Por onde andará Demeter?






Demeter, deusa da Grécia antiga, protetora das terras cultivadas e das colheitas.
Por onde andarás nossa deusa-mãe, que germina sementes, nos alimenta, nos dando o precioso pão de cada dia?
Ciclones, maremotos, tufões, tsunamis, chuvas torrenciais, ursos polares e icebergs flutuando sem direção, epidemias, abelhas desaparecidas, terras secas e sulcadas pelo sol.
Dizemos: a natureza enlouqueceu! o tempo está maluco! Pobre tempo, pobre clima, que é só uma seqüela da ação inconseqüente dos homens que há muito estão cegos para sua própria LOUCURA.
Ah, os bancos... estes sempre vão muito bem, obrigado. Os “grandes investidores”, o dinheiro virtual, os mercados, as bolsas de valores , os juros. Silêncio nos ganhos e choradeira nas perdas.
Correm velozes para ajudar a si mesmos quando a recessão bate à porta e dão as costas para tudo o que não seja lucro, dividendos, especulação.

E agora.... a fome, a falta dos alimentos, do trigo, dos grãos, escassez de planejamento, excesso de ganância. Quem de nós já ficou dois dias sem comer, e sem saber quando será a próxima refeição?
O que mais podemos esperar desta ambição inescrupulosa, de governos unilaterais, políticos roliços e alienados, em seus belos jantares e intermináveis reuniões de cúpulas das quais nenhum resultado se percebe?

Bilhões de dólares despejados na industria bélica mundial, dinheiro que resulta em morte e degradação, ou seja, tudo feito em nome da defesa e da segurança. Quanto mais as desejamos, menos as encontramos, é um paradoxo ou uma piada?

Onde andará Demeter, a força sábia da natureza que nos dá os grãos, os campos floridos, as chuvas fertilizantes, a semeadura com colheitas fartas, e as quatro belas estações do ano?
Imagino-a cansada e abatida, meio descabelada, tentando em vão ensinar os homens a cuidarem melhor dela, respeitando seus limites.

O que estamos semeando para nossos filhos e netos? A colheita da visão curta, da miopia do imediatismo dos lucros, de um amanhã sombrio.
E se pudessemos deixar para eles o cuidado, o amor e o respeito por tudo aquilo que chamamos de vida e natureza?
Ambientalistas do planeta Terra, uni-vos!
Mãe Terra, perdoe-nos!

Tereza Kawall

4 comentários:

  • Anônimo | 26 de abril de 2008 22:24

    Mãe Terra perdoe-nos e vamos acordar, a hora é essa, a vida é agora!!
    Um beijão Mamy, parabéns!

  • Anônimo | 27 de abril de 2008 07:43

    E ainda tem governador defendendo o desmatamento para a produção de alimentos.. "me poupe"...

  • Anônimo | 27 de abril de 2008 21:36

    Ainda bem que estão nascendo as crianças índigo...

    Quem sabe elas não tem alguma solução milagrosa,

    porque sem milagre acho que não tem mais jeito...

    Muito boa a tua matéria, Tetê. Mandei o comentário no Blog,

    mas tenho a impressão que não foi.

    Parabéns!!! Liane

  • Adelia Ester | 24 de maio de 2008 19:26

    Tereza, este texto está lindíssimo! É um verdadeiro clamor em defesa da Natureza. Parabéns! Beijos.