A evolução consciente

Roberto Crema e Jean Yves Leloup

A Evolução Consciente

O ser humano introduziu no planeta uma nova qualidade evolutiva, que é a evolução intencional, consciente, voluntária. A pessoa evolui se quiser, se desejar, à medida que enveredar no caminho da individuação.

Há que sair dos trilhos populares e viciados da normose, para tomar as incertas e criativas trilhas evolutivas, nas quais enfrentará seus medos, atravessará muitos portais, e, em algum momento justo, florescerá com vigor, ternura e poesia.

É uma grande aventura tornar-se humano, sujeito da própria existência, ser dotado de um semblante único e assumir a direção dos próprios passos, realizando, assim, a promessa inerente ao seu mistério.

Fazer render os talentos vocacionais é o que caracteriza um existir pleno.

Para isso, convocamos a nós mesmos a existir, a trazer uma novidade, um canto novo, uma dança nova... Não nascemos para morrer, nascemos para ser.

Livro: Normose- A patologia da normalidade
Verus Editora

Distraídos do Essencial

Tereza Kawall
Pensando bem, nossos problemas atuais não são de natureza econômica, política, científica, ambiental, seja lá o que for.
Nosso verdadeiro e incomensurável problema é inequivocamente o homem, nossa humanidade, assim chamada por aquilo que deveria nos definir como humanos.
Aqui, leia-se e entenda-se “ consciência” com tudo o que ela representa, sem licença poética, em um contexto racional, ético, moral, que pode discriminar valores, e que teoricamente é o que nos diferencia das plantas, dos animais,das borboletas, dos peixes, da grama, das formigas, dos sabiás, das conchas, das pedras, dos minérios e do orvalho matinal.

Ah, sim, fazemos rituais para nossos mortos, abraçamos a religião como suporte para o viver, fazemos filosofia, leis, manifestações artísticas de toda ordem.
Construímos incríveis túneis aquáticos e pontes quase aéreas, maravilhas da tecnologia moderna.
Aquele que chamamos de “ arranha-céu” também perfura as entranhas da Terra, fazendo-a afundar sob o peso do poder econômico e seus desvarios gananciosos.
Artefatos da cultura? Milhares deles, dos mais sofisticados aos mais cafonas, dos mais úteis aos mais inúteis, nos deliciamos com nossos coloridos celulares, lap tops, mágicos brinquedinhos que geram rapidez, dependência e algumas inseguranças a mais.

Claro, temos lindas naves espaciais e satélites que rasgam aos céus para desvendar os segredos do cosmos, quem sabe nossa origem. Macacos me mordam!
Arrancamos inúmeras riquezas de nosso abençoado solo , do mar, e para não soar repetitivo demais, derrubamos florestas centenárias em alguns poucos minutos, mesmo já sabendo e vivenciando as conseqüências destes atos.

Ninguém mais duvida:a natureza quando está irada não tem piedade de nada e ninguém, sua força é inexorável quando seus quatro elementos, fogo, ar, terra e a água intensificam a sua ação de forma extremada.

Desejo e ganância dão-se as mãos e caminham céleres rumo aos pódios dos especuladores sorridentes – nosso capitalismo é mais que selvagem, é por assim dizer, criminoso, concentrando riquezas, privilegiando poucos, e asfixiando a grande maioria.
Bem, também já deciframos as seqüências dos códigos genéticos, para o bem e para o mal, pois bem sabemos que a Mãe Natureza tem muito ciúmes de seus segredos.
A medicina tradicional tem feitos espetaculares, nosso cérebro é mapeado e desvendado em tempo real, bem colorido, parece até um arco-íris!

Agora é bacana afirmarmos, com orgulho que em breve viveremos até 120 anos! Só não nos explicam para quê. Pudera, a lucrativa indústria farmacêutica não tem que ficar explicando tudo para nós; morrer e envelhecer são assuntos antiquados.
E vamos por aí, aspirados, siliconados, contando para nós mesmos as mentiras e ilusões da eterna juventude!

