Dia dos Animais - 4 de Outubro




























Por Tereza Kawall
Revista Planeta, outubro de 2009.

É inegável que o interesse pela vida animal vem crescendo de forma expressivanos últimos anos.
Quem não se encanta com os bailados dos golfinhos e das baleias, com a diversidade dos peixes e dos extraordinários cenários do fundo do mar? E como não se deliciar com as estratégias de sobrevivência , o instinto de proteção e carinho entre os animais selvagens?
Documentários, fotos, aquários gigantescos, zoológicos de todo mundo exibem animais e seus filhotes como verdadeiras celebridades, fascinando público de todas as idades.


Os animais domésticos, em especial os cães e gatos tem essa deliciosa imprevisibilidade, seus humores, tristezas, a espera ansiosa por nossa volta á casa, e tantas outras situações que de uma forma ou outra sacodem nossos sentimentos, mau humor, alegria ou preocupação.


É fácil perceber que a ligação emocional com os animais se dá , basicamente, através deste mecanismo fisiológico mais instintivo e primário, que nossa comunicação com eles se dá através do corpo, são gestos, brincadeiras olhares, os inúmeros estímulos sensoriais que tanto nos fazem bem. Nos deixamos seduzir pelos seus olhares, manifestações explícitas de carinho e saudades, e claro, por sua capacidade em nos entender.
São seres que têm calor, cheiro, brincam, rosnam, pulam – nossos queridos e sedutores companheiros têm vida, enfim.


Não é novidade para ninguém que qualquer relacionamento amoroso ou de intimidade nos torna mais felizes, e sobretudo que esse bem estar tem um impacto muito positivo em nossa saúde, e na forma de superarmos as adversidades da vida.
A ligação emocional com os animais é um suporte psíquico precioso, promove o bem estar, reduz o stress.

Sabemos que a natureza é sábia, e certamente não se enganou, pois de forma geral, todos os animais de todas as espécies são sempre graciosos quando filhotes. Nossos bebês não fogem à regra. .Para nos desenvolver, como mamíferos que somos, também necessitamos de companhia, segurança, calor e alimento, seja este físico ou emocional.


Ao lado de nossos companheiros, podemos mostrar nossa fraqueza, desamparo, dor, ou a força e a coragem – saber que somos importantes na vida de alguém, ou simplesmente falando, sermos amados.


A vida moderna com sua parafernália tecnológica é capaz de sobrecarregar nosso neo-cortex ou cérebro racional, mas não podemos prescindir dela.
Por outro lado, a relação com nossos animais, com vimos, ao estimular o nosso cérebro emocional, acaba por resgatar nosso lado mais sensorial e afetivo. Entendemos que este seja um fenômeno de compensação psíquica bastante positivo, pois precisamos “ acordar” para nossa vida amorosa e instintiva, e cuja sabedoria a Mãe Natureza não nos deixa esquecer.

Bibliografia:

1.) CURAR – stress, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise .
David Servan-Schreiber
Sá Editora, S. Paulo


2.) Eu falo, tu falas ...eles falam.
Sheila Waligora
Scortecci Editora,S. Paulo
































































2 comentários:

  • Adelia Ester Maame Zimeo | 4 de outubro de 2009 17:17

    Tereza, fez muito bem em postar aqui seu artigo publicado na Revista Planeta. Está excelente! E que imagens lindas! Legal saber que este dia é dedicado aos animais. Assim providenciarei algo p/ meu blog também. Beijos.

  • Anônimo | 5 de outubro de 2009 17:44

    Minha Ártemis preferida, só podia ser uma de fato para com essa sensibilidade dizer todas essas verdades, que bom que enquanto as coisas "que não são tão boas" estão vindo a tona, percebemos que realmente a maioria acordou para esse seres maravilhosos que fazem parte da família através da percepção do quão bem nos fazem... gostumo chamar a minha de "meu bebê de pelos".beijos Mara.