“Eu procurava, sobretudo,uma verdade que não fosse “ contra”; uma verdade vasta, capaz de conter as apalpadelas e os extravios daqueles que dela se aproximam; uma verdade paciente diante das formulações sempre inadequadas àquilo que nela permanece inefável; uma verdade oceânica, capaz de conter suas tempestades, integrando as águas calmas do verão às mais altas ondas.
Quanto a mim, eu vivia essas horas de verdade e de certeza como tempestades apaziguadas, mas guardava o barco de meu espírito pronto, disponível para todos os temporais – eles também fazem parte da verdade...”

Jean Yves Leloup
O absurdo e a graça, pág.86, editora Verus.

“ Há os textos sagrados das tradições, há os textos sagrados do coração e há também o texto sagrado da noite.
Durante a noite, o verbo criador cria símbolos e imagens que não são para nós explicações do mundo, mas que podem dar sentido à nossa existência. Nós sentimos que no sonho existe um sentido que é sempre muito mais rico do que podemos falar dele. E que poderá ser para nós como um mestre interior para nos fazer ir mais longe”.

Jean Yves Leloup
Terapeutas do deserto, editora Vozes








1 comentários:

  • Adelia Ester | 19 de maio de 2009 23:32

    Momentos serenos e momentos tempestuosos, todos partes de uma Verdade. Aquela que nutre nossa existência. E nossos bons companheiros, os sonhos, nos oferecem a graça de entrarmos em contato com as mensagens de nosso Mestre Interior. Estas nos auxiliam no empreendimento de nosso percurso nesta Vida. Tereza, aprecio muito Jean Ives Leloup, por toda esta rica percepção do ser. Beijo Afetuoso.