Nossa maravilhosa civilização calcada na razão e no progresso nos prometeu o conhecimento, a tecnologia e a ciência como pressupostos de bem estar e felicidade.
Lembram do ócio criativo? Será que vingou?
Os artefatos eletrônicos não deixam mais tempo para estados mentais mais relaxados -estamos plugados, é o que interessa.
Ficar muito ocupado dá status, a ainda de quebra impede o olhar para dentro, para a reflexão óbvia: para quê tudo isso, afinal?

Drogas potentes para todas as mazelas psíquicas: bulimia, transtornos vários, obsessões, depressões... não dão conta de silenciar e abafar os sintomas mundiais: nossa alma coletiva está doente. Existe alguma UTIBH, Unidade de Tratamento Intensivo para a Burrice Humana?

Pobre ser humano, uma solitária alma penada, que ainda não desvendou a si mesmo, vive a mercê seus anseios, refém de seus demônios. É um herói, que inspirado por um ideal que Prometeu um dia sonhou, anda por aí, capenga e inseguro, torturado pelo medo, pelas doenças e por um futuro pouco promissor – qual é mesmo a sua nobre causa?
Alguém se lembra?

Conheço tantas coisas, mas meu eu é, freqüentemente, um abismo a espera de um amanhecer mais suave e ameno.
Somos distraídos do essencial e atraídos, como um imã, pelo superficial?

A consciência humana vive uma fase crepuscular, embora muitos, de forma muito silenciosa e menos ostensiva façam a sua parte, cuidando de seus jardins, semeando outras formas de vida, trabalho e convivência. Como diz Leloup, as florestas crescem silenciosamente.
É urgente mudarmos este estado de coisas, é urgente fazermos uma revolução espiritual que nos faça mais serenos, e mais capacitados para o perdão, para uma vida mais amorosa e portanto, mais felizes.

Links:
http://www.intuição.com/
http://www.ive.org.br/
http://www.imagensdapaz.org.br/
http://www.jeanyvesleloup.com/
http://www.bkumaris.org.br/

Compaixão

Sua Santidade, o Dalai Lama


"Que eu me torne em todos os momentos,

Agora e sempre,

Um protetor para os desprotegidos,

Um guia para os que perderam o rumo,

Um navio para os que têm oceanos a cruzar,

Uma ponte para os que têm rios a atravessar ,

Um santuário para os que estão em perigo,

Uma lâmpada para os que não têm luz,

Um refúgio para os que não têm abrigo

E um servidor para todos os necessitados"
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"A tarefa do homem é ajudar os outros.
Este é o meu ensinamento mais constante,
esta é a minha mensagem.
É a minha crença.
Para mim, a questão fundamental
É estabelecer melhores relacionamentos,
sobretudo entre as pessoas-
E de que forma podemos contribuir para isso"
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Do livro:
O caminho da tranquilidade,
Editora Sextante.

Elegância do comportamento



É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais. Estas se preocupam com os outros

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

É elegante não ficar espaçoso demais.
E pensar mais nos outros que em si é extremamente elegante.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.É muito elegante não falar em dinheiro em bate-papos informais.É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante, a ser generosa com os mais necessitados.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

Educação enferruja por falta de uso, e até a pessoa mais elegante pode se tornar inconveniente ou indelicada com a convivência com pessoas vulgares e de espiríto grosseiro.

Porque a lei da atração diz: "Semelhante atrai semelhante".

Cuidado com suas companhias e com os lugares que voce frequenta.Alimente seu espírito com pensamentos nobres e elevados.

Ande na contramão da maioria que se vulgariza e as conversas só giram em torno de assuntos chulos.
As artes, e em especial a música clássica sensibilizam e refinam o espírito. Voce é especial e único!

E nos dias de hoje ser elegante é SER DIFERENTE.

"LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado.
Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas.
Fique alerta quanto ao momento presente.
Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade

Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."