O riso e o absurdo





MIKE GEORGE

O riso sincero estimula uma química benéfica ao corpo, preservadora inclusive da vida. Os efeitos a curto prazo são excepcionais: a tensão é dispersada, a apreensão é eliminada, a habilidade de pensar positivamente aumenta e o contentamento é restaurado.

A incapacidade de rirmos de nós mesmos pode ser um indício de que achamos difícil reconhecer nossas próprias debilidades. Então tornamo-nos suscetíveis à ostentação, orgulho, á vaidade.
A vida, como uma comédia, pode ser absurda e imprevisível, os eventos podem tomar rumos inesperados e indesejáveis. Se perdemos o roteiro, esquecemos nossa fala ou se somos puxados para a ação de formas imprevisíveis, a perda de controle não deveria ser, necessariamente lamentada. O que precisamos é mudar de perspectiva, ver o absurdo de nossa condição e rir disso tudo.

A importância do cômico é que ele pontua nossas pretensões e permite que uma corrente de ar fresco invada a nossa consciência. É, portanto, uma técnica de relaxamento por excelência. Muitas vezes, vamos rir apesar de nós mesmos. Em outras palavras, o espírito cômico derruba completamente as barreiras internas e atua contra a força da gravidade, enfraquecendo nossa resistência ao prazer. A conseqüente sensação de alívio é palpável.
As piadas, como os mitos, têm um propósito na sociedade. Contar uma, especialmente num grupo, é assumir um importante papel – a de contador de histórias. Eliminando inibições, unindo a audiência numa resposta involuntária e compartilhada, o contador de piadas é um agente de relaxamento.


http://diversao.uol.com.br/album/a_megera_domada_album.jhtm



1 comentários:

  • Ricardo | 9 de julho de 2008 23:07

    Oi Terê, que ótimo o seu blog!

    Muito bão mesmu, bão gosto, texto bão, só fartava algém postar alguma coisa assim prá baixar o níver...

    Quem não ri de si mesmo deixa esse trabalho para os outros.

    Beijos
    Ricardo