia e da mística. Entre os dois existem milhões de neurônios conectados formando o corpo caloso.
O substrato neurofisiológico da abordagem transdisciplinar holística não é nem o hemisfério direito, nem o esquerdo.
É a superação dos dois.É o que os antigos chamavam de terceira visão.
É o chifre do Unicórnio.
O futuro de nossa espécie depende do chifre do unicórnio, preciosa metáfora indicando um salto qualitativo da consciência que emerge da visão holística da realidade”.


Do livro: O espírito na saúde
Roberto Crema
Editora Vozes, RJ.


Reflexões Jean-Yves Leloup



“ Se os seres humanos se escutam, eles se compreendem. Por isso no primeiro testamento o exercício que é proposto no Tora é Shema Israel, escuta Israel. O primeiro mandamento não é amar, é escutar, escutar o outro com os ouvidos, com o corpo, com o coração, com a inteligência”.


“ O ser humano cresce morrendo para uma imagem dele mesmo”.

“O sinal de um verdadeiro amor é que posso me mostrar todo inteiro a alguém, com meu perfil bom e mau, com a parte de mim mesmo da qual me orgulho e aquela que quero esconder, mas tenho medo de não ser aceito inteiramente; é por isso que eu sou um pedaço escolhido por outro”.

“ Há lugares de nós mesmos que não podemos reconhecer enquanto o olhar do outro, com benevolência e sem julgamento não reconhece”.

“ Talvez a poesia e símbolo sejam uma linguagem possível. Eles falam, mas guardam no coração das palavras um grande oásis de silêncio.
Não é essa a linguagem de Jesus? Ele falava em parábolas para que compreendessem aqueles que não compreendem e para que não compreendessem aqueles que crêem compreender”.

“ A palavra é o encontro de uma boca e de um ouvido. O ouvido que escuta pode ser mais sutil que a boca que fala, ele pode escutar coisas mais inteligentes do que aquelas que são ditas.
Deus pode mesmo abrir a escuta de alguém a palavras que não foram pronunciadas! Eis aí um dos mistérios da pregação e que deve conservar o pregador humilde.
O Espírito Santo está tanto – e algumas vezes até mais - no ouvido daquele que escuta do que na boca daquele que fala”.

“ A palavra que me vem à memória é um provérbio do Zaire: “ A árvore cai com grande ruído, mas não se escuta a floresta que cresce”.

“ Tudo o que não fazemos por amor é tempo perdido.Tudo o que fazemos por amor, é a Eternidade reencontrada. A única coisa que não nos podem tirar , a única coisa que a morte não pode nos tirar, é aquilo que doamos. O que tivermos dado, nada, nem ninguém pode nos tirar. É esta doação, o que fica de nós mesmos”